
Os anos 80 são constantemente relembrados não apenas pela moda espalhafatosa e pelas músicas inesquecíveis, mas também pelos inúmeros filmes, séries e animações que alimentaram — e continuam alimentando — a nostalgia de quem viveu aquela época e de quem a conheceu posteriormente.
Com quase cinco décadas de vida, sou um dos que tiveram a oportunidade de assistir a alguns desses clássicos em primeira mão nos cinemas ou, posteriormente, nas inesquecíveis reprises da Sessão da Tarde, do Cinema em Casa e de tantos outros programas das saudosas TVs de tubo. E, embora nós, cinéfilos, muitas vezes torçamos o nariz quando são anunciados remakes de obras que amamos, ainda existe a esperança de que alguns desses clássicos possam ser resgatados de maneira respeitosa e, principalmente, inteligente.
Na matéria de hoje, portanto, apresento a segunda parte da lista de 3 Filmes Clássicos de Ação que merecem um Remake.
Assim como na Parte 1, na qual resgatei três clássicos de ação dos anos 90, selecionei agora outros três longas dos anos 80 que me marcaram profundamente e que permanecem no imaginário popular como obras praticamente indispensáveis para quem gosta do gênero.
Os três filmes, inclusive, são completamente diferentes entre si: um representante máximo da ação exagerada protagonizada por Arnold Schwarzenegger, uma aventura distópica comandada por John Carpenter e um impressionante thriller de ficção científica dirigido por James Cameron.
E antes que alguém pergunte: não, eu não quero substituir os originais. Quero apenas imaginar como cada um deles poderia ser revisitado com os recursos tecnológicos, narrativos e cinematográficos disponíveis atualmente.
COMANDO PARA MATAR (Commando, 1985)

Divulgação: 20th Century Studios / Disney
Onde assistir: Mercado Play Brasil, YouTube, Prime Video (Aluguel/Compra) e Apple TV (Aluguel/Compra)
Gêneros: Ação | Aventura | Thriller
📊 IMDb: 6,7/10
🍅 Rotten Tomatoes: 70% (Crítica) | 68% (Público)
Sinopse: Afastado das Forças Especiais, o coronel John Matrix (Arnold Schwarzenegger) leva uma vida tranquila ao lado da filha Jenny (Alyssa Milano), até que antigos inimigos sequestram a garota e o obrigam a participar de uma conspiração para recolocar no poder um ex-ditador latino-americano. Matrix, porém, consegue escapar e parte sozinho para resgatar a filha, enfrentando mercenários, soldados e uma verdadeira legião de inimigos pelo caminho.
Roteirista: Steven E. de Souza
Diretor: Mark L. Lester
Elenco principal: Arnold Schwarzenegger (John Matrix), Rae Dawn Chong (Cindy), Dan Hedaya (Arius), Vernon Wells (Bennett), David Patrick Kelly (Sully), Alyssa Milano (Jenny Matrix), Bill Duke (Cooke), James Olson (Major General Franklin Kirby)
⭐ POR QUE MERECE UM REMAKE?
Poucos filmes representam tão bem o cinema de ação dos anos 80 quanto Comando para Matar. O roteiro é simples, a lógica (na maioria das vezes) é completamente absurda e o protagonista parece capaz de derrotar sozinho um pequeno exército. E é justamente por isso que o filme funciona tão bem! É o ápice físico do maior astro do cinema Brucutu dos anos 80, com muita ação desenfreada, frases canastronas memoráveis e um humor involuntário que te pega do início ao fim.
O grande problema é que tentar reproduzir hoje exatamente o mesmo tipo de ação provavelmente resultaria em algo artificial. O desafio de um remake seria justamente encontrar o equilíbrio entre a essência exagerada do original e uma abordagem mais contemporânea.
E há outra possibilidade interessante: não transformar Matrix em um super-herói. Um remake poderia apresentar um personagem mais vulnerável, experiente e estratégico, utilizando conhecimento militar e inteligência para compensar o fato de já não possuir o mesmo vigor físico de décadas atrás. Porém, é justamente o exagero que faz com que o filme dê a volta no roteiro cafona e nos personagens unidimensionais e se transforme num clássico do gênero.
