
Se tem um item de beleza que atravessa séculos, estilos e gerações, é o batom. Vermelho, nude, matte, gloss, roxo ou até azul — ele vai além da estética: representa liberdade, ousadia, feminilidade e expressão. E hoje, 29 de julho, Dia do Batom, é o momento perfeito para contar a trajetória fascinante desse ícone da beleza.
De tinta de besouro à arma de empoderamento
A história do batom começa há mais de 5 mil anos, na Mesopotâmia, onde mulheres trituravam pedras preciosas para pintar os lábios. Já no Egito Antigo, Cleópatra fazia uso de fórmulas com ingredientes exóticos como cera de abelha e pigmentos de insetos, criando tons intensos que reforçavam seu poder e sensualidade.
Durante a Idade Média, o batom foi banido em muitos lugares — associado a feitiçaria, pecado e vaidade excessiva. Mas voltou com força total no século XVI, quando Elizabeth I da Inglaterra adotou os lábios vermelhos como marca registrada da realeza.
O batom e a virada do século
Foi só no final do século XIX que o batom começou a se popularizar comercialmente. Em 1884, na França, foi lançado o primeiro batom comercial, ainda em forma de bastão envolto em papel. Na década de 1920, ele ganhou embalagem metálica giratória — a versão moderna que conhecemos hoje.
Com o tempo, o batom passou a carregar mensagens sociais. Na Segunda Guerra Mundial, mulheres usavam tons vibrantes como símbolo de resistência e moral elevada. Nos anos 60 e 70, virou ferramenta de expressão artística e política. E hoje? O batom segue como um acessório de poder e identidade.
Mais que beleza: símbolo de atitude
Atualmente, o batom ganhou novas versões: hidratante, vegano, com FPS, líquido, matte, gloss, balm com cor, entre outros. Ele deixou de ser apenas maquiagem — é autoestima em forma de cor. Está nos bolsos, nas bolsas e na alma de quem usa.
E o melhor? Agora ele é para quem quiser usar — sem gênero, sem regras, sem rótulos. Um simples gesto de passar batom carrega história, escolha e presença.






