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3 ÓTIMAS SÉRIES PARA CHORAR DE RIR

Por 07/11/2025No Comments10 min de leitura
The Office 3 Divulgacao NBCUniversal

A frase “rir é o melhor remédio”, de origem desconhecida mas de conhecimento universal, resume muito bem uma das maiores qualidades de todos nós, brasileiros: o bom-humor. Em meio ao ritmo acelerado da vida adulta, enquanto equilibramos o trabalho com as inúmeras preocupações que vão além do expediente, basta abrir as redes sociais para se deparar com incontáveis memes e paródias sobre tudo que acontece ao redor do mundo, de notícias diárias a situações do cotidiano. E às vezes, tudo o que precisamos realmente é “rir até a barriga doer”. Dito isto, poucas experiências são tão terapêuticas quanto uma boa comédia de situação, as famosas sitcoms, daquelas que criam um mundo próprio, com personagens inesquecíveis e com piadas que acompanham a gente por anos. Na matéria de hoje, elejo 3 ótimas séries para chorar de rir.

E é até difícil escolher séries de comédia, pois para quem cresceu assistindo a TV desde os anos 80, tivemos acesso o um repertório fantástico de comédias, como Um Maluco no Pedaço (1990-1996), Primo Cruzado (1986-1993), Eu, a Patroa e as Crianças (2000-2005), Dois Homens e Meio (2003-2015), e várias outras. Para selecionar as que listei nesta matéria, resolvi trazer aquelas que mais vezes me fizeram gargalhar.

As três representantes abaixo, na minha opinião, representam o melhor da comédia televisiva moderna. Diferentes entre si, mas igualmente marcantes, elas conquistaram milhões de fãs justamente por trazerem leveza em meio à loucura do dia a dia. Caso não as conheça e resolva dar uma chance, prepare-se para se apegar aos personagens, repetir frases icônicas e, claro, chorar de tanto rir.

1) THE OFFICE – VIDA DE ESCRITÓRIO (The Office, 2005 – 2013)

The Office 2 Divulgacao NBCUniversal

The Office – Divulgação: NBCUniversal

NETFLIX

9 temporadas, com 201 episódios

📊 IMDb: 9.0/10
🍅 Rotten Tomatoes: 81% (Crítica) | 89% (Público)

Sinopse:

A rotina aparentemente comum dos funcionários da empresa de papel Dunder Mifflin se torna um verdadeiro espetáculo de situações embaraçosas, piadas internas e crises de identidade corporativa. Liderados pelo gerente mais inconveniente (e, paradoxalmente, mais adorável) do mundo, Michael Scott (Steve Carell), os funcionários tentam lidar com metas absurdas, romances complicados no escritório e egos inflados — tudo registrado em formato documental.

Criação: Greg Daniels, baseado nos personagens criados por Ricky Gervais e Stephen Merchant

Elenco principal: Steve Carell ( Michael Scott ), Rainn Wilson ( Dwight Schrute ), John Krasinski ( Jim Halpert ), Jenna Fischer ( Pam Beesly ), Leslie David Baker ( Stanley Hudson ), Angela Martin ( Angela Kinsey ), Brian Baumgartner ( Kevin Malone ), Oscar Nuñez  ( Oscar Martinez )

Por que assistir?

The Office é uma aula de comédia de constrangimento que consegue ser, ao mesmo tempo, absurda e profundamente humana. É uma daquelas séries que cresce junto ao espectador, que acaba se identificando com os personagens e torcendo por eles à medida que começam a fazer parte de sua rotina em níveis cômicos e emocionais. Quando você menos espera, está gargalhando em um episódio e ficando emocionado no seguinte.

