3 FILMES CLÁSSICOS (de Ação) DOS ANOS 90 QUE MERECEM UM REMAKE

Por 08/05/2026No Comments9 min de leitura
3 FILMES CLÁSSICOS

Nos anos 90, já na fase de adolescência, eu era fascinado com tudo relativo a ação e aventura. Após ser bombardeado por inúmeros filmes e séries destes gêneros nos anos 80, a década seguinte nos presenteou com filmes inesquecíveis, que guardamos na memória com muita nostalgia. Foi justamente esta década que consolidou o cinema de ação como um campo de experimentação visual e narrativa. Neste período, grandes diretores autorais, como John Woo, trouxeram o estilo operístico para o Ocidente, e ícones como Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger elevaram o conceito de sobrevivência ao extremo, como nos 3 filmes clássicos aqui lembrados.

Cabe aqui salientar, no entanto, que muitos destes filmes são únicos, intocáveis, devendo permanecer, na minha opinião, somente como base para novas sequências. O clássico O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991) é um destes exemplos. Considerado por praticamente todos os fãs como o melhor filme de ação (e de ficção científica) de todos os tempos, é praticamente impossível refilmá-lo com assertividade e conseguir algum resultado mais digno e memorável que o original de James Cameron.

Na matéria de hoje, trago-lhes 3 grandes clássicos que possuem premissas atemporais, mas que poderiam atingir um novo patamar em possíveis remakes com as tecnologias de produção atuais.

O ALVO (Hard Target, 1993)

O Alvo Imagem Universal Pictures

Divulgação: Universal Pictures

Onde assistir: Telecine / Prime Video (aluguel)

📊 IMDb: 6,2/10
🍅 Rotten Tomatoes: 60% (Crítica) | 50% (Público)

Sinopse: Chance Boudreaux (Jean-Claude Van Damme), um marinheiro desempregado e veterano de guerra, ajuda a jovem Natasha Binder (Yancy Butler) a procurar seu pai em Nova Orleans. Ele descobre que o homem foi vítima de uma organização que organiza caçadas humanas para milionários sádicos, onde veteranos sem-teto são as presas.

Roteirista: Chuck Pfarrer

Diretor: John Woo

Elenco principal: Jean-Claude Van Damme (Chance Boudreaux), Lance Henriksen (Emil Fouchon), Arnold Vosloo (Pik van Cleef), Yancy Butler (Natasha Binder)

🌟 POR QUE MERECE UM REMAKE?

O filme original é famoso pelo “mullet” e pelo espacate de Van Damme, além de suas acrobacias exageradas, mas um remake poderia seguir a linha de ação tática e crua de produções como John Wick (2014) ou Sisu – Uma História de Determinação (2022). A ambientação úmida e gótica de Nova Orleans, combinada com uma caçada urbana implacável utilizando tecnologia moderna de drones e vigilância, criaria uma tensão insuportável para o público atual.

A crítica social sobre o abismo de classes e o descaso com veteranos de guerra, presente no original, é ainda mais relevante atualmente, o que poderia encorpar bem a trama sem perder a galhofice que tornou o filme tão memorável.

🎯 Curiosidades

  • Foi o primeiro filme de um diretor John Woo realizado em um grande estúdio de Hollywood.
  • Van Damme estava no auge de sua forma física e realizou a maioria das suas próprias acrobacias, incluindo a famosa cena em que se equilibra sobre uma moto em movimento.
  • O filme teve que ser editado várias vezes para evitar a classificação “NC-17” devido à violência extrema.

Minhas sugestões de equipe técnica para um remake:

Chad Stahelski (John Wick) seria o nome perfeito para elevar a ação a um nível tático sem precedentes no papel de diretor. No papel principal, substituindo Van Damme, Alan Ritchson (Reacher) traria a presença física e a brutalidade necessárias para o novo Chance Boudreaux, podendo manter até os “mullets” lendários da versão original

RISCO TOTAL (Cliffhanger, 1993)

Risco Total Imagem TriStar Pictures

Divulgação: TriStar Pictures

Onde assistir: MGM+ / Prime Video

📊 IMDb: 6,5/10
🍅 Rotten Tomatoes: 68% (Crítica) | 53% (Público)

Sinopse: Gabe Walker (Sylvester Stallone), um socorrista de montanha assombrado por um erro do passado, é forçado a ajudar um grupo de criminosos, liderados por Eric Qualen (John Lithgow), que caiu nas Montanhas Rochosas após um assalto aéreo audacioso. Ele precisa usar seu conhecimento do terreno para sobreviver e impedir que os vilões recuperem milhões de dólares perdidos na neve.

