
Existe um fenômeno natural ao degustar um gole de vinho que parece até magia. Um gole ou um aroma específico funciona quase como um “botão no cérebro”, que nos direciona imediatamente a uma memória, a um lugar íntimo, uma lembrança que só nós acessamos. Isso acontece porque o vinho é uma bebida viva e cheia de complexidades, que chegam a ser um atalho fácil a emoções guardadas a sete chaves.
CONEXÃO DIRETA
Há uma explicação técnica para esse acontecimento. A ciência explica que o olfato tem uma conexão direta com o sistema límbico, onde são armazenadas nossas emoções e memórias. Sabe quando você sente cheirinho de terra em um vinho envelhecido e esse aroma te leva à chuva no quintal de casa na sua infância? Assim acontece essa conexão direta!
SAFRAS ESPECIAIS
Um outro aspecto afetivo no vinho é a sua “data”. Já parou para perceber que, com a safra na garrafa, você consegue criar uma cronologia única e especial? Por exemplo: uma safra igual ao ano em que você conheceu o amor da sua vida. Abrir essa garrafa é como materializar o tempo e beber a história daquele período.
ALÉM DA MEMÓRIA OLFATIVA.
Poder compartilhar uma garrafa também cria memórias afetivas. O consumo de um vinho especial sempre está ligado a pessoas especiais e a momentos importantes; com isso, ampliamos memórias com detalhes além dos aromas ou do líquido propriamente dito. A memória registra o barulho da rolha saindo, a risada compartilhada e até o “tim-tim” que deseja saúde.
Nossa percepção sobre o olfato está totalmente ligada às nossas experiências pessoais, mas não só elas marcam: as experiências com o vinho e com quem compartilhamos também ficam na memória. Com o Dia das Mães chegando, vou contar algo que aconteceu comigo. Tenho certa dificuldade em perceber aromas florais no vinho, porque meu contato com flores é quase nenhum; já minha mãe ama uma “florzinha”. Estávamos juntas tomando um vinho até que ela percebeu o aroma de jasmim em sua taça. Eu, por minha vez, não senti absolutamente nada. Mesmo sem captar o aroma ali, esse dia não saiu da minha memória — não pelo acontecimento em si, mas porque estava compartilhando o vinho com alguém muito importante: minha mãe.
O PRESENTE PERFEITO.
O vinho não é apenas uma análise técnica de taninos e acidez; é, acima de tudo, saudade e uma projeção de memórias futuras. Escolher um vinho como presente é sinônimo de oferecer tempo de qualidade compartilhado, conversas boas e memórias valiosas. Presentear sua mãe com um vinho é escolher um rótulo que se pareça com o abraço dela, com o cheirinho desse aconchego.
VINHO PENSADO EM CADA MÃE.
Toda mãe tem um aroma que a define, seja o perfume que ela usa, as flores que cultiva ou a comida que ela prepara. Mães que gostam de rosas vão gostar de Moscatel ou Gewürztraminer, já as mães que cozinham, podem amar aromas da uva Syrah que traz certa especiaria e frescor.
No final das contas o melhor rótulo é aquele que após aberto, desperte sorrisos há quem nos deu a vida. Afinal o vinho passa, mas a memória de um brinde com quem amamos é eterna.
Dedico essa matéria a minha Preciosa, Mamãe.
Pra muitos conhecida pelo nome, Rosa. Pra mim, VIDA.
FELIZ DIA DAS MÃES, e TIM TIM a todas elas!
Para outras matérias como essa, clique no link https://socialyte.com.br/noticia/vinhos-e-brasilidades/
Fique por dentro de tudo que acontece na nossa região. Clique Aqui e entre para nosso grupo exclusivo!







