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18 DE FEV – DIA INTERNACIONAL DO VINHO

Por 26/02/2026No Comments4 min de leitura
DIA INTERNACIONAL DO VINHO

No dia 18 de fevereiro, celebra-se o Dia Internacional do Vinho. Aproveitando essa data, preparei uma breve linha do tempo da vitivinicultura no Brasil. A nossa história com a bebida é muito recente quando comparada ao Velho Mundo: enquanto na Europa o vinho é milenar, por aqui ele ainda não completou 500 anos.

Você sabia que as primeiras videiras não foram plantadas no Sul, como muitos acreditam, mas sim em solo paulista? No ano de 1532, com a chegada de Brás Cubas — fidalgo e explorador português — foram introduzidas as primeiras mudas na Vila de Santos, que ele mesmo fundou. Apesar do pioneirismo, as videiras não se desenvolveram bem na região naquela época devido ao clima úmido do litoral.

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O Salto de Qualidade do Vinho Brasileiro

A trajetória mudou drasticamente com a chegada dos colonos europeus no século XIX, na região hoje conhecida como Serra Gaúcha. Eles trouxeram videiras em suas bagagens, mas enfrentaram inúmeras dificuldades de adaptação ao solo e ao clima chuvoso, além de pragas devastadoras como a Filoxera — responsável por extinguir diversas variedades de uvas ao redor do mundo. O que restava dessas tentativas iniciais resultava em vinhos de baixa qualidade: leves, pouco alcoólicos e com acidez irregular.

Para manter a tradição de suas terras natais, os imigrantes passaram a utilizar os recursos disponíveis: as videiras americanas (nativas). Essas uvas, destinadas majoritariamente à produção de sucos atualmente, resultavam em vinhos simples, conhecidos como Vinhos de Mesa. Com doçura elevada — muitas vezes corrigida com açúcar de cana para mascarar defeitos — esse período explica a resistência que muitos brasileiros ainda têm hoje em consumir vinhos secos.

A Revolução dos Vinhos Finos

A grande virada ocorreu na década de 1970. Com o crescimento da população e do potencial de consumo, algumas empresas internacionais começaram a investir em tecnologia e pesquisas no Brasil. Gigantes como a Moët & Chandon introduziram as Vitis viníferas (uvas europeias), como Cabernet Sauvignon, Pinot Noir e Chardonnay. Esse movimento criou a necessidade de diferenciar os produtos refinados do que era feito até então, consolidando a separação entre Vinhos Finos e Vinhos de Mesa.

O Cenário Atual: Tecnologia e Reconhecimento

Hoje, as vinícolas brasileiras são sinônimo de tecnologia e enologia de ponta. Mesmo com o desafio do clima instável, a superação veio através de muito estudo: melhoramento genético, controle de rendimento das vinhas e profissionalismo de classe mundial.

O destaque ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Sul:

  • Nordeste (Vale do São Francisco): Produz espumantes premiados, considerados entre os melhores da América do Sul.

  • Sudeste (SP e MG): A técnica da dupla poda (ciclo invertido) revolucionou a vitivinicultura local, ganhando atenção internacional com Syrah de altíssima qualidade. Um exemplo notável é o rótulo Maria Maria Isabella 2023, que conquistou premiações de prestígio, provando que o Brasil produz vinhos de excelência global.

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Hoje vivemos um momento muito importante de expansão e descentralização com altas projeções de faturamento, uma vez que o consumo global diminui o Brasil caminha em contra mão com registros anuais incríveis resultado de Diversidade, inovação, novas tendências e Fortalecimento do produto nacional, enologia e regionalismo.

@sommeliere_kenia

Para outras matérias como essa, clique no link https://socialyte.com.br/noticia/vinhos-e-brasilidades/

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