
5 ÓTIMAS SÉRIES SOBRE A 2ª GUERRA MUNDIAL
Como cinéfilo apaixonado por história, assistir a filmes e séries que abordam recortes reais de eventos históricos em versões live-action ou em animação é sempre um deleite. Dito isso, poucos acontecimentos da história da humanidade foram tão devastadores — e, ao mesmo tempo, tão explorados pelo cinema, por escritores e pela televisão — quanto a 2ª Guerra Mundial. Entre 1939 e 1945, o conflito colocou dezenas de países em lados opostos, mobilizou milhões de soldados e civis e deixou marcas que continuam presentes até hoje.
Oficialmente, a Segunda Guerra Mundial terminou em 2 de setembro de 1945, com a rendição japonesa assinada a bordo do USS Missouri. 81 anos depois, suas histórias continuam despertando o interesse de cineastas, escritores e espectadores, justamente por ainda terem muito a dizer sobre coragem, medo, sacrifício e sobrevivência.
Ao longo das décadas, inúmeras produções transformaram os grandes acontecimentos daquele período em histórias profundamente humanas. Algumas, porém, foram além das batalhas para mostrar a amizade entre soldados, o trauma, as perdas e o preço de simplesmente tentar voltar para casa.
É nesse grupo que estão as cinco séries desta seleção. De Band of Brothers e O Pacífico a Mestres do Ar, Heróis Desonestos do SAS e The Liberator, são produções que apresentam diferentes perspectivas da guerra — no solo, no mar, nos céus e atrás das linhas inimigas.
Se você é fã de história, de grandes dramas de guerra ou simplesmente procura produções capazes de permanecer na memória muito depois dos créditos finais, prepare-se: estas cinco séries merecem sua atenção.
BAND OF BROTHERS (2001)

Divulgação: HBO / Warner Bros. Discovery
Onde assistir: HBO Max e Netflix
Minissérie com 10 episódios
Gênero: Guerra | Drama | Ação | História
📊 IMDb: 9,4/10
🍅 Rotten Tomatoes: 94% (Crítica) | 97% (Público)
Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, os homens da Easy Company, liderados por oficiais como Richard D. Winters (Damian Lewis), Lewis Nixon (Ron Livingston), Carwood Lipton (Donnie Wahlberg), George Luz (Rick Gomez) e Donald Malarkey (Scott Grimes), deixam os Estados Unidos para enfrentar um dos maiores conflitos da história. Do treinamento em Camp Toccoa ao desembarque na Normandia, passando pela Batalha das Ardenas e pela chegada à Alemanha, esses jovens soldados descobrem que sobreviver talvez seja tão difícil quanto vencer. Entre combates, perdas e momentos de camaradagem, a série acompanha a transformação de uma companhia de soldados em uma verdadeira irmandade.
Criadores: Tom Hanks e Steven Spielberg
Diretores: Phil Alden Robinson, Richard Loncraine, Mikael Salomon, David Nutter, Tom Hanks, David Leland, David Frankel e Tony To
Elenco principal: Damian Lewis (Major Richard D. Winters), Ron Livingston (Capitão Lewis Nixon), Donnie Wahlberg (Sargento C. Carwood Lipton), Scott Grimes (Sargento Donald Malarkey), Rick Gomez (Sargento George Luz), Frank John Hughes (Sargento William “Wild Bill” Guarnere), Michael Cudlitz (Sargento Denver “Bull” Randleman), Neal McDonough (Tenente Lynn “Buck” Compton), Matthew Settle (Capitão Ronald Speirs), Shane Taylor (Eugene “Doc” Roe), Kirk Acevedo (Sargento Joe Toye), Ross McCall (Capitão Joseph Liebgott)
⭐ POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?
Para a maioria do público, incluindo a mim, a série que melhor representa a 2ª Guerra Mundial é Band of Brothers. Produzida por Steven Spielberg e Tom Hanks, a minissérie acompanha a trajetória da Easy Company, unidade de paraquedistas da 101ª Divisão Aerotransportada dos Estados Unidos, desde o rigoroso treinamento até os campos de batalha europeus.
