
Confesso: estou com uma ótima impressão da segunda temporada de A Lista Terminal (The Terminal List, 2022- ), que acaba de estrear no Prime Video. Chris Pratt está de volta como o implacável James Reece, agora envolvido em uma trama de espionagem internacional que amplia consideravelmente o universo da série e mantém aquilo que considero alguns de seus maiores atrativos: ação intensa, conspirações, operações militares e um protagonista que não costuma medir esforços quando precisa enfrentar seus inimigos.
A nova temporada reforça uma percepção que tenho há muito tempo como cinéfilo: nem sempre o olhar da crítica especializada corresponde ao olhar do público em geral. E não estou dizendo que os críticos profissionais não entendem de cinema ou que suas análises devam ser ignoradas. Muito pelo contrário! Uma boa crítica pode revelar problemas de roteiro, direção, montagem e desenvolvimento de personagens que merecem ser discutidos. Entretanto, existe uma diferença entre avaliar tecnicamente uma produção e experimentar o prazer de assistir a uma história que nos envolve, emociona ou simplesmente nos diverte.
A primeira temporada de A Lista Terminal é um exemplo emblemático dessa divergência. No Rotten Tomatoes, a produção alcançou apenas 42% de aprovação entre os críticos, enquanto o índice do público chegou a expressivos 94%. Na segunda temporada, a diferença também chama a atenção: os primeiros resultados consultados apontam uma recepção popular bastante superior à avaliação dos especialistas, embora os percentuais ainda possam mudar conforme novas avaliações sejam registradas.
Essa discrepância não acontece apenas nas séries. Alguns filmes também conseguem estabelecer uma conexão muito mais forte com os espectadores do que com os profissionais responsáveis por avaliá-los. Uma produção pode apresentar exageros narrativos, roteiro irregular ou problemas de desenvolvimento e, ainda assim, entregar exatamente aquilo que seu público procura: diversão, emoção, aventura e personagens interessantes.
Pensando nisso, selecionei três produções que ilustram muito bem essa diferença entre a avaliação profissional e a recepção popular: A Lista Terminal (2022- ), Trem-Bala (2022) e Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos (2016).
Prepare a pipoca e venha comigo conhecer três produções que provam que a relação entre crítica e público pode ser muito mais interessante do que parece!
A LISTA TERMINAL (The Terminal List, 2022- )

Divulgação: Amazon Prime Video
Onde assistir: Prime Video
Gênero: Ação | Thriller Militar | Suspense | Drama
📊 IMDb: 7,9/10
🍅 Rotten Tomatoes: 42% e 60% (Crítica, 1ª e 2ª temporadas, respectivamente) | 94% e 91% (Público, 1ª e 2ª temporadas, respectivamente)
Sinopse: James Reece (Chris Pratt) é um experiente comandante dos Navy SEALs que retorna para casa após uma operação desastrosa que resulta na morte de integrantes de sua equipe. Abalado pelos acontecimentos e atormentado por lembranças contraditórias, ele tenta compreender como uma missão aparentemente planejada se transformou em uma tragédia. Com a ajuda da jornalista Katie Buranek (Constance Wu) e de seu companheiro de armas Ben Edwards (Taylor Kitsch), Reece começa a descobrir indícios de uma conspiração que pode envolver pessoas poderosas. À medida que as peças se encaixam, sua busca pela verdade transforma-se em uma jornada implacável de vingança, na qual as fronteiras entre justiça e obsessão se tornam cada vez mais tênues. Na segunda temporada, seis meses após concluir sua lista de vingança, Reece tenta encontrar um novo propósito, mas acaba envolvido em uma conspiração internacional que envolve a CIA, o ressurgimento da Al-Qaeda e antigos aliados cuja lealdade passa a ser questionada.
Criação: David DiGilio, baseada nos romances de Jack Carr
Roteiro: David DiGilio, Daniel Shattuck e outros profissionais envolvidos na adaptação dos romances de Jack Carr
Direção: Antoine Fuqua, Frederick E. O. Toye, M. J. Bassett, Ben Wheatley, Kate Dennis, Tucker Gates, Carl Seaton, Marcos Siega e outros diretores envolvidos nas duas temporadas
Elenco principal: Chris Pratt (James Reece), Constance Wu (Katie Buranek), Taylor Kitsch (Ben Edwards), Riley Keough (Lauren Reece), Jeanne Tripplehorn (Lorraine Hartley), Arlo Mertz (Lucy Reece), Tom Hopper (Raife Hastings), Dar Salim (Mo Farooq), Gabriel Luna (Freddy Strain), Olga Kurylenko (Yana Tomenko), Jeremy Bobb (Oliver Grey), Arnold Vosloo (Richard Hastings)
🌟 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?