Baseada na boa série inglesa The Office (2001-2003), criada e estrelada por Ricky Gervais, este é um dos raros casos em que um remake supera o original em todos os sentidos. Num formato de mockumentary, uma espécie de falso documentário, onde o cotidiano de um escritório é filmado por uma fictícia equipe de documentaristas, conhecemos a equipe liderada pelo gerente Michael Scott, incrivelmente interpretado pelo hilário e tragicômico Steve Carell no papel que define sua já longeva carreira. Ele é a alma da série, mesmo saindo da obra ao final de sua 7ª temporada (retornando no episódio final da 9ª e última). Tudo acaba orbitando ao seu redor, em sua bizarra necessidade de atrair atenção e de criar situações estapafúrdias para “gerir” sua equipe. Mas o mais impressionante é que cada um dos personagens tem espaço para brilhar, especialmente o Dwight Schrute de Rainn Wilson e o Jim Halpert de John Krasinski, em sua eterna e hilária rivalidade.

Cabe avisar que se trata de uma série politicamente incorreta, e isso é exatamente o que a torna insuperável diante da genialidade de Carell e companhia. A primeira temporada de 6 episódios, apesar de genial, como no episódio da diversidade, é considerada estranha por algumas pessoas, com os personagens ainda se encaixando, mas as temporadas seguintes são absolutamente fascinantes!

Vale também comentar que, Infelizmente, que nenhuma das séries derivadas vale a pena. A versão de The Office australiana, lançada em 2024 pela Amazon Prime Video, é uma das piores sitcoms que já assisti na vida, já tendo sido cancelada somente com uma temporada. Já a série The Paper, série norte-americana lançada neste ano pela HBO Max, não empolgou em nada na sua primeira temporada, com um humor previsível e personagens nada cativantes, não chegando nem aos pés de The Office.

Curiosidades:

  • Algumas das melhores piadas e momentos icônicos foram improvisados pelos próprios atores.
  • A série foi rejeitada pela crítica em sua 1ª temporada, e hoje é considerada um clássico moderno.
  • O elenco realmente trabalhou em mesas com computadores funcionando, para que parecessem funcionários reais.
  • Todos os computadores, salvo em alguns episódios, aparecem com o jogo paciência na tela.
  • John Krasinski filmou a abertura da série com uma câmera amadora, durante uma viagem a Scranton, e esta mesma abertura foi mantida até o final.

2) BROOKLYN NINE-NINE: LEI & DESORDEM ( Brooklyn Nine-Nine , 2013 – 2021)

Brooklin Nine Nine Divulgacao NBCUniversal

Brooklin Nine-Nine – Divulgação: NBCUniversal

NETFLIX

8 temporadas, com 153 episódios

📊 IMDb: 8.4/10
🍅 Rotten Tomatoes: 95% (Crítica) | 88% (Público)

Sinopse:

Jake Peralta (Andy Samberg) é um detetive brilhante — e eternamente imaturo — que adora batalhas de rap, filmes dos anos 80 e competições absurdas com seus colegas. Sob a liderança do impassível e icônico Capitão Holt (Andre Braugher), a delegacia do 99º Distrito vive situações que vão do completamente ridículo ao surpreendentemente profundo.

Criação: Dan Goor e Michael Schur

Elenco principal: Andy Samberg (Jake Peralta), Andre Braugher (Capitão Holt), Terry Crews (Terry Jeffords), Stephanie Beatriz (Rosa Diaz), Melissa Fumero (Amy Santiago), Joe Lo Truglio (Charles Boyle), Chelsea Peretti (Gina Linetti)

Por que assistir?

A série consegue equilibrar humor leve, personagens carismáticos e mensagens de amizade e respeito com excelência, mesmo sendo politicamente correta. A química do elenco é irresistível, e os episódios especiais, como os de Halloween e as disputas “Pontuação! / Sem Pontuação!”, se tornaram parte do folclore da cultura pop recente.

Apesar do protagonismo do Jake Peralta vivido brilhantemente por Andy Samberg, um detetive fascinado por filmes de ação oitentistas (a série é lotada de referências, em especial ao filmaço Duro de Matar), todo o elenco é também fascinante, nos fazendo chorar de rir mas também nos preocupar com cada um deles. Em meio ás situações cotidianas, há histórias policiais interessantes, muitas delas tensas, além de tramas românticas e de redenção.