De qualquer forma, as frases de efeito precisam continuar, pois se alguém se aventurar a trazer um novo Comando Para Matar sem preservar seu humor politicamente incorreto, suas situações absurdas e aquela sensação deliciosa de filme de ação sem vergonha de ser exagerado, é melhor nem começar.
🎯 CURIOSIDADES
O roteiro passou por diversas reescritas
Apesar de hoje parecer uma história criada sob medida para Arnold Schwarzenegger, Comando Para Matar passou por várias versões de roteiro durante seu desenvolvimento. Larry Gross e Richard Tuggle chegaram a trabalhar no projeto, mas não aparecem nos créditos finais. As mudanças ajudaram a conduzir a produção para o tom de ação exagerada e quase cartunesca que acabou se tornando uma de suas principais características.
Schwarzenegger fez muitas de suas próprias cenas de ação
Encontrar um dublê capaz de substituir Schwarzenegger em determinadas sequências não era uma tarefa simples, principalmente por causa do físico gigantesco do ator. Por isso, ele realizou muitas das cenas de ação pessoalmente e acabou sofrendo uma luxação no ombro e precisando levar pontos durante a produção. Ou seja: boa parte daquela brutalidade que vemos na tela realmente passou pelo corpo do próprio astro.
A trilha sonora de James Horner foge do convencional
James Horner criou para o filme uma trilha que não se limita às tradicionais fanfarras militares. A música incorpora elementos associados ao ambiente latino e caribenho, ajudando a construir a identidade do fictício país de Val Verde. É uma escolha curiosa para um filme tão brutal e contribui para aquele espírito quase de história em quadrinhos que domina a produção.
Alyssa Milano tinha apenas 12 anos
Alyssa Milano tinha somente 12 anos quando interpretou Jenny, filha de John Matrix. A jovem atriz passou a conviver com Schwarzenegger durante as filmagens e, segundo relatos posteriormente atribuídos a ela, o astro demonstrava preocupação com seu bem-estar e chegou a ajudá-la com tarefas escolares. Anos depois, Milano se tornaria uma conhecida estrela da televisão americana.
Uma cena romântica foi cortada na edição final
Pode parecer estranho imaginar Comando Para Matar perdendo tempo com romance, mas uma cena envolvendo Matrix e Cindy chegou a ser filmada. A sequência acabou retirada porque não funcionava bem dentro do ritmo da produção. Olhando hoje, parece uma decisão acertada: o filme praticamente não respira entre uma explosão e outra, e talvez seja justamente essa velocidade que o torna tão divertido.
🎬 MINHAS SUGESTÕES DE EQUIPE TÉCNICA PARA UM REMAKE
Para a direção, Chad Stahelski, responsável pela franquia John Wick, seria uma escolha praticamente perfeita. O cineasta sabe trabalhar ação física, combates bem coreografados e protagonistas extremamente habilidosos sem depender exclusivamente de efeitos digitais.
Para viver John Matrix, atualmente não vejo opção mais interessante do que Alan Ritchson. Fisicamente convincente, carismático e já bastante familiarizado com personagens de ação graças ao papel de Jack Reacher, ele poderia representar uma versão moderna do personagem sem simplesmente tentar imitar Schwarzenegger.
Para Bennett, escolheria Scott Adkins, que possui presença física e experiência suficientes para transformar o confronto final em um dos grandes atrativos do remake.
E para Cindy, apostaria em Jessica Chastain. Além do talento dramático, ela poderia transformar uma personagem relativamente aleatória do original em alguém muito mais importante para a história, participando efetivamente da ação e ajudando Matrix em sua missão.
FUGA DE NOVA YORK (Escape from New York, 1981)

Divulgação: StudioCanal
Onde assistir: YouTube e Prime Video
Gêneros: Ação | Aventura | Ficção Científica
📊 IMDb: 7,1/10
🍅 Rotten Tomatoes: 70% (Crítica) | 77% (Público)
Sinopse: Em uma visão distópica de 1997, Manhattan foi transformada em uma gigantesca prisão de segurança máxima. Quando o avião do presidente dos Estados Unidos é sequestrado e cai dentro da ilha, o governo recorre a Snake Plissken (Kurt Russell), um antigo soldado transformado em criminoso, para localizar e resgatar o presidente antes que seja tarde demais. Em troca, ele receberá sua liberdade.
