
Em tempos de sucessos consagrados como Stranger Things (2016-2025), The Walking Dead (2010-2022) e A Maldição da Residência Hill (2018), é fácil esquecer que o gênero de terror na TV vai muito além das produções que dominam o mainstream. Nas sombras do streaming, há joias pouco conhecidas que exploram o medo de formas criativas, perturbadoras e até poéticas. Na matéria de hoje, reuni 7 séries de terror imperdíveis que você precisa conhecer (ou rever) — todas diferentes entre si, mas com um ponto em comum: a sensação catártica de uma história assustadora muito bem contada.
Considero pertinente também entender porque muitas pessoas gostam de filmes e séries de terror. O fato é que os fãs de obras deste gênero sentem prazer quando ele é vivido de forma controlada. Durante os sustos, o corpo libera adrenalina e coloca tudo em estado de alerta; quando a tensão passa, entram em ação dopamina e endorfina, que trazem alívio e até euforia. É uma espécie de montanha-russa emocional, onde sentimos o perigo, mas temos consciência de que estamos seguros, É justamente esse contraste que acaba ajudando até a aliviar o estresse do dia a dia. O terror nos permite enfrentar nossos medos simbólicos e voltar à realidade com uma estranha, porém familiar, sensação de força e leveza.
E ainda que os especialistas da 7ª arte subestimem e até ignorem o gênero nas premiações, desde a estreia de Le Manoir du diable, um curta-metragem mudo de 1896, dirigido por Georges Méliès, que é considerado o primeiro filme de terror da história, milhares de pessoas seguem fascinadas por estas obras. Por se tratarem, em sua maioria, de filmes e séries com custos irrisórios mas com potencial de angariar lucros exorbitantes, obras risíveis e malfeitas proliferam nos canais de streaming. O gênero, porém, depois de uma fase riquíssima nos anos 80, tem voltado a chamar a atenção com uma nova leva de grandes diretores do gênero.
Para você, que como eu é apaixonado por histórias intrigantes e bem roteirizadas, com narrativas que abordam o medo mesclado a drama, sobrenatural, terror psicológico e até horror clássico, as dicas abaixo poderão ser acrescentadas com louvor ao seu portfólio de ótimas obras.
1. ORIGEM (From, 2022- )

Origem – Divulgação: MGM+
GLOBOPLAY
📊 IMDb: 7.8/10
🍅 Rotten Tomatoes: 96% (Crítica) | 80% (Público)
Sinopse:
Presos em uma cidade misteriosa da qual ninguém consegue escapar, Boyd Stevens (Harold Perrineau) e os moradores lutam contra forças noturnas que desafiam a lógica e a fé, enquanto tentam desvendar os segredos do lugar e de si mesmos.
Criação e roteiro: John Griffin
Direção: Jack Bender, Brad Turner (entre outros)
Elenco principal: Harold Perrineau (Boyd Stevens), Catalina Sandino Moreno (Tabitha Matthews), Eion Bailey (Jim Matthews), Hannah Cheramy (Julie Matthews), Ricky He (Kenny Liu), Elizabeth Saunders (Donna Raines), Corteon Moore (Ellis Stevens), Chloe Van Landschoot (Kristi Miller), Pegah Ghafoori (Fatima Hassan), Avery Konrad (Sara Myers), David Alpay (Jade Herrera), Scott McCord (Victor)
Por que assistir?
Origem é um pesadelo intrigante com atmosfera sufocante e ritmo hipnótico. Mistura mistério cósmico, terror visceral e drama humano, prendendo o espectador desde o primeiro episódio — especialmente pelas atuações intensas e pela sensação constante de que algo terrivelmente errado está prestes a acontecer. Se trata de um terror com ficção científica (cósmico), sobrenatural e de monstros.
Há uma quantidade relevante de personagens, encabeçados pelo ótimo Harold Perrineau (Lost), que tornam esta experiência única. Com 3 temporadas excelentes e uma 4ª com estreia prevista para 2026, esta é uma série que surpreende a cada novo episódio, tanto com cenas viscerais quanto com um mistério que se intensifica a cada temporada.
Curiosidades:
- Do mesmo diretor de Lost: Jack Bender, um dos principais diretores de Lost, também dirige episódios e atua como produtor executivo, reforçando o clima de mistério progressivo.
- Localidade claustrofóbica real: Grande parte das filmagens ocorreu em localizações isoladas no Canadá, para acentuar a sensação de confinamento e destino inevitável.