Baseada no livro homônimo do historiador Stephen E. Ambrose, a produção combina escala cinematográfica com uma narrativa extremamente humana. São apenas dez episódios, mas a sensação é de acompanhar anos da vida de cada um daqueles homens. A série percorre vários momentos importantes da Guerra, como o Dia D, a Operação Market Garden, a Batalha das Ardenas e o avanço aliado pela Alemanha.
A verdade, no entanto, é que Band of Brothers está longe de ser simplesmente uma série sobre batalhas. É uma história sobre homens comuns colocados em circunstâncias extraordinárias. A produção consegue equilibrar espetaculares sequências de combate com momentos intimistas, silenciosos e dolorosos.
Outro grande mérito da obra está na forma como ela constrói seus personagens. Ao longo dos dez episódios, o espectador passa a conhecer aqueles soldados, suas personalidades, suas virtudes e seus defeitos — e justamente por isso cada baixa passa a ter um peso emocional gigantesco.
Visualmente, a influência do filmaço O Resgate do Soldado Ryan (1998) é evidente, mas Band of Brothers desenvolve uma identidade própria. E, 25 anos depois de sua estreia, a série continua sendo uma referência praticamente obrigatória quando o assunto é televisão de qualidade.
🎯 CURIOSIDADES
- A produção foi criada por Tom Hanks e Steven Spielberg, depois do sucesso de O Resgate do Soldado Ryan (1998), e teve como principal fonte o livro de Stephen E. Ambrose. Hanks foi o protagonista do longa, enquanto Spielberg foi seu diretor.
- Antes das filmagens, os atores que interpretavam os soldados passaram por um intenso boot camp de dez dias, conduzido pelo capitão Dale Dye, consultor militar da produção.
- A produção utilizou milhares de figurantes, centenas de armas e equipamentos militares, além de veículos e aeronaves de época para aumentar a autenticidade das cenas de combate.
- Diversos atores que ainda eram relativamente desconhecidos na época acabaram se tornando grandes nomes do cinema e da televisão, entre eles Damian Lewis, Tom Hardy, Michael Fassbender, James McAvoy, Simon Pegg e Andrew Scott.
- A série recebeu 7 prêmios Emmy, consolidando-se não apenas como um sucesso de público, mas como um dos trabalhos mais premiados da televisão em sua época.
O PACÍFICO (The Pacific, 2010)

Divulgação: HBO / Warner Bros. Discovery
Onde assistir: HBO Max e Netflix
Minissérie com 10 episódios
Gênero: Guerra | Drama | Ação | História
📊 IMDb: 8,3/10
🍅 Rotten Tomatoes: 89% (Crítica) | 91% (Público)
Sinopse: A partir das experiências de três fuzileiros navais americanos, Robert Leckie (James Badge Dale), Eugene Sledge (Joseph Mazzello) e John Basilone (Jon Seda), a série acompanha a violenta campanha dos Estados Unidos contra o Japão no Pacífico. Da sangrenta batalha de Guadalcanal às areias de Peleliu, passando por Iwo Jima e Okinawa, os protagonistas enfrentam não apenas o inimigo, mas também o medo, o esgotamento físico e psicológico e a constante sensação de que talvez não consigam voltar para casa.
Criador: Bruce C. McKenna
Diretores: Tim Van Patten, David Nutter, Jeremy Podeswa, Graham Yost, Carl Franklin e Tony To
Elenco principal: James Badge Dale (Soldado Robert Leckie), Joseph Mazzello (Soldado Eugene Sledge), Jon Seda (Sargento John Basilone), Ashton Holmes (Soldado Sidney Phillips), Rami Malek (Soldado Merriell “Snafu” Shelton), Martin McCann (R.V. Burgin), Josh Helman (Lew “Chuckler” Juergens), Brendan Fletcher (Cabo Bill Leyden), Isabel Lucas (Gwen), Scott Gibson (Cabo Andrew Haldane), William Sadler (General Lewis “Chesty” Puller)
⭐ POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?