Vou começar justamente pela produção que inspirou esta matéria. Para quem, como eu, gosta muito de thrillers militares, conspirações governamentais e protagonistas que não hesitam em enfrentar situações extremas, A Lista Terminal é uma série que merece muita atenção. Para se ter uma ideia, esta 2ª temporada constará, com absoluta certeza, na lista de minhas 12 Melhores Séries de 2026. E o fato de ter sua qualidade absolutamente contestada pela crítica especializada me deixou ressabiado.
Chris Pratt surpreende ao deixar de lado boa parte do humor de seus papéis mais conhecidos para interpretar James Reece, um homem profundamente marcado por experiências traumáticas. Sua atuação procura transmitir a tensão permanente de alguém que perdeu a confiança nas instituições e passou a enxergar ameaças em praticamente todos os lugares. É um personagem que desperta interesse justamente porque sua busca por justiça convive com uma disposição cada vez maior para recorrer à violência.
A primeira temporada acertou muito ao construir uma atmosfera de desconfiança e paranoia. Acompanhamos uma investigação em que cada descoberta levanta novas perguntas, enquanto as operações militares e os confrontos físicos mantêm a narrativa em movimento. A combinação de ação tática, suspense e conspiração oferece uma experiência especialmente atraente para quem gosta de histórias nas quais o protagonista precisa descobrir em quem pode confiar, e o fato dela ser baseada nos romances de Jack Carr, ex-atirador de elite da Marinha dos EUA (SEAL), torna tudo ainda mais crível e realista.
É verdade que a produção não está livre de problemas. Parte da crítica considerou o roteiro convencional, questionou o desenvolvimento de alguns personagens e apontou que a violência, em determinados momentos, se sobrepõe à profundidade dramática. São observações legítimas, mas que nunca anulam as qualidades da série dentro da proposta que ela escolheu seguir.
Na segunda temporada, a ampliação da trama para uma conspiração internacional oferece uma nova dimensão à jornada de Reece. A história, baseada em True Believer, segundo romance de Jack Carr, coloca o protagonista em uma situação ainda mais complexa: pressionado pela CIA, ele precisa limpar seu nome e impedir que antigos aliados fortaleçam uma organização terrorista. A narrativa ganha contornos geopolíticos, com acontecimentos que se estendem por diferentes países e alcançam até mesmo a história de sua família.
Particularmente, considero interessante essa mudança de escala. A série deixa de se concentrar apenas nas consequências da vingança de Reece e passa a explorar um cenário mais amplo de espionagem, alianças e interesses políticos. Isso permite que o universo da produção cresça sem abandonar seu personagem central.
Outro ponto positivo continua sendo a presença de Chris Pratt, cuja interpretação sustenta boa parte da experiência. Para quem acompanha o ator desde seus trabalhos mais associados à comédia e à aventura, vê-lo em uma produção tão sombria e violenta é uma mudança de registro bastante interessante.
E no protagonismo do ator também reside o que acredito que possa ser a maior ressalva da crítica especializada: há alguns anos, após um discurso de Chris Pratt em que afirmava ser cristão, el passou a ser alvo de muito preconceito por parte de jornalistas e de determinados grupos ligados ao universo audiovisual norte-americano. Desde então, qualquer produção estrelada por Pratt tem sido sistematicamente criticada. Colegas de elenco de filmes da Marvel e até o diretor James Gunn já saíram em defesa do ator em escaladas de críticas mais impetuosas.
Além disso, a enorme diferença entre as avaliações da primeira temporada ajuda a compreender o fenômeno: aquilo que alguns críticos consideraram excessivo ou previsível parece ter sido justamente o que muitos espectadores procuravam. Nem toda produção precisa reinventar um gênero para oferecer entretenimento eficiente. Às vezes, personagens carismáticos, uma trama envolvente e boas sequências de ação são suficientes para conquistar o público.
Se você gosta de thrillers adultos, histórias de vingança e conspirações militares, vale dar uma chance à série. E, considerando a chegada da segunda temporada, este é um ótimo momento para conhecer ou revisitar a trajetória de James Reece.