- Inspirada em pesadelos recorrentes: O criador John Griffin afirmou que a premissa surgiu de sonhos repetidos sobre estar preso em um lugar onde não deveria estar — e sem saída.
- O elenco foi escolhido para “humanidade”: A produção priorizou atores que conseguissem transmitir exaustão e compaixão ao mesmo tempo, para reforçar o horror emocional.
- Criaturas sem origem explicada propositalmente: Os monstros não têm biologia ou mitologia totalmente revelada, pois a ideia é que “o desconhecido é mais assustador que o conhecido”.
2. THE STRAIN: NOITE ABSOLUTA (The Strain, 2014-2017

The Strain: Noite Absoluta – Divulgação: Disney+
DISNEY+
📊 IMDb: 7.3/10
🍅 Rotten Tomatoes: 79% (Crítica) | 78% (Público)
Sinopse:
Quando uma praga ancestral ameaça dizimar a humanidade, o epidemiologista Ephraim Goodweather (Corey Stoll) une forças com o caçador Abraham Setrakian (David Bradley) para deter uma infestação que transforma homens em monstros sedentos por sangue.
Criação: Guillermo del Toro e Chuck Hogan
Roteiro: Guillermo del Toro, Chuck Hogan, Carlton Cuse (showrunner)
Direção: Guillermo del Toro (piloto), Deran Sarafian, Ken Girotti, Vincenzo Natali, Carlton Cuse, J. Miles Dale e T.J. Scott
Elenco principal: Corey Stoll (Ephraim Goodweather), David Bradley (Abraham Setrakian), Richard Sammel (Eichhorst), Kevin Durand (Vasiliy Fet), Jonathan Hyde (Eldritch Palmer / O Mestre)
Por que assistir?
Del Toro imprime sua marca inconfundível, misturando horror corporal e alegorias sobre corrupção e fé. The Strain é uma série tensa, visceral e visualmente impactante, um épico apocalíptico que se destaca por criar toda uma mitologia própria para o vampirismo. Com um monstro om raízes na Segunda Guerra Mundial, associadas a experimentos humanos e ideologias destrutivas, e com personagens muito cativantes (me preferido é o Vasiliy Fet de Kevin Durand), a série desenvolve muito bem, ao longo de 4 temporadas, uma história coesa, assustadora e repleta de momentos icônicos e reviravoltas bem realizadas. Trata-se de um terror de vampiros e com tom apocalíptico, com um equilíbrio entre ação, suspense e terror visceral.
Curiosidades:
- É baseada na trilogia literária de Guillermo del Toro e Chuck Hogan.
- Del Toro queria que fosse um filme, mas ao perceber a extensão da história, decidiu adaptá-la como série para explorar o “ecossistema” vampírico.
- O design dos vampiros levou dois anos para ser aperfeiçoado, com foco em afastar o mito romântico e aproximá-los de organismos parasitários.
- O ator Doug Jones, famoso por papéis com maquiagem pesada (A Forma da Água, 2017 / Hellboy, 2004) e parceiro habitual de Del Toro, atuou como um dos primeiros “mestres”.
- A fotografia usa tons amarelados e esverdeados nas primeiras temporadas para transmitir um mundo adoecendo lentamente.
3. THE TERROR (Temporada 1, 2018)

The Terror – Divulgação: AMC Studios
AMAZON PRIME VIDEO
📊 IMDb: 7.8/10
🍅 Rotten Tomatoes: 87% (Crítica) | 77% (Público)
Sinopse:
Durante uma expedição ao Ártico, o capitão Francis Crozier (Jared Harris) e sua tripulação enfrentam o frio implacável, a fome e algo ainda mais aterrador, enquanto a sanidade e a esperança se desfazem nas paisagens de gelo e silêncio.
Criação e roteiro: David Kajganich, Max Borenstein, Alexander Woo (baseado no romance de Dan Simmons)
Direção: Tim Mielants, Sergio Mimica-Gezzan e Edward Berger
Elenco principal: Jared Harris (Francis Crozier), Tobias Menzies (James Fitzjames), Ciarán Hinds (John Franklin)
Por que assistir?
Poucas séries conseguiram traduzir o horror psicológico e o isolamento como The Terror em sua 1ª temporada. Cada episódio é uma experiência sensorial, onde o frio corta a alma e o inimigo — visível ou não — representa algo muito maior. A claustrofobia e a sensação constante de que várias desastres estão prestes a acontecer com a tripulação segue até o último e catártico capítulo desta obra que merece muito ser descoberta.