Roteiristas: John Carpenter e Nick Castle
Diretor: John Carpenter
Elenco principal: Kurt Russell (Snake Plissken), Lee Van Cleef (Bob Hauk), Ernest Borgnine (Cabbie), Donald Pleasence (Presidente dos Estados Unidos), Isaac Hayes (The Duke), Adrienne Barbeau (Maggie), Harry Dean Stanton (Brain)
⭐ POR QUE MERECE UM REMAKE?
Aqui temos talvez o caso mais evidente desta lista.
Quando Fuga de Nova York chegou aos cinemas, em 1981, imaginar a ilha de Manhattan como uma enorme prisão parecia uma ideia absurda de um futuro muito distópico. O curioso é que, décadas depois, a premissa continua funcionando — e talvez seja ainda mais assustadora.
O filme de John Carpenter possui uma concepção visual e narrativa fantástica: uma cidade inteira abandonada pelo Estado, tomada por criminosos e transformada em território sem lei. No centro de tudo está Snake Plissken, um anti-herói de poucas palavras, muito cínico e absolutamente indiferente aos interesses políticos daqueles que o enviaram para lá.
Um remake poderia expandir enormemente esse universo. Com drones, reconhecimento facial, vigilância por satélite, inteligência artificial e tecnologia militar, a prisão poderia ser praticamente um personagem. Manhattan seria uma área urbana isolada do restante dos Estados Unidos, monitorada constantemente, mas impossível de ser controlada.
Há também um detalhe especialmente interessante: o filme original imaginava 1997 como um futuro distante. Hoje, 1997 está quase três décadas no passado. Isso significa que um remake precisaria abandonar completamente a ideia de “futuro próximo” e construir uma nova realidade distópica, o que acredito que tornaria a história ainda mais interessante.
A alma do filme, no entanto, é Snake Plissken. O protagonista não pode ser simpático, nem politicamente correto, e muito menos interessado em salvar o mundo. Ele só precisa continuar sendo Snake.
🎯 CURIOSIDADES
John Carpenter escreveu o primeiro roteiro em 1974
A ideia de transformar Manhattan em uma gigantesca prisão surgiu muito antes de o filme finalmente chegar às telas. Carpenter escreveu a primeira versão do roteiro em 1974, depois de sua primeira visita a Nova Iorque. O projeto permaneceu engavetado durante anos até ser retomado quando a Avco Embassy decidiu produzi-lo em 1980.
Snake Plissken foi escrito para Kurt Russell
John Carpenter não enxergava Snake como um papel para qualquer astro de ação. O personagem foi escrito especificamente pensando em Kurt Russell, com quem o diretor já havia trabalhado em Elvis (1979). A escolha era particularmente ousada porque Russell ainda era muito associado aos papéis familiares que havia feito desde criança.
Russell queria mudar sua imagem
O ator estava determinado a abandonar a imagem de antigo astro infantil e provar que poderia interpretar personagens adultos e fisicamente mais agressivos. Snake foi a oportunidade perfeita. A transformação funcionou tão bem que Russell passou a construir uma das personas mais interessantes do cinema de ação e gênero dos anos 80.
O tapa-olho ajudou a criar o ícone
O visual de Snake é tão simples quanto eficiente: cabelo comprido, camiseta preta, calça militar, armas e o indispensável tapa-olho. O acessório se tornou inseparável do personagem e ajudou a criar uma silhueta imediatamente reconhecível. É um daqueles casos em que um detalhe de figurino acaba se tornando parte fundamental da identidade de um personagem.
Charles Bronson e outros astros foram considerados
O estúdio inicialmente queria um astro de ação já estabelecido. Nomes como Charles Bronson, Nick Nolte e Tommy Lee Jones chegaram a ser considerados. Carpenter, entretanto, insistiu em Kurt Russell. A decisão acabou sendo fundamental para o sucesso do personagem, pois Russell trouxe a Snake uma combinação de cinismo, humor seco e vulnerabilidade que provavelmente seria muito diferente nas mãos de outro ator.