Se Band of Brothers mostra a Segunda Guerra pelo olhar dos soldados americanos no front europeu, O Pacífico nos leva para um cenário ainda mais brutal: as ilhas do Pacífico, onde os combates contra o Japão foram marcados por condições climáticas extremas, doenças, isolamento e uma violência assustadora.
Produzida novamente por Tom Hanks, Steven Spielberg e Gary Goetzman, a minissérie acompanha principalmente as experiências de Robert Leckie, Eugene Sledge e John Basilone, três personagens reais cujas trajetórias ajudam a apresentar diferentes faces da guerra no Pacífico.
Em O Pacífico, não existe a mesma sensação de avanço constante encontrada em Band of Brothers. A guerra é mais caótica, sufocante e desesperadora. Porém, a série também é particularmente eficiente ao mostrar o impacto psicológico do conflito. O espectador não acompanha apenas soldados lutando contra japoneses; acompanha homens tentando preservar algum resquício de humanidade enquanto testemunham coisas que nenhum ser humano deveria ser obrigado a presenciar.
É uma produção pesada, brutal e, em alguns momentos, difícil de assistir. Mas justamente por isso é tão poderosa.
🎯 CURIOSIDADES
- A minissérie foi baseada principalmente em dois importantes relatos de veteranos da guerra: Helmet for My Pillow, de Robert Leckie, e With the Old Breed, de Eugene Sledge.
- A história de John Basilone acrescenta uma terceira perspectiva, baseada em relatos sobre o célebre fuzileiro que recebeu a Medalha de Honra por sua atuação em Guadalcanal.
- O elenco passou por um rigoroso treinamento militar de nove dias, novamente supervisionado pelo capitão Dale Dye. A produção utilizou aproximadamente 600 armas reais e outras 500 de borracha, além de uniformes cuidadosamente reproduzidos. E grande parte das filmagens ocorreu na Austrália, que serviu para representar diferentes ilhas e ambientes do Pacífico. A equipe chegou a transformar praias australianas para reproduzir características específicas dos campos de batalha.
- Assim como Band of Brothers, a produção reuniu Tom Hanks e Steven Spielberg, consolidando uma espécie de dupla espiritual da televisão sobre a Segunda Guerra Mundial. Como os eventos da série ocorrem paralelamente aos eventos apresentados em Band of Brothers, não pode ser considerada uma continuação.
- A série recebeu 8 prêmios Emmy, incluindo o prêmio de Melhor Minissérie, demonstrando o enorme reconhecimento obtido pela produção.
MESTRES DO AR (Masters of the Air, 2024)

Divulgação: Apple Studios
Onde assistir: Apple TV+
Minissérie com 9 episódios
Gênero: Guerra | Drama | Ação | História
📊 IMDb: 7,8/10
🍅 Rotten Tomatoes: 85% (Crítica) | 73% (Público)
Sinopse: Em plena Segunda Guerra Mundial, os pilotos do 100º Grupo de Bombardeiros americanos são enviados para a Inglaterra para participar das perigosas missões aéreas contra a Alemanha nazista. Entre eles estão Gale “Buck” Cleven (Austin Butler), John “Bucky” Egan (Callum Turner), Harry Crosby (Anthony Boyle) e Robert “Rosie” Rosenthal (Nate Mann), jovens oficiais que precisam enfrentar caças alemães, fogo antiaéreo, temperaturas congelantes e a constante possibilidade de serem abatidos. Enquanto alguns acabam capturados e enviados para campos de prisioneiros, outros continuam voando missão após missão, pagando um preço psicológico e físico cada vez maior.
Criadores: John Shiban e John Orloff
Diretores: Cary Joji Fukunaga, Anna Boden, Ryan Fleck, Dee Rees e Tim Van Patten
Elenco principal: Austin Butler (Major Gale “Buck” Cleven), Callum Turner (Major John “Bucky” Egan), Anthony Boyle (Tenente Harry Crosby), Nate Mann (Tenente Robert “Rosie” Rosenthal), Barry Keoghan (Tenente Curtis Biddick), Rafferty Law (Sargento Ken Lemmons), Josiah Cross (2º Tenente Richard D. Macon), Branden Cook (2º Tenente Alexander Jefferson), Ncuti Gatwa (2º Tenente Robert H. Daniels), Edward Ashley (Major John B. “Red” Bowman)
⭐ POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?
