
Com o tema Carnavália, o Baile da Vogue 2026 celebrou a exuberância, a criatividade e a força da cultura brasileira, transformando o evento em um espetáculo de cores, fantasia e liberdade estética. Inspirado no universo do Carnaval e em suas múltiplas expressões, o baile reuniu produções vibrantes, performances marcantes e looks conceituais. Entre plumas, brilhos, referências tropicais e releituras contemporâneas, um elemento se destacou de forma surpreendente e sofisticada: o crochê.
Tradicionalmente ligado ao artesanal e ao afeto, o trabalho manual ganhou protagonismo nas fantasias da noite, mostrando sua potência como linguagem atual, elegante e profundamente conectada às raízes culturais do país e mostrou sua força como linguagem contemporânea, sofisticada e cheia de identidade.
Um dos grandes destaques da noite foram as fantasias desenvolvidas pelo estilista Gustavo Silvestre, que assinou os looks de Virginia Fonseca, da influencer Jordanna Maia e Lore Improta. Reconhecido por seu trabalho social e por ressignificar técnicas manuais, Gustavo levou para o evento criações que uniram design, sustentabilidade e valorização do feito à mão.
As peças chamaram atenção pelo impacto visual, riqueza de detalhes e pela forma como o crochê foi transformado em alta-costura, rompendo com estigmas e ampliando os horizontes da técnica. Mais do que figurino, as fantasias se tornaram manifestações artísticas, reafirmando o poder do artesanal dentro da moda de luxo.
O crochê como tendência e manifesto
O destaque do crochê no Baile da Vogue acompanha um movimento crescente nas passarelas, nas redes sociais e no street style. A técnica tem sido resgatada como símbolo de sustentabilidade, identidade cultural e produção consciente, dialogando com a valorização do trabalho manual e das cadeias produtivas locais.
Artistas que vestem o feito à mão
O crochê também conquistou espaço entre as celebridades. Artistas como Sabrina Sato, Iza, Marina Ruy Barbosa e Camila Queiroz já apostaram em peças feitas à mão em tapetes vermelhos, editoriais de moda e eventos de grande visibilidade, ajudando a consolidar a estética artesanal como sinônimo de elegância, originalidade e consciência social.
Essas escolhas refletem não apenas uma tendência estética, mas também um posicionamento: valorizar o trabalho de artesãos, incentivar a produção local e dar visibilidade a técnicas tradicionais que carregam histórias, afetos e identidades culturais.
Moda com propósito
O sucesso das fantasias em crochê no Baile da Vogue evidencia uma transformação no modo como a moda é pensada e consumida. O luxo deixa de estar apenas no brilho e na ostentação, passando a incorporar tempo, dedicação, ancestralidade e responsabilidade social.
O crochê em um evento em que o luxo está sempre em evidência o reforça que a moda brasileira possui uma riqueza cultural única, capaz de dialogar com tendências globais sem perder sua essência. Mais do que uma escolha estética, o crochê surge como um verdadeiro manifesto: vestir arte, vestir história, vestir identidade.
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