TREM-BALA (Bullet Train, 2022)

Divulgação: Sony Pictures Entertainment
Onde assistir: Mercado Play, Universal+, Prime Video (compra ou aluguel), YouTube (compra)
Gênero: Ação | Comédia | Suspense | Crime
📊 IMDb: 7,3/10
🍅 Rotten Tomatoes: 53% (Crítica) | 76% (Público)
Sinopse: Joaninha (Brad Pitt) é um assassino profissional que deseja realizar sua nova missão sem transformar o trabalho em mais um desastre. Sua tarefa parece simples: embarcar em um trem-bala no Japão e recuperar uma maleta. O problema é que ele não é o único passageiro com uma missão secreta. A bordo estão outros assassinos, cada qual com seus próprios interesses, e aos poucos Joaninha descobre que os objetivos de todos estão conectados de maneiras inesperadas. Entre eles estão os imprevisíveis Tangerina (Aaron Taylor-Johnson) e Limão (Brian Tyree Henry), além de A Princesa (Joey King), uma jovem aparentemente inocente que esconde intenções perigosas. Em alta velocidade, o trem transforma-se em uma arena de confrontos absurdos, violência estilizada e reviravoltas. Joaninha precisará descobrir quem está manipulando os acontecimentos antes que seja tarde demais.
Direção: David Leitch
Roteiro: Zak Olkewicz, baseado no romance Maria Beetle, de Kōtarō Isaka
Elenco principal: Brad Pitt (Joaninha / Ladybug), Joey King (A Princesa), Aaron Taylor-Johnson (Tangerina), Brian Tyree Henry (Limão), Andrew Koji (Kimura), Hiroyuki Sanada (O Ancião), Michael Shannon (A Morte Branca), Bad Bunny (O Lobo), Sandra Bullock (Maria Beetle)
🌟 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?
Nem todo filme precisa apresentar uma trama realista ou uma narrativa profundamente complexa para proporcionar uma boa sessão de cinema. Em Trem-Bala, o diretor David Leitch parece compreender perfeitamente essa ideia e transforma uma missão aparentemente simples em uma sucessão de confrontos, coincidências absurdas e situações tão violentas quanto cômicas.
Brad Pitt é um dos grandes trunfos da produção. Seu “Joaninha” (Ladybug em inglês) é um assassino que tenta adotar uma postura tranquila e evitar conflitos, mas acaba cercado por personagens que parecem determinados a transformar sua viagem em um pesadelo. A combinação entre o temperamento do protagonista e o caos ao seu redor rende momentos de humor que ajudam a diferenciar o filme de outros thrillers de ação mais convencionais.
Aaron Taylor-Johnson e Brian Tyree Henry também merecem destaque. A dinâmica entre Tangerina e Limão, marcada por provocações, cumplicidade e referências à cultura popular, acrescenta personalidade à história. A dupla funciona tão bem que, em vários momentos, rouba a cena e se transforma em um dos principais motivos para acompanhar a aventura.
O elenco numeroso ajuda a criar a sensação de que cada passageiro esconde alguma surpresa, enquanto as conexões entre as diferentes missões são reveladas gradualmente. É uma daquelas histórias em que praticamente ninguém está no lugar errado por acaso, e cada novo encontro pode representar uma ameaça ou uma reviravolta.
Visualmente, o longa aposta em cores fortes, coreografias elaboradas e violência estilizada. A experiência de David Leitch com filmes de ação fica evidente na maneira como os confrontos são construídos. O trem funciona como um espaço fechado no qual os personagens são obrigados a se confrontar, fazendo com que cada vagão se transforme em um novo cenário para a ação.
A montagem acelerada, os flashbacks e as mudanças de perspectiva também contribuem para a identidade da produção. Em vez de seguir uma narrativa linear e convencional, o diretor brinca com as informações apresentadas ao espectador, revelando aos poucos como os acontecimentos estão interligados.
É claro que existe um preço a pagar por tantos exageros. A narrativa acumula coincidências, flashbacks e reviravoltas que podem parecer excessivos, e nem todas as piadas funcionam com a mesma eficiência. A crítica apontou justamente essas fragilidades, questionando se a inventividade visual seria suficiente para compensar os problemas do roteiro. Chegaram a comparar a montagem do filme ao estilo de Quentin Tarantino, mas sem a mesma genialidade.
