
Falar sobre saúde das mamas ainda é, para muitas mulheres, sinônimo de realizar apenas o autoexame. Mas não é só isso, viu? Embora esse hábito seja nosso conhecido, hoje se sabe que o cuidado com as mamas vai muito além dessa prática isolada. A detecção precoce do câncer de mama depende de um conjunto de ações que envolvem informação, acesso a serviços de saúde e acompanhamento adequado.
É por isso que campanhas como o Outubro Rosa têm tanta importância! Elas desempenham um papel fundamental ao ampliar o debate e incentivar o cuidado contínuo. Vale ressaltar que o autoexame não substitui exames de rastreamento com eficácia comprovada, como a mamografia. Estudos indicam que a mamografia é capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama em aproximadamente 40%, especialmente em mulheres na faixa etária recomendada para o rastreamento.
Você sabia que, no Brasil, a proteção à saúde da mulher é respaldada por legislações específicas, como a Lei nº 11.664/2008? Sim, existem leis que garantem o acesso à mamografia pelo sistema público de saúde para mulheres acima de 40 anos. Essas políticas reforçam a importância do diagnóstico precoce como estratégia de redução de danos e ampliam as chances de um tratamento eficaz, alcançando 95% de cura. Outras leis também garantem o acesso ao ultrassom de mamas e benefícios como a isenção de impostos e saque do FGTS.
Além disso, diretrizes científicas recentes destacam que o chamado “autoconhecimento das mamas” (a familiaridade com o próprio corpo) é mais recomendado do que o autoexame rígido e sistemático. A orientação atual é que a mulher esteja atenta a alterações como nódulos, vermelhidão, retrações na pele, secreções ou descamações, procurando avaliação médica sempre que necessário.
Portanto, compreender que fatores como idade, histórico familiar, estilo de vida e acesso à saúde influenciam diretamente o risco da doença nos encoraja a manter uma melhor qualidade de vida. O cuidado com as mamas deve ser contínuo, individualizado e baseado em evidências científicas.
Promover a saúde das mamas significa ir além de práticas isoladas: envolve educação, políticas públicas eficazes e, principalmente, o fortalecimento da autonomia da mulher sobre seu próprio corpo.
E você, o que tem feito para reduzir o seu risco? Se não sabe por onde começar, vem com a gente, pois estamos sempre “ligadinhos” e promovendo saúde por aqui!
“Autoconhecimento é um ato de amor e cuidado”
http://• https://www.breastcancer.org/news/new-screening-guidelines-USPSTF
Dra. Laís Renhe(Ginecologia/Obstetra/Mastologia)
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