MINHA EXPERIÊNCIA COM AYAHUASCA E COGUMELO CUBENSIS

Por 03/09/2026No Comments4 min de leitura
Artes 07 scaled

Meu primeiro contato para Ayahuasca foi em 07/07/2017. Aquele dia mudou minha vida e minha visão de mundo para sempre. A medicina me mostrou acessos que podia fazer, sombras que não enxergava, padrões que me limitavam, e desenvolver algo em mim que não tinha nome.

Ao longo das minhas vivências com a Ayahuasca e o Cogumelo Cubensis, fui percebendo que essas medicinas podem abrir espaços muito profundos de percepção, reflexão e contato com aspectos de mim que permaneciam escondidos no cotidiano.

Foi então que unindo espiritualidade (e não religião) e estudo, fui sendo chamado para guiar encontros individuais e em grupo para aprofundar no potencial das medicinas ancestrais e na cura, minha e de quem se permite vivenciar.

Hoje, cada vez mais, a ciência começa a investigar aquilo que muitas pessoas já relatam há anos em seus processos pessoais: experiências psicodélicas, quando realizadas em um contexto seguro, preparado e acompanhado, podem favorecer mudanças importantes na maneira como nos relacionamos com nossos pensamentos, emoções, memórias e com a própria vida.

A pesquisa científica tem encontrado resultados especialmente promissores com a psilocibina, presente no Cogumelo Cubensis, principalmente em estudos relacionados à depressão, ansiedade, sofrimento psicológico e flexibilidade emocional. A Ayahuasca também vem sendo estudada e apresenta resultados iniciais bastante interessantes, especialmente em relação à depressão e a diferentes aspectos do bem-estar psicológico.

Para mim, porém, a experiência vai além de simplesmente buscar um efeito ou tratar um sintoma.

Em uma cerimônia, podemos entrar em contato com sentimentos que normalmente evitamos, reconhecer padrões que repetimos, olhar para determinadas situações sob uma nova perspectiva e, experimentar uma sensação profunda de conexão, aceitação e significado.

É justamente nesse ponto que vejo a importância da integração.

A experiência por si só não precisa ser o fim do processo. Ela pode ser uma porta.

Depois de atravessar essa porta, começa um trabalho ainda mais importante: compreender o que foi vivido, acolher aquilo que surgiu, transformar percepções em consciência e, principalmente, levar os aprendizados para a vida cotidiana.

É por isso que gosto de pensar no processo em três momentos:

Preparação → Experiência → Integração.

A preparação cria segurança e intenção.

A experiência pode ampliar a percepção e colocar diante de nós conteúdos que precisam ser vistos.

E a integração permite que aquilo que foi vivenciado encontre espaço na vida real.

Nas minhas cerimônias de Ayahuasca e Cubensis, busco justamente oferecer um espaço de respeito, acolhimento, silêncio, presença e consciência para que cada pessoa possa vivenciar seu próprio processo.

Não acredito que exista uma experiência igual à outra. Cada pessoa chega com uma história, uma intenção, uma estrutura emocional e um momento de vida diferentes.

Por isso, não vejo a Ayahuasca ou o Cubensis como uma fórmula mágica e muito menos como uma promessa de cura.

Vejo como ferramentas que podem, em determinadas condições, favorecer encontros profundos com nós mesmos.

Às vezes esse encontro pode ser bonito. E muitas vezes pode ser desafiador. Às vezes pode trazer alegria, choro, lembranças, medo, amor, ou simplesmente uma percepção diferente de algo que já estava dentro de nós.

Olhar para aquilo que somos com um pouco mais de espaço, curiosidade e compaixão. Acredito que esse seja o ponto!

A ciência ainda está descobrindo como e para quem essas experiências podem ser mais benéficas. E eu acredito que devemos caminhar com respeito tanto pela sabedoria ancestral dessas medicinas quanto pelo conhecimento científico que está sendo construído.

Minha intenção nas cerimônias é criar um espaço onde a experiência possa ser vivida com responsabilidade e onde aquilo que surgir possa ser acolhido e posteriormente integrado.

A transformação não está naquilo que vemos durante uma cerimônia, mas no que fazemos depois que voltamos para a nossa casa. Como diz o ditado, primeiro arrumar a casa e a lavar as louças…

@omarcussolares

Compartilhe:
CATAVENTO CORAL INFANTOJUVENIL

CATAVENTO CORAL INFANTOJUVENIL

EQUIPE DE RI DA USIMINAS É DESTAQUE NA AMÉRICA LATINA

EQUIPE DE RI DA USIMINAS É DESTAQUE NA AMÉRICA LATINA

NA SEMANA MUNDIAL DA AMAMENTAÇÃO, PROFISSIONAL DESTACA OS BENEFÍCIOS E DESAFIOS DA LACTAÇÃO

NA SEMANA MUNDIAL DA AMAMENTAÇÃO, PROFISSIONAL DESTACA OS BENEFÍCIOS E DESAFIOS DA LACTAÇÃO

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.