Depois de retratar o front europeu em Band of Brothers e as batalhas no Pacífico em O Pacífico, Tom Hanks e Steven Spielberg deram continuidade à sua trilogia sobre a Segunda Guerra Mundial com Mestres do Ar.
Desta vez, o campo de batalha está a milhares de metros de altitude. A minissérie acompanha o 100º Grupo de Bombardeiros da Oitava Força Aérea americana, unidade que ganhou o sombrio apelido de “Bloody Hundredth” devido às pesadas perdas sofridas durante a guerra.
Mestres do Ar consegue mostrar uma dimensão da Segunda Guerra que costuma receber menos atenção na ficção: a guerra aérea. As sequências de combate são espetaculares, mas o grande mérito está em mostrar como uma missão de bombardeio podia ser uma espécie de roleta-russa a 25 mil pés de altitude. Não havia trincheiras para se esconder, nem possibilidade de simplesmente correr. Dentro de um B-17, cada pane, incêndio ou ataque inimigo podia significar a morte de toda a tripulação.
A série também impressiona pela reconstituição de época e pela atenção aos detalhes. É uma produção de enorme escala que, apesar de algumas críticas ao roteiro, oferece momentos de grande impacto visual e emocional.
🎯 CURIOSIDADES
- A série é baseada no livro Masters of the Air, de Donald L. Miller, publicado em 2006/2007, e exigiu extensa pesquisa histórica para adaptar os acontecimentos. O roteirista John Orloff passou cerca de um ano pesquisando mais de 30 livros, revistas e diários, além de arquivos, histórias orais, museus e antigas bases aéreas.
- O 100º Grupo de Bombardeiros ficou conhecido como “Bloody Hundredth” (Centésimo Sangrento, em tradução livre) devido ao elevado número de baixas sofridas durante suas operações.
- Durante a guerra, os bombardeiros voavam missões a aproximadamente 25 mil pés de altitude, enfrentando frio extremo, falta de oxigênio e ataques de caças alemães.
- Foram construídos 16 cenários em pouco mais de três meses na Inglaterra, incluindo quartel-general, hospital, capela, clube dos oficiais, refeitório e torre de controle. A produção utilizou réplicas em tamanho real de B-17 Flying Fortress, enquanto a 100th Bomb Group Foundation atuou como consultora histórica.
- O projeto começou a ser desenvolvido pela HBO Max, casa das 2 séries retratadas acima, em 2013, mas acabou migrando para a Apple TV+ em 2019.
HERÓIS DESONESTOS DO SAS (SAS Rogue Heroes, 2022–2025)

Divulgação: Banijay Rights / BBC
Onde assistir: HBO Max (1ª temporada). A 2ª temporada, no momento da publicação desta matéria, encontra-se indisponível no Brasil.
2 temporadas com 12 episódios (6 por temporada)
Gênero: Guerra | Drama | Ação | Aventura
📊 IMDb: 8,2/10
🍅 Rotten Tomatoes: 100% (Crítica) | 87% (Público)
Sinopse: Frustrado com a burocracia e as estratégias tradicionais do Exército britânico, o excêntrico oficial David Stirling (Connor Swindells) decide criar uma unidade de combate completamente diferente de tudo o que existia até então. Ao lado do obstinado Jock Lewes (Alfie Allen) e do imprevisível Paddy Mayne (Jack O’Connell), ele reúne um grupo de soldados tão indisciplinados quanto corajosos para realizar operações atrás das linhas inimigas no Norte da África. Enquanto enfrentam alemães, italianos e a própria hierarquia militar britânica, esses homens ajudam a criar o embrião de uma das forças especiais mais famosas do mundo.