Todo o arco narrativo é encerrado em sua 1ª temporada. A história da 2ª temporada, apesar de também ser interessante e também baseada em fatos, não consegue a proeza de impactar tanto como em sua temporada inicial.
Curiosidades:
- A temporada é inspirada em um evento histórico real: a expedição britânica perdida no Ártico liderada por John Franklin (1845).
- O terror da série é mais psicológico do que sobrenatural, questionando isolamento, fome, loucura e desespero.
- As roupas usadas foram recriadas com base em uniformes autênticos da Marinha Real do século XIX.
- A paisagem gelada é cenário real e estúdio, combinando locações no Canadá com sets refrigerados.
- Jared Harris (capitão Crozier) e Tobias Menzies (Fitzjames) já haviam trabalhado juntos em Mad Men (2007-2015) antes desta série.
4. ALL OF US ARE DEAD (2021– )

All of Us are Dead – Divulgação: Netflix
NETFLIX
📊 IMDb: 7.6/10
🍅 Rotten Tomatoes: 89% (Crítica) | 82% (Público)
Sinopse:
Quando um surto zumbi irrompe dentro de uma escola coreana, Nam On-jo (Park Ji-hu), Lee Cheong-san (Yoon Chan-young) e seus colegas se veem presos entre a inocência juvenil e o horror absoluto, lutando por sobrevivência em meio ao colapso da civilização.
Criação e roteiro: Chun Sung-il, baseado no webtoon de Joo Dong-geun
Direção: Lee Jae-Kyu, Kim Nam-Soo
Elenco principal: Park Ji-hu (Nam On-jo), Yoon Chan-young (Lee Cheong-san), Cho Yi-hyun (Choi Nam-ra), Lomon (Lee “Bare-su” Su-hyeok)
Por que assistir?
Misturando adrenalina, crítica social e emoção genuína, All of Us Are Dead renova o gênero zumbi com energia juvenil e momentos de pura tensão. Em tempos em que doramas dominam todos os canais de streaming, esta série sul-coreana recheada de drama e de romance juvenil, mas com uma trama assustadora, visceral, por vezes triste e impactante, segue viciante em todos os episódios da 1ª temporada. Os monstros lembram muito os do filmaço Invasão Zumbi (Train to Busan, 2016), obra sul-coreana que conseguiu reinventar este sub-gênero e mostrar que na Ásia não são somente japoneses e tailandeses que conseguem criar filmes e séries de terror de ótima qualidade.
Curiosidades:
- É baseada no webtoon Now at Our School (2009–2011), muito popular na Coreia do Sul.
- A série foi filmada quase inteiramente em sets construídos, inclusive a escola inteira, para permitir cenas de caos coreografado.
- As cenas de zumbificação foram treinadas com coreógrafos de dança para movimentos rápidos e bruscos (diferentes de zumbis “trôpegos”).
- Park Ji-hu e Yoon Chan-young, protagonistas, eram colegas de treinamento antes da série — a química pré-existente ajudou a naturalidade da amizade dos personagens.
- O sucesso global foi tão grande que a Netflix confirmou a 2ª temporada rapidamente, com plano de expansão temática.
5. PENNY DREADFUL (2014–2016)

Penny Dreadful – Divulgação: Showtime
PARAMOUNT+
📊 IMDb: 8.2/10
🍅 Rotten Tomatoes: 91% (Crítica) | 90% (Público)
Sinopse:
Ambientada na Londres vitoriana, a série acompanha Vanessa Ives (Eva Green), uma mulher enigmática com profundos poderes mediúnicos que se envolve em uma batalha espiritual contra forças das trevas. Ao seu lado está o explorador Sir Malcolm Murray (Timothy Dalton), determinado a resgatar sua filha desaparecida, e o pistoleiro americano Ethan Chandler (Josh Hartnett), que esconde um passado sombrio. A trama costura habilmente criaturas clássicas da literatura, como Drácula, Dr. Frankenstein (Harry Treadaway), sua criatura (Rory Kinnear) e Dorian Gray (Reeve Carney), entrelaçando suas histórias com uma atmosfera sombria, poética e profundamente emocional.