O público, entretanto, demonstrou uma disposição muito maior para embarcar na proposta. E faz sentido: quem procura um filme de ação com humor ácido, personagens excêntricos e sequências criativas provavelmente encontrará bastante diversão por aqui.
Na minha avaliação, Trem-Bala é uma opção fenomenal para quem deseja assistir a um filme movimentado, irreverente e sem grandes pretensões. Brad Pitt demonstra ótimo domínio do humor físico e da ação, enquanto David Leitch entrega uma produção visualmente atraente e lotada de situações inesperadas.
Sua diferença de aprovação no Rotten Tomatoes não é tão expressiva quanto a de outras produções desta matéria, mas mostra que o entretenimento pode ser valorizado de maneira diferente por críticos e espectadores.
Se a sua intenção é encontrar um filme que não exige grandes reflexões e oferece duas horas de ação, humor e diversão, Trem-Bala merece entrar na sua lista.
WARCRAFT: O PRIMEIRO ENCONTRO DE DOIS MUNDOS (Warcraft, 2016)

Divulgação: Universal Pictures
Onde assistir: Netflix e Prime Video (compra ou aluguel)
Gênero: Fantasia Épica | Ação | Aventura
📊 IMDb: 6,7/10
🍅 Rotten Tomatoes: 29% (Crítica) | 76% (Público)
Sinopse: O mundo de Draenor está à beira do colapso, e o poderoso feiticeiro Gul’dan (Daniel Wu) utiliza magia para abrir um portal que permite aos orcs alcançar Azeroth, um reino habitado por humanos. A chegada da Horda ameaça desencadear uma guerra devastadora, obrigando o guerreiro humano Anduin Lothar (Travis Fimmel) a defender seu povo. Do outro lado do conflito, o líder orc Durotan (Toby Kebbell) começa a questionar os métodos de Gul’dan e os riscos de conduzir seu povo por um caminho de destruição. Entre batalhas grandiosas, alianças improváveis e disputas de poder, personagens de ambos os lados precisam confrontar suas próprias convicções. O destino dos dois mundos dependerá de decisões que podem determinar se humanos e orcs estão condenados a se destruir ou se existe alguma possibilidade de coexistência.
Direção: Duncan Jones
Roteiro: Charles Leavitt e Duncan Jones, com base no universo de Warcraft, criado pela Blizzard Entertainment
Elenco principal: Travis Fimmel (Anduin Lothar), Paula Patton (Garona), Ben Foster (Medivh), Dominic Cooper (Rei Llane Wrynn), Toby Kebbell (Durotan), Robert Kazinsky (Orgrim), Daniel Wu (Gul’dan), Ruth Negga (Lady Taria Wrynn)
🌟 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?
As adaptações de videogames para o cinema carregam uma dificuldade particular: precisam funcionar como filmes independentes, com personagens compreensíveis e uma narrativa bem estruturada, mas também precisam respeitar um universo que os fãs conhecem e valorizam. Warcraft enfrenta esse desafio em uma escala considerável ao transportar para as telas um mundo de fantasia habitado por humanos, orcs, feiticeiros e criaturas extraordinárias.
Dirigido por Duncan Jones, o filme aposta em uma produção visual ambiciosa, combinando atores reais, captura de movimento e computação gráfica para construir Azeroth e dar vida aos orcs. O resultado apresenta batalhas grandiosas, cenários elaborados e uma identidade visual que procura reproduzir a dimensão épica do material de origem.
Um dos grandes méritos da produção está justamente na criação dos personagens orcs. O trabalho de captura de movimento e a composição digital permitem conferir expressividade a figuras que poderiam facilmente se transformar em criaturas genéricas. Durotan, interpretado por Toby Kebbell, é um dos exemplos mais interessantes desse esforço, apresentando personalidade, conflitos internos e preocupação genuína com o futuro de seu povo.
Outro aspecto interessante da história é a tentativa de apresentar os dois lados do conflito. Durotan não é simplesmente um guerreiro interessado em destruir seus adversários: ele também é um líder preocupado com o destino de sua comunidade. Do lado humano, Anduin Lothar precisa enfrentar a ameaça da Horda enquanto lida com disputas políticas e decisões difíceis. Essa abordagem oferece a possibilidade de enxergar a guerra como algo mais complexo do que uma luta convencional entre o bem e o mal.