Criador: Steven Knight
Diretores: Tom Shankland e Stephen Woolfenden
Elenco principal: Connor Swindells (David Stirling), Jack O’Connell (Paddy Mayne), Alfie Allen (Jock Lewes), Sofia Boutella (Eve Mansour), Dominic West (Dudley Wrangel Clarke), Theo Barklem-Biggs (Reg Seekings), Corin Silva (Jim Almonds), Jacob Ifan (Pat Riley), Jacob McCarthy (Johnny Cooper), Bobby Schofield (Dave Kershaw), Stuart Campbell (Bill Fraser)
⭐ POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?
Esta é, provavelmente, a série mais diferente desta lista. Enquanto as outras séries apostam em uma abordagem predominantemente dramática e realista, Heróis Desonestos do SAS adota uma linguagem muito mais irreverente, energética e estilizada para contar a história da criação do Special Air Service (SAS) britânico durante a Segunda Guerra Mundial.
A produção britânica acompanha figuras reais como David Stirling, Paddy Mayne e Jock Lewes, soldados que desafiaram a estrutura militar tradicional para criar uma unidade capaz de atacar o inimigo atrás das linhas de combate. E ao longo das duas temporadas, temos uma série com uma energia quase anárquica, que utiliza rock na trilha sonora, cortes rápidos, humor ácido, personagens exagerados e uma estética que, em alguns momentos, parece mais próxima de um filme de ação contemporâneo do que de um drama histórico convencional.
Porém, não se deixe enganar pelo estilo: por trás da irreverência existe uma história real fascinante. David Stirling e Paddy Mayne foram figuras controversas, e justamente por isso a série consegue construir personagens muito mais complexos do que os tradicionais heróis militares.
É uma ótima escolha para quem gosta de séries como Peaky Blinders (2013-2022), com muita ação militar e histórias de personagens que não aceitam jogar de forma ética.
🎯 CURIOSIDADES
- A série é inspirada no livro SAS: Rogue Heroes, do historiador e jornalista Ben Macintyre.
- O verdadeiro David Stirling foi um dos principais responsáveis pela criação do SAS durante a Segunda Guerra Mundial.
- A produção foi criada por Steven Knight, o mesmo nome por trás de Peaky Blinders, o que ajuda a explicar sua estética moderna e seu ritmo frenético.
- A 1ª temporada foi filmada principalmente no Marrocos, escolhido para reproduzir as paisagens do Norte da África durante a guerra. Já a 2ª temporada deslocou a ação para a Europa e teve filmagens realizadas na Croácia, na Itália, na Inglaterra e na Escócia.
- Apesar de ser baseada em acontecimentos reais, a série toma diversas liberdades dramáticas. Seu objetivo não é funcionar como documentário, mas como uma dramatização estilizada das origens do SAS, algo que a própria proposta da produção deixa evidente.
THE LIBERATOR (2020)

Divulgação: Netflix
Onde assistir: Netflix
Minissérie com 4 episódios
Gênero: Guerra | Drama | Animação | História
📊 IMDb: 7,6/10
🍅 Rotten Tomatoes: 69% (Crítica) | 77% (Público)
Sinopse: Baseada em acontecimentos reais, a minissérie acompanha o oficial americano Felix “Shotgun” Sparks (Bradley James) e os soldados da unidade Thunderbirds durante mais de 500 dias de combate pela Europa. Ao lado de homens como Samuel Coldfoot (Martin Sensmeier), Able Gomez (Jose Miguel Vasquez), Vacarro (Billy Breed) e Cloudfeather (Forrest Goodluck), Sparks atravessa a Sicília, a Itália e a França até chegar à Alemanha, enfrentando combates brutais e situações que testam os limites da resistência humana. No caminho, a diversidade de sua unidade — formada por mexicanos-americanos, indígenas e outros soldados — transforma a produção também em um retrato pouco convencional do Exército americano durante a guerra.
Criador: Jeb Stuart
Diretor: Grzegorz Jonkajtys
Elenco principal: Bradley James (Felix Sparks), Martin Sensmeier (Sargento Samuel Coldfoot), Jose Miguel Vasquez (Cabo Able Gomez), Billy Breed (Soldado Vaccaro), Forrest Goodluck (Soldado Cloudfeather), Bryan Hibbard (Cabo Hallowell), Matt Mercurio (Soldado Cordosa), Harrison Stone (Tenente Childers), Tatanka Means (Soltado Otaktay), Kiowa Gordon (Cabo Kanuna)
⭐ POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?