Criação: John Logan
Roteiro: John Logan, Andrew Hinderaker, Krysty Wilson-Cairns
Direção: Juan Antonio Bayona, Dearbhla Walsh, Coky Giedroyc, James Hawes, dentre outros
Elenco principal: Eva Green (Vanessa Ives), Josh Hartnett (Ethan Chandler), Timothy Dalton (Sir Malcolm Murray), Reeve Carney (Dorian Gray), Harry Treadaway (Dr. Victor Frankenstein), Rory Kinnear (A Criatura / John Clare), Billie Piper (Brona Croft / Lily), Danny Sapani (Sembene)
Por que assistir?
Penny Dreadful é uma carta de amor aos clássicos do terror gótico, com uma abordagem madura e estilisticamente impecável. A série se destaca pela interpretação intensa de Eva Green (frequentemente citada como uma das melhores atuações da TV na década), pela fotografia fascinante, pela direção artística rica em detalhes e por uma narrativa que mistura horror, erotismo, melancolia e existencialismo. É uma obra que explora a monstruosidade humana e sobrenatural com profundidade psicológica, sem jamais subestimar o espectador. Destaco também as excelentes atuações de todo o elenco, como Josh Hartnett (Ethan Chandler), Timothy Dalton (Sir Malcolm Murray) e Rory Kinnear (A Criatura / John Clare), que em tramas que conseguem conciliar histórias e monstros clássicos, como vampiros, bruxas, lobisomens e vários outros, sem nunca se perderem.
O episódio piloto é um dos mais impressionantes que já assisti, e ao longo de 3 ótimas temporadas temos inúmeras cenas de “deixar o queixo caído”, como a cena de exorcismo e a revelação do verdadeiro monstro de Frankenstein.
Ignore totalmente Penny Dreadful: City of Angels (2020), uma tentativa fracassada de criar uma antologia com o nome, mas que não traz nenhum dos personagens da série acima e se passa nos anos 1930 dos Estados Unidos.
Curiosidades
- Eva Green recusou inicialmente o papel por achar a personagem Vanessa emocionalmente desgastante, mas após insistência do criador John Logan, aceitou e se tornou o grande coração da série.
- O título Penny Dreadful faz referência às publicações baratas e sensacionalistas de terror e crime vendidas por um penny na Inglaterra do século XIX.
- Muitas falas da série foram inspiradas em poemas e cartas românticas da era vitoriana, reforçando seu tom literário.
- O criador John Logan já havia sido indicado ao Oscar por O Aviador (2004) e Gladiador (2000), trazendo à série sua sensibilidade teatral e dramática.
- A produção recebeu elogios consistentes por maquiagem e figurino, sendo indicada a diversos prêmios e ganhando destaque em cerimônias como o BAFTA e o Satellite Awards.
6. HANNIBAL (2013–2015)

Hannibal – Divulgação: Gaumont International Television
AMAZON PRIME VIDEO
📊 IMDb: 8.5/10
🍅 Rotten Tomatoes: 93% (Crítica) | 94% (Público)
Sinopse:
O investigador Will Graham (Hugh Dancy) possui uma mente capaz de compreender assassinos — e isso o aproxima perigosamente do brilhante e enigmático Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen), cujo charme refinado esconde um horror indescritível.
Criação e roteiro: Bryan Fuller
Direção: Michael Rymer (que dirigiu o maior número de episódios, 9), Guillermo Navarro (6 episódios), Vincenzo Natali (6 episódios) e David Slade (5 episódios, e também foi produtor executivo). Outros diretores que trabalharam na série incluem Tim Hunter, John Dahl, Peter Medak, James Foley, David Semel, Marc Jobst, Adam Kane e Neil Marshall.
Elenco principal: Mads Mikkelsen (Dr. Hannibal Lecter), Hugh Dancy (Will Graham), Laurence Fishburne (Jack Crawford), Caroline Dhavernas (Drª. Alana Bloom)
Por que assistir?
Visualmente deslumbrante, perturbadora e quase poética. Hannibal é um banquete visual e narrativo, combinando arte e horror em níveis raramente vistos na TV. A tarefa de substituir o excelente Anthony Hopkins como Dr. Hannibal Lecter (O Silêncio dos Inocentes, 1991) estava longe de ser simples, mas Mads Mikkelson não só se superou, criando toda uma nova vertente para o assassino, como sua química o personagem de Hugh Dancy chega a ser hipnótica. Com um total de 3 temporadas, a série consegue ser assustadora, fascinante, inteligente e ainda “dá água na boca” com alguns dos diversos pratos mostrados em tela (aqueles, claro, que não levavam matéria-prima humana em suas receitas).