🎬 MINHAS SUGESTÕES DE EQUIPE TÉCNICA PARA UM REMAKE
Na direção, minha escolha seria Gareth Evans, do excelente Operação Invasão (2011). O cineasta sabe construir ação física, brutal e extremamente bem coreografada, algo essencial para uma nova versão que não queira transformar Fuga de Nova York em um espetáculo genérico de efeitos digitais.
Para Snake Plissken, minha escolha seria Wyatt Russell, filho de Kurt Russell. Além da semelhança física com o pai, Wyatt possui personalidade própria e experiência suficiente para construir uma versão diferente do personagem sem simplesmente tentar reproduzir a interpretação original.
Para Bob Hauk, apostaria em Jeffrey Dean Morgan, que possui exatamente aquele tipo de presença que o papel exige: autoridade, experiência e uma certa ambiguidade moral.
E para The Duke, escolheria Yahya Abdul-Mateen II, ator que possui presença física, carisma e capacidade de interpretar personagens imprevisíveis.
O SEGREDO DO ABISMO (The Abyss, 1989)

Divulgação: 20th Century Studios / Disney
Onde assistir: Disney+ e YouTube
Gêneros: Ação | Aventura | Ficção Científica | Drama | Thriller
📊 IMDb: 7,5/10
🍅 Rotten Tomatoes: 75% (Crítica) | 83% (Público)
Sinopse: Quando um submarino nuclear sofre um acidente e afunda nas profundezas do oceano, uma equipe de trabalhadores de uma plataforma de exploração submarina é convocada para ajudar no resgate. Liderados por Bud Brigman (Ed Harris) e acompanhados pela especialista Lindsey Brigman (Mary Elizabeth Mastrantonio) e por militares comandados pelo instável tenente Hiram Coffey (Michael Biehn), eles descobrem que existe algo misterioso nas profundezas do oceano — algo que pode mudar completamente sua compreensão sobre a vida e sobre a humanidade.
Roteirista: James Cameron
Diretor: James Cameron
Elenco principal: Ed Harris (Bud Brigman), Mary Elizabeth Mastrantonio (Lindsey Brigman), Michael Biehn (Tenente Hiram Coffey), Leo Burmester (Catfish De Vries), Todd Graff (Alan “Hippy” Carnes), John Bedford Lloyd (Jammer Willis), Kimberly Scott (Lisa “One Night” Standing), Chris Elliott (Bendix)
⭐ POR QUE MERECE UM REMAKE?
Talvez esta seja a escolha mais controversa da lista, pois O Segredo do Abismo já era visualmente impressionante quando foi lançado em 1989 e continua sendo um dos filmes mais ambiciosos da carreira de James Cameron. A produção enfrentou enormes dificuldades nas filmagens subaquáticas e ajudou a estabelecer novos padrões para efeitos visuais. Então por que refazê-lo?
A resposta reside na própria carreira do cineasta, que reinventou o cinema com filmes como O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991), Titanic (1997) e Avatar (2009). Uma nova versão deste filme com tecnologia digital de ponta, captura de movimentos e efeitos visuais primorosos, capazes de transformar as profundezas do oceano em um ambiente verdadeiramente alienígena, faria desta obra um fenômeno sem igual.
O oceano ainda é um dos territórios menos conhecidos do nosso planeta. E isso oferece uma oportunidade fantástica para um remake ampliar justamente aquilo que o original fazia de melhor: o mistério.
Também seria possível aprofundar a relação entre Bud e Lindsey. Em vez de simplesmente utilizar o conflito entre os dois como elemento dramático, o novo filme poderia explorar melhor o desgaste emocional de um casal que precisa colocar suas diferenças de lado enquanto enfrenta uma situação extraordinária.
E então chegamos às criaturas. Aqui estaria o grande espetáculo. Não acredito que seria necessário transformar O Segredo do Abismo em uma batalha de monstros. Muito pelo contrário. Quanto mais misteriosas fossem as entidades encontradas no fundo do oceano, melhor.
O ideal seria preservar a sensação de descoberta do original e utilizar a tecnologia moderna para criar algo simultaneamente belo, assustador e incompreensível.