O filme, entretanto, apresenta limitações evidentes. A quantidade de personagens, nomes, reinos e conceitos pode dificultar a compreensão para quem nunca teve contato com a franquia. Em alguns momentos, a narrativa parece avançar depressa demais, como se precisasse apresentar muitos elementos de uma só vez, sem permitir que todos recebam o desenvolvimento necessário.
A crítica também apontou problemas de ritmo e originalidade, considerando que o espetáculo visual nem sempre é acompanhado por uma história igualmente envolvente. E, de fato, algumas passagens poderiam receber mais tempo de desenvolvimento, especialmente quando envolvem as motivações dos personagens e as relações entre os diferentes grupos.
O resultado disso foi um fracasso considerável de bilheteria e a não-continuidade da saga. Infelizmente não teremos tão cedo uma nova adaptação do jogo, e muito menos a continuidade da história narrada neste longa.
Ainda assim, existe um apelo considerável para os fãs de fantasia e para aqueles que apreciam a construção de universos imaginários. O filme oferece uma oportunidade de conhecer um mundo repleto de mitologia própria, disputas de poder e personagens com motivações distintas. Mesmo quem não conhece os jogos pode encontrar interesse na dimensão visual da produção, desde que esteja disposto a acompanhar uma narrativa que nem sempre explica todos os seus conceitos com a clareza desejada.
A diferença entre os 29% da crítica e os 76% do público no Rotten Tomatoes demonstra como a familiaridade com uma franquia e o interesse por seu universo podem influenciar a experiência de quem assiste. Para alguns espectadores, a possibilidade de ver Azeroth ganhar vida já representa parte importante do prazer proporcionado pelo filme.
Particularmente, considero Warcraft uma produção que merece ser revisitada com um pouco mais de generosidade. Não se trata de uma adaptação impecável, mas de uma tentativa ambiciosa de levar para o cinema um universo extremamente rico, com personagens, mitologia e possibilidades narrativas que poderiam render muito mais histórias.
Para quem gosta de fantasia épica, batalhas grandiosas, criaturas fantásticas e mundos construídos com riqueza visual, o longa merece uma oportunidade. E, como acontece com as outras produções desta matéria, o melhor caminho é assistir e decidir por conta própria se seus acertos superam suas limitações.
QUEM TEM A ÚLTIMA PALAVRA, A CRÍTICA OU O PÚBLICO?
As três produções reunidas nesta matéria demonstram que a recepção de um filme ou de uma série pode variar consideravelmente conforme as expectativas de quem assiste.
A Lista Terminal conquista espectadores com ação, conspirações e um protagonista que não conhece limites quando precisa enfrentar seus inimigos. Trem-Bala transforma o exagero em entretenimento, apostando em personagens excêntricos, humor ácido e sequências de ação criativas. Já Warcraft oferece um universo de fantasia que tem especial apelo para os admiradores de sua franquia e para quem gosta de grandes aventuras cinematográficas.
Isso não significa que a crítica especializada esteja errada ou que o público seja sempre o melhor juiz. Uma avaliação técnica pode revelar problemas importantes, enquanto a recepção popular ajuda a compreender como uma obra se conecta com diferentes espectadores. São perspectivas complementares, e não necessariamente adversárias.
O Rotten Tomatoes é uma ferramenta interessante justamente porque permite observar essas diferenças. Entretanto, seus percentuais precisam ser interpretados com cuidado: eles indicam a proporção de avaliações positivas, não uma nota média que determine definitivamente a qualidade de uma produção. Já o IMdB consegue traduzir melhor o gosto popular por considerar a avaliação de qualquer expectador que quiser deixar sua impressão.
Como cinéfilo, continuo acreditando que vale a pena pesquisar, ouvir opiniões diferentes e, principalmente, assistir antes de formar um julgamento definitivo. Afinal, uma das maiores satisfações de acompanhar cinema e streaming é descobrir uma obra que nos surpreende, mesmo quando as avaliações não parecem promissoras.
No fim das contas, gosto é algo muito particular. Um filme que não funciona para determinado crítico pode proporcionar uma excelente sessão de cinema para milhares de espectadores. E não há nada de errado nisso! Os guilty pleasures (como nesta matéria de 2025) estão aí para deixar isso claro!
E você, costuma confiar mais na crítica especializada ou na opinião do público? Já assistiu a alguma dessas três produções e discordou das avaliações do Rotten Tomatoes? Comente abaixo e compartilhe com seus amigos e em suas redes sociais.
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