Roteiristas: John Long, Michael France e Sylvester Stallone

Diretor: Renny Harlin

Elenco principal: Sylvester Stallone (Gabe Walker), John Lithgow (Eric Qualen), Michael Rooker (Hal Tucker), Janine Turner (Jessie Deighan)

🌟 POR QUE MERECE UM REMAKE?

A cena de abertura de Risco Total ainda é uma das mais impactantes da história do cinema, e a ideia de colocar Stallone antagonizando com o veterano e genial John Lithgow torna este filme um dos mais emblemáticos dos anos 90. Como as técnicas de filmagem em grandes altitudes evoluíram drasticamente, um remake focado no realismo da sobrevivência, capturado com câmeras IMAX em locações reais, transformaria esta experiência em algo fisicamente opressor. A opção por reduzir um pouco o foco no tiroteio e direcionar mais atenção à luta do homem contra a natureza e a gravidade, mantendo a tensão de um resgate impossível, poderia gerar um filme incrível.

🎯 Curiosidades

  • O dublê Simon Crane recebeu 1 milhão de dólares (um recorde na época) para realizar a cena de transferência entre dois aviões a 4.500 metros de altura.
  • Sylvester Stallone tem, na vida real, medo de altura, o que o ajudou a transmitir a tensão genuína nas cenas de escalada.
  • O filme ajudou a revitalizar a carreira de Stallone nos anos 90, após uma série de comédias que não funcionaram bem.

Minhas sugestões de equipe técnica para um remake:

O diretor Baltasar Kormákur (Everest, de 2015) é o mestre em filmar homens contra a natureza. Para o papel de Gabe Walker, um ator com forte carga dramática e física como Tom Hardy seria a escolha ideal para transmitir o trauma e a força do protagonista. Já para o principal antagonista, a escolha por outro ator consagrado e carismático, como Colin Firth, traria um novo duelo à altura do longa original.

A OUTRA FACE (Face/Off, 1997)

A Outra Face Imagem Paramount Pictures

Divulgação: Paramount Pictures

Onde assistir: Disney+

📊 IMDb: 7,3/10
🍅 Rotten Tomatoes: 92% (Crítica) | 63% (Público)

Sinopse: Para frustrar um plano terrorista, o agente do FBI Sean Archer (John Travolta) assume a identidade do seu nêmese, Castor Troy (Nicolas Cage), através de uma cirurgia de transplante facial de última geração. O plano sai de controle quando Troy acorda do coma e força o cirurgião a lhe dar o rosto de Archer, assumindo a vida e a família do agente.

Roteirista: Mike Werb e Michael Colleary

Diretor: John Woo

Elenco principal: John Travolta (Sean Archer), Nicolas Cage (Castor Troy), Joan Allen (Eve Archer), Alessandro Nivola (Pollux Troy)

🌟 POR QUE MERECE UM REMAKE?

Este filme é o auge do “estilo operístico” de John Woo, mas sua premissa central é um prato cheio para os dias de hoje. Em um mundo dominado por deepfakes e discussões sobre a fragilidade da identidade digital, um remake poderia trocar o tom melodramático por um thriller psicológico mais sombrio. A ideia de “perder a própria face” para o seu pior inimigo continua sendo um dos conceitos mais perturbadores do gênero, e com o realismo dos efeitos visuais modernos, as cenas de transplante e a dualidade dos personagens seriam viscerais.

Parte do grande sucesso deste longa tem como base as atuações de Cage e Travolta, repletas de maneirismos e caricatas na medida certa da trama impossível mas instigante. Mesmo que a ideia de trocar de rostos em cirurgias de rápida cicatrização soe muito datada nos dias de hoje, o filme continua a ser um dos mais lembrados dos anos 90.

É importante ressaltar que há um forte rumor de uma sequência direta sendo desenvolvida por Adam Wingard., mas nada ainda veio a ser confirmado.

🎯 Curiosidades

  • A ideia original era ambientar o filme no futuro, mas John Woo decidiu focar no presente para humanizar mais os personagens.
  • Nicolas Cage e John Travolta passaram duas semanas estudando os gestos um do outro para que a troca de personalidades fosse convincente.
  • É considerado um dos filmes de ação mais influentes da década, definindo o uso de câmeras lentas e tiroteios coreografados em Hollywood.

Minhas sugestões de equipe técnica para um remake:

Diretores como Christopher Nolan, pela complexidade narrativa, ou Denis Villeneuve trariam uma seriedade necessária ao tema. Para o elenco, Robert Pattinson e Barry Keoghan entregariam a intensidade e a loucura exigidas para a troca de papéis.

 

E você? Já conhecia estes clássicos? Concorda comigo quanto a eles merecerem remakes? E qual filme você acha que NUNCA deveria ganhar um remake? Comente abaixo e compartilhe a matéria com seus amigos em suas redes sociais.

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