
Coisa linda é o Natal. Esqueçam por um instante as armadilhas financeiras que o comercio faz para família nessa época.
Só caí quem quer! (Infelizmente muitos aparentemente nem percebem que é uma armadilha.) Esqueçam também por um instante alguns elementos de outras culturas que nos enfiaram garganta abaixo ao longo dos séculos (e algumas são bem atrativas, tanto que ficaram entre nós).
Estive em um ensaio de uma cantata de Natal essa semana. Vi os pais chegarem entusiasmados para trazerem seus filhos como as maestras sugeriram. Os vi tirando muitas fotos e acredito que vai ser um problema no dia da apresentação conter a euforia dos deles, os pais. Somando isso a um clima de festa, ver os avós, rever primos, comer juntos. Onde está o problema?
Enumero alguns:
- Primeiro que uma religiosidade de calendário, que se repete anualmente, não firma caminho. Uma grande falácia de nosso tempo é que não devemos ensinar tradições religiosas aos nossos filhos para que eles escolham livremente quando crescerem. Chamam isso de respeito e eu chamo de vazio. Um vazio completo. Para escolher tem que ter visto, conhecido, participado. Tem que ter uma opinião a emitir. Sem contar que crianças que participam de EBD’s e catequeses, são mais bem treinadas para a vida. Um lugar em que o relacionamento é forte e a criança não é o centro do universo. Eles descobrem nesses ambientes que não são reis e rainhas. Descobrir isso só no ensino fundamental vai ser um choque grande e vão chamar de bullying cada vez que o holofote não estiver nela.
- Depois temos a família extensa que se reúne. De novo, ensaiamos com as crianças respeito pelos mais velhos, tradições que sustentam famílias, superação à frustração quando o presente do amigo oculto não agradou. Desta vez não foi ele que escolheu. Comida que ele precisa aprender a comer.
O que atrapalha nas questões religiosas e familiares são os pais. O pai, muitas vezes vai obrigado em algum evento com a esposa gerando uma suspeita sobre o programa. Na casa dos avós, as rixas que eles não resolveram impede que crianças da mesma idade brinquem juntas porque um de seus pais estão magoados com a um dos pais dele!
Não posso dar solução mas sugestão:
- Marido e esposa precisam se acertar. OS filhos veem um conflito na gerência e não sabem o que é bom ou mau. Tem um ensinamento precioso sobre criar filhos: “Ensina a criança no caminho que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele”.
Noutra versão o mesmo provérbio diz: “Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles”.
- Sobre só termos um Natal por ano sugiro que criemos as oportunidades. Andem a segunda milha com as “enjoanças” das famílias maternas e paternas. Conheço famílias que as crianças só frequentam um lado da origem delas. As duas são importantes por mais que você não gosta de sua cunhada ou do tempero da sogra. O aniversário das crianças, dos avós, e outras celebrações que se pode inventar em família. Esse tempo passa muito, muito rápido.
Feliz Natal para todos os leitores da Socialyte. Comprem o que tiver que comprar, se puderam comprar como explanei no ultimo artigo, sem cair nas armadilhas. Sobretudo não caiam nas armadilhas de andarem cada um em uma direção deixando seus filhos à deriva. Vocês talvez não tenham percebido, mas eles cobram e cobram caro, inconscientemente, através de pirraças que se superam a cada episódio, pois aumentou a insegurança dele. Com pequenas enfermidades e inflamações que exigirão mais a presença dos dois. Usem o Natal para essa aproximação que gera segurança para todos.
Boas festas.
Cleydemir Santos é Psicólogo Sistêmico
Terapeuta de Casais e Especialista em Psicodrama e TCC
Para outras matérias como essa, clique no link https://socialyte.com.br/categorias/noticia/familia-e-relacionamento/
Fique por dentro de tudo que acontece na nossa região. Clique Aqui e entre para nosso grupo exclusivo!