Para mim, esta série tem ainda um valor inestimável: assisti muitos dos episódios ao lado de meu primogênito, Rafael, e juntos nós “ríamos largados” com as desventuras da equipe da delegacia do 99º Distrito do Brooklyn.

Curiosidades:

  • A série quase foi cancelada após a 5ª temporada, mas foi salva após uma campanha massiva dos fãs.
  • O saudoso ator Andre Braugher ganhou diversos prêmios por sua performance séria e hilariamente contida.
  • Terry Crews já afirmou que a série é seu “trabalho mais querido” na carreira.
  • Stephanie Beatriz é totalmente o oposto da personagem na vida real: ela é expansiva, sensível e ri o tempo todo.
  • Vários bordões do elenco, como o icônico “NINE-NINE!”, foram criados espontaneamente durante gravações.

3) It´s Always Sunny in Philadelphia (2005 – )

it´s allways sunny in philadelphia Divulgacao FX Productions Disney

It´s Allways Sunny in Philadelphia – Divulgação: FX Productions / Disney

DISNEY+

16 temporadas, com mais de 170 episódios

📊 IMDb: 8.8/10
🍅 Rotten Tomatoes: 94% (Crítica) | 90% (Público)

Sinopse:

Cinco amigos que administram um bar em um bairro decadente de Filadélfia se envolvem constantemente em esquemas moralmente questionáveis, brigas absurdas e planos tão horríveis que beiram o surreal. Ninguém aqui aprende nada. Nunca. E é isso que torna tudo genial.

Criação: Rob McElhenney,Charlie Day eGlenn Howerton

Elenco principal: Charlie Day (Charlie), Rob McElhenney (Mac), Glenn Howerton (Dennis), Kaitlin Olson (Dee), Danny DeVito (Frank)

Por que assistir?

Se você gosta de humor ácido, politicamente incorreto e totalmente fora da curva, essa série é puro ouro! It’s Always Sunny é uma crítica brutal (e hilariante) ao egoísmo, ao narcisismo e à condição humana. E, ainda assim, é impossível não amar esse grupo de desajustados. Com cada episódio durante entre 20 e 22 minutos, nos deparamos com uma situação inusitada atrás da outra, abordando temas diversos e sem medo de ir além do limite.

Apesar do grande sucesso de sua primeira temporada, a série quase foi cancelada. Sob pressão do estúdio para trazer alguém mais famoso, o ator e criador Rob McElhenney, então, teve a ideia de trazer para o elenco o icônico ator Danny DeVito, e sua entrada na 2ª temporada se tornou um verdadeiro divisor de águas. DeVito se encaixou maravilhosamente na sitcom, a tornando ainda mais relevante e engraçada.

A série, no entanto, não é para todos os gostos. Sua genialidade reside exatamente no fato de que ninguém aprende nada com seus erros, o que faz com que a comédia surja em situações absurdamente hilárias e estapafúrdias. Para mim, é uma joia preciosa que muitos ainda não conhecem e que vale muito a pena conferir!

Curiosidades:

  • Esta é a série de comédia live-action mais longa da história da TV dos EUA.
  • O prédio usado para a fachada do bar fica em Los Angeles, e não na Filadélfia. Seu interior é cenográfico. Já o bar verdadeiro que inspirou o clima original fica em Philly e se chama McGillin’s Olde Ale House.
  • Muitos roteiros nasceram de experiências reais e absurdas dos criadores.
  • O piloto original da série custou apenas US$ 200 para ser gravado.
  • Kaitlin Olson (Dee) e Rob McElhenney (Mac) são casados na vida real.

 

E você? Já conhecia as séries acima? Comente abaixo quais outras séries posso abordar numa parte 2, e compartilhe a matéria com seus amigos em suas redes sociais.

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