De todas as 5 obras desta matéria, The Liberator talvez seja a mais desconhecida, mas possui uma característica que imediatamente chama a atenção: sua técnica de animação. A minissérie utiliza uma tecnologia chamada Trioscope Enhanced Hybrid Animation, que combina imagens de atores em live-action com CGI e animação, criando um resultado visual bastante particular. O diferencial, no entanto, não é apenas estético. A história retratada também é poderosa, pouco conhecida e aposta em uma linguagem visual completamente diferente.
A trama acompanha os chamados Thunderbirds, uma unidade da 45ª Divisão de Infantaria americana que passou mais de 500 dias em combate. O resultado é uma história de resistência, liderança e sobrevivência que culmina em um dos momentos mais dramáticos da produção: a chegada dos soldados ao campo de concentração de Dachau.
A animação híbrida pode causar estranhamento no início, mas acaba funcionando justamente porque proporciona à série uma aparência própria. Para quem já viu dezenas de produções tradicionais sobre a Segunda Guerra Mundial, The Liberator oferece uma perspectiva visual única.
🎯 CURIOSIDADES
- A série é baseada no livro The Liberator: One World War II Soldier’s 500-Day Odyssey, de Alex Kershaw.
- A produção foi a primeira série realizada com a tecnologia Trioscope Enhanced Hybrid Animation, que combina performances reais de atores com CGI e animação.
- A unidade permaneceu em campanha por aproximadamente 511 dias, desde a campanha italiana até a chegada à Alemanha. Ela era também particularmente diversa, reunindo mexicanos-americanos, indígenas de diferentes tribos e outros soldados, algo que ganha importância dentro da narrativa.
- The Liberator originalmente estava planejada como uma produção de 8 horas em live-action para o History Channel, mas o projeto acabou sendo transformado em uma minissérie de 4 episódios.
- A sequência envolvendo Dachau é toda baseada em um acontecimento real. Quando Felix Sparks e seus homens chegaram ao campo de concentração, encontraram evidências dos horrores cometidos pelos nazistas. Sparks precisou ordenar que seus próprios soldados interrompessem uma execução de prisioneiros alemães.
CINCO SÉRIES, CINCO OLHARES SOBRE A GUERRA
A Segunda Guerra Mundial foi um acontecimento tão gigantesco que nenhuma obra, por mais ambiciosa que seja, consegue contar toda a sua história. E talvez seja justamente por isso que essas cinco séries funcionem tão bem quando colocadas lado a lado.
Band of Brothers mostra a guerra terrestre na Europa através dos homens da Easy Company. O Pacífico mergulha na brutalidade dos combates contra o Japão. Mestres do Ar leva o espectador para dentro dos bombardeiros que atravessavam os céus da Europa sob fogo inimigo. Heróis Desonestos do SAS apresenta o nascimento de uma força especial formada por soldados que se recusavam a seguir as regras convencionais. E The Liberator resgata uma história menos conhecida, utilizando uma linguagem visual tão incomum quanto a trajetória de seus personagens.
O mais interessante é perceber que, apesar das diferenças de estilo, todas chegam a uma conclusão semelhante: guerras são feitas por pessoas.
Por trás dos uniformes, das armas, dos aviões, dos tanques e das grandes estratégias militares existiam jovens que tinham famílias, sonhos, medos e planos para o futuro. Muitos voltaram para casa. Muitos outros ficaram pelo caminho.
E é justamente por isso que, 81 anos depois do fim oficial da Segunda Guerra Mundial, produções como essas continuam importantes. Mais do que entretenimento, elas ajudam a preservar histórias que não podem ser esquecidas. Porque algumas guerras terminam nos campos de batalha. A memória delas, não.
Agora quero saber de você: já conhecia todas as séries acima? Qual outra série gostaria de conhecer melhor numa parte 2? Comente abaixo e compartilhe a matéria com seus amigos. Nos vemos na próxima!
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