
Ao ler o título, você provavelmente se perguntou: “Uai, mas esta não era uma coluna sobre vinhos e suas brasilidades?”. E você tem toda a razão. Falar sobre o mundo técnico das séries e filmes eu deixo para o meu colega colunista Helielson, assim como o universo da moda também não é minha especialidade.
No entanto, como uma observadora atenta, a série Emily in Paris me chamou a atenção em dois aspectos que eu adoro:
1. Marketing de Experiência
A série é um prato cheio. Vemos uma executiva americana levando sua visão de negócios para uma tradicional agência de luxo francesa. A personagem explora o networking, parcerias estratégicas e, acima de tudo, a importância de criar experiências memoráveis para os clientes — algo que, como sommelière, considero o “ponto G” do nosso trabalho.
2. Raízes e Identidade
A série gerou debates sobre patriotismo, especialmente entre os franceses, que criticaram a abordagem por vezes caricata. Mas, críticas à parte, o sucesso foi estrondoso. A produção impulsionou marcas, locações turísticas e trouxe à tona o enoturismo francês. Vimos o destaque de grandes nomes como Champagne e, na 5ª temporada, a visibilidade da renomada D.O. Chablis.
Para quem não conhece: Chablis é uma região vinícola icônica da Borgonha, famosa exclusivamente pela produção de vinhos brancos elegantes, feitos 100% com a uva Chardonnay.
E se ela pisasse em solo mineirinho?
Assistindo à Emily se encantar pela cultura francesa sem perder sua essência americana, pensei: se ela se apaixonou pela França, imagina se ela conhece Minas Gerais! Emily certamente teria dificuldade com a nossa “língua nativa”, afinal, o mineiro tem um dialeto próprio. Mas ela facilmente substituiria o “Oui” pelo “Uai” e se renderia à nossa hospitalidade cantada.

Harmonizações e Cenários Inesquecíveis
No lugar do chef francês, ela se apaixonaria por um chef mineiro premiado no Comida di Buteco. Imagine a experiência memorável de harmonizar um Leitão à Pururuca com um Maria Maria Syrah Isabela, do Sul de Minas — vinho que fez história em 2025 ao receber a maior pontuação já concedida a um brasileiro no prestigiado Decanter World Wine Awards.
As corridas matinais às margens do Sena seriam substituídas pela pista do Parque Ipanema, em Ipatinga. Seus dias agitados seriam desenvolvendo o marketing de um festival de cachaça ou criando o lançamento de um projeto de enoturismo mineiro, conectando paisagens naturais, arquitetura e vinhos finos de altíssima qualidade, como os entregues por estas vinícolas:
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Bárbara Eliodoro – São Gonçalo do Sapucaí
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Estrada Real – Caldas
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Luiz Porto – Tiradentes
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Trindade – Bichinho (Prados)
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Casa Geraldo – Andradas
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Almas Gerais – Bom Sucesso
Para finalizar um dia produtivo, nada de croissants: o clássico seria um café coado na hora com um pão de queijo da KR Love Bakery, recheado com queijo Alagoa — uma iguaria tão especial que até um francês iria querer a receita.
Minas: O Tesouro do Mundo
Se a Emily estivesse aqui, seu Instagram seria uma lista infinita de gastronomia, vinhos e lugares. Nosso “País Minas Gerais” é grandioso e o cenário perfeito para qualquer produção internacional.
Não é à toa que fomos eleitos um dos melhores destinos turísticos do mundo para 2026 pela revista Condé Nast Traveler, que nos descreveu como um “tesouro subestimado”.
Minas está pronta para o mundo. E você, está pronto para viver Minas?
Nota: Todas as imagens deste post foram criadas por Inteligência Artificial para ilustrar essa nossa “fantasia mineira”.
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2. Raízes e Identidade
Minas: O Tesouro do Mundo