🎯 CURIOSIDADES
James Cameron imaginou a história do filme ainda na adolescência
A ideia de O Segredo do Abismo surgiu quando James Cameron tinha apenas 17 anos, após assistir a uma palestra sobre uma solução líquida capaz de transportar oxigênio. Anos depois, durante a produção de Aliens – O Resgate (1986), o diretor voltou a se interessar pelo tema ao assistir a um documentário sobre exploração submarina. A experiência acabou ajudando a transformar aquela antiga ideia em seu próximo grande projeto.
O filme foi rodado em um tanque de 7,5 milhões de galões
Para realizar as filmagens subaquáticas, Cameron utilizou uma antiga instalação de reator nuclear na Carolina do Sul, transformada em um gigantesco tanque com cerca de 7,5 milhões de galões de água. A estrutura permitiu que grande parte das cenas fosse realmente filmada debaixo d’água, contribuindo para o impressionante realismo do longa.
O rato realmente respirou o líquido
A famosa sequência em que um rato parece respirar um líquido especial não utilizou simplesmente um efeito cinematográfico. O animal realmente respirou um líquido fluorocarbonado oxigenado, desenvolvido a partir de pesquisas científicas. Já Ed Harris não chegou a respirar o líquido: o ator utilizou um capacete especial e realizou a cena prendendo a respiração.
Ed Harris quase morreu durante as filmagens
As condições extremas da produção provocaram situações realmente perigosas. Em uma das sequências, Ed Harris ficou sem ar enquanto era rebocado debaixo d’água e o regulador que deveria ajudá-lo chegou a ser entregue de cabeça para baixo. O cinegrafista submarino Al Giddings percebeu o problema e conseguiu fornecer seu próprio regulador ao ator.
A produção foi tão difícil que os protagonistas evitaram promover o filme
As filmagens foram tão desgastantes que Ed Harris passou anos evitando falar sobre a experiência e chegou a declarar que não queria discutir como havia sido tratado durante a produção. Mary Elizabeth Mastrantonio também relatou as dificuldades enfrentadas pelo elenco. O resultado na tela foi impressionante, mas os bastidores estiveram longe de ser tranquilos.
🎬 MINHAS SUGESTÕES DE EQUIPE TÉCNICA PARA UM REMAKE
Para a direção, minha escolha seria Denis Villeneuve (Duna: Parte 2, 2024). O cineasta possui exatamente a combinação que um novo O Segredo do Abismo precisaria: capacidade de trabalhar grandiosidade visual sem abandonar o silêncio, a atmosfera, o suspense e a sensação de desconhecido.
Para Bud Brigman, escolheria Josh Brolin. O ator possui presença física, experiência e maturidade suficientes para interpretar um homem acostumado a situações extremas, mas emocionalmente desgastado pelo relacionamento com Lindsey.
Para Lindsey, minha escolha seria Rebecca Ferguson, que poderia transformar a personagem em uma protagonista ainda mais forte e independente.
Já o Tenente Hiram Coffey poderia ser interpretado por Oscar Isaac, que saberia explorar muito bem o lado psicológico e progressivamente instável do personagem.
E, para Alan “Hippy” Carnes, escolheria Steven Yeun, dando ao personagem uma participação mais relevante dentro da equipe e aproveitando sua capacidade de transitar entre tensão, humor e drama.
TRÊS REMAKES, TRÊS POSSIBILIDADES
Os três filmes desta lista mostram que um bom remake não precisa nascer da necessidade de corrigir um clássico. Às vezes, basta existir uma boa história esperando para ser redescoberta sob uma nova perspectiva.
Comando Para Matar poderia recuperar a ação exagerada e politicamente incorreta dos anos 80 com o ritmo e a tecnologia de hoje. Fuga de Nova York teria a oportunidade de transformar sua distopia em um pesadelo ainda mais próximo da realidade. E O Segredo do Abismo poderia levar o mistério das profundezas a um nível visual que James Cameron sequer poderia imaginar em 1989.
Mas, nos três casos, existe uma regra que não poderia ser quebrada: a tecnologia pode mudar a forma, mas jamais deve apagar a essência.
Porque o objetivo de um remake não deveria ser fazer o público esquecer o original. Deveria ser dar a uma grande história uma nova oportunidade de surpreender uma geração que ainda não a conhece — sem decepcionar aquela que cresceu amando-a.
E talvez seja justamente aí que esteja o maior desafio: refazer um clássico sem destruir aquilo que o transformou em clássico.
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