Curiosidades:
- Mads Mikkelsen criou seu próprio “código físico” para Hannibal, inspirando-se em predadores felinos — sempre observando antes de agir.
- A série buscou minimalismo estético com violência coreografada, fazendo do horror algo quase “pictórico”.
- Boa parte da comida canibal é preparada por chefs reais, e filmada de maneira gourmetizada de propósito: horror elegante.
- Hugh Dancy e Mads Mikkelsen passaram a discutir psicologia de cena diretamente, refinando a relação ambígua entre Will e Hannibal.
- A série foi cancelada mesmo com aclamação crítica, mas ganhou status de cult e há discussões constantes sobre seu retorno. Infelizmente, ela não chegou a abordar a trama do filme O Silêncio dos Inocentes (1991).
7. ASH VS. EVIL DEAD (2015–2018)

Ash vs. Evil Dead – Divulgação: Starz / Lionsgate
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📊 IMDb: 8.4/10
🍅 Rotten Tomatoes: 99% (Crítica) | 95% (Público)
Sinopse:
Três décadas após enfrentar as forças do Necronomicon, o irreverente Ash Williams (Bruce Campbell, dos filmes clássicos da saga Evil Dead de Sam Raimi) volta à ação com sua inseparável motosserra, mergulhando novamente num festival sangrento de terror, humor e insanidade sobrenatural.
Criação e roteiro: Sam Raimi, Ivan Raimi, Tom Spezialy
Direção: Sam Raimi (episódio piloto) e outros como Rick Jacobson, M.J. Bassett, Tony Tilse e David Frazee
Elenco principal: Bruce Campbell (Ash Williams), Dana DeLorenzo (Kelly), Ray Santiago (Pablo Simon Bolivar), Lucy Lawless (Ruby)
Por que assistir?
Esta série é uma continuação divertida e sangrenta da clássica trilogia The Evil Dead (1981, 1987 e 1988). Bruce Campbell e todo seu carisma impressionante, carregado de humor irreverente e do estilo “gore cômico” que fez a franquia se tornar cult, encabeça o ótimo elenco ao longo de 3 ótimas temporadas.
Ainda que tenha vários momentos de horror genuíno, se trata de um “terrir”, subgênero que mescla horror com toques de humor. Os amigos de longa data Sam Raimi e Bruce Campbel conseguem captar o estilo dos filmes originais e entregar, ao longo de 3 temporadas, momentos de puro entretenimento que divertem e empolgam a cada frase cafona do protagonista. A série aprofunda não somente a mitologia do Necronomicon, como também a história do personagem Ash Williams, e acredite: você vai se empolgar com cada referência aos filmes antigos do começo ao fim.
Curiosidades:
- Bruce Campbell reprisou o papel após mais de 20 anos, mantendo o humor e o “fracasso heroico” característico de Ash.
- Sam Raimi dirigiu o episódio piloto para garantir que o tom original da trilogia Evil Dead.
- A série equilibra gore extremo com comédia física, fiel ao espírito de Evil Dead II.
- A produção incentivou efeitos práticos sempre que possível, incluindo sangue falso em quantidades absurdas.
- Lucy Lawless entrou no elenco para representar o elo mitológico entre o Necronomicon e o universo expandido, dando continuidade aos mitos do terror.
NOTA ATUAL

It: Bem-vindos a Derry – Divulgação: HBO Max
No último domingo (26/10/25), estreou na HBO Max uma nova série que me surpreendeu pela qualidade e pelo tom narrativo, ainda mais por se tratar de uma prequela dos filmes It, A Coisa (2017) e It: Capítulo Dois (2019), todos baseadas num excelente livro do mestre Stephen King. Com um episódio piloto assustador e visceral, It: Bem-Vindos a Derry (It: Welcome to Derry, 2025-) tem tudo para se tornar uma das melhores séries deste ano (se não a melhor). Na data desta matéria, inclusive, estreia, excepcionalmente, segundo episódio. Os demais 6 serão transmitidos aos domingos.
ENFIM…
O gênero de terror, no fim das contas, sempre foi sobre humanidade: nossos medos, culpas, fragilidades e o que escondemos no fundo de nossas mentes. Cada uma das séries indicadas acima, à sua maneira, convida a olhar para nosso interior — seja com poesia, fúria, melancolia ou humor. Que você encontre nelas não apenas sensações de susto ou reações de medo, mas histórias que permaneçam com você mesmo depois que os créditos subirem na tela.





