ANSIEDADE, MEDO E DIABETES

Por 26/11/2025novembro 28th, 2025No Comments5 min de leitura
ANSIEDADE, MEDO E DIABETES

Ansiedade e medo são emoções comuns e muitas vezes, intensas. No contexto terapêutico esses sentimentos podem ser aliviados ao encontrar conforto que promovem confiança, paz e coragem. Que isso tem a ver com Diabetes.

Por incrível que pareça, uma doença tão especifica como esta, tem uma ligação direta com as emoções, logo com o medo e a ansiedade.

Diabetes é uma doença autoimune crônica em que o sistema imunológico destrói as células do pâncreas que produzem insulina. Isso resulta em uma produção insuficiente ou nula desse hormônio, levando ao acúmulo de glicose no sangue. Os sintomas podem incluir sede excessiva, urina frequente, fome, perda de peso inexplicada, fadiga e visão turva. O tratamento envolve injeções diárias de insulina e monitoramento da glicose. E esse processo de fura o dedo, confere o nível de glicose, olha para a cara da pessoa que fez a checagem, sente a desaprovação quando não está bom o resultado, é muito ruim. E tem que ser feito todo dia, e as vezes, mais de uma vez.

Quem convive com diabéticos sabe o quanto o equilíbrio dessa pessoa pode oscilar dependendo do dia e do que está vivenciando. O filho que não ligou depois que saiu com os colegas, o marido que não atendeu um pedido dela, a esposa que aparentemente está distante e o evitou na cama ontem, uma conta que não pode ser paga e até uma notícia ruim que ouve repetidamente na TV ligada todo o dia em um canal sensacionalista, fazem com que os dias seguintes sejam de batalha para controlar a glicose em níveis aceitáveis.

O controle da diabetes tem muito a ver com a alimentação. “Mas eu não comi nada demais”, a pessoa afirma. De fato, naquele dia em que o cérebro estimulou mais medo no organismo, mais cortisol, mais preocupação, mais frustração e o corpo todo reage como em um ataque de pânico e vai aumentar a resistência à insulina que naturalmente já é um desafio para aquele organismo. E o ciclo recomeça de glicose aumentando e todos aqueles sintomas.

Uma criança diabética, sofre ainda mais porque não tem habilidade para expressar de onde vem sua ansiedade, ou de que ela tem medo. De fato, nem os adultos o sabem. Depois que os níveis de glicose sobem, ou despencam chegando a níveis perto de desmaiar, é quando vão perceber que estão ansiosos. Mas daí a conseguir nomear o motivo da ansiedade é outra coisa, e depois, conseguir viver com aquele motivo sem medo ou descontrole emocional, vai ser um treino ainda mais distante.

ANSIEDADE, MEDO E DIABETES
Portanto, terminando o mês de novembro que é o mês de Conscientização sobre o Diabetes, também conhecido no Brasil como novembro Diabetes Azul, que visa aumentar a conscientização sobre a doença, sua prevenção e os cuidados necessários, entenda como você pode ajudar.

Você pode cuidar para que pessoas na sua casa vivam menos ansiosas e em uma situação mental mais tranquila, e vai ter como resultado um controle da doença mais eficiente. É tão difícil assim ligar para casa e avisar a sua mãe que chegou bem? Para ela isso é importante. É tão custoso assim, dizer “oi meu bem, precisa de alguma coisa?”, para o cônjuge, equivale a não se sentir invisível, para você, mostra que tem educação, no mínimo.

Pensando nas crianças, uma relação entre adultos e cuidadores, atenciosa e sistemática, vão espantar alguns fantasmas que geram medo. Eu não falo do medo da agulha, mas do abandono. Ela precisa se sentir cuidada e amada. O dia Mundial do Diabetes em 14 de novembro foi estabelecido para homenagear o aniversário de Frederick Banting, um dos descobridores da insulina. Participe da homenagem. Ame sua família, cuide de verdade da pessoa perto de você, independente se o pâncreas dela funciona bem ou não.

Cleydemir Santos |Psicólogo e terapeuta de casais | (031)99515-2348

 

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