
No final da década de 90, dentre tantos filmes fantásticos, houve um com baixo orçamento, mas recheado de personalidade, violência e reviravoltas absolutamente inesperadas, que me deixou embasbacado. O diretor, roteirista e produtor britânico Guy Ritchie, até então praticamente desconhecido, já apresentava uma identidade cinematográfica muito particular, marcada por personagens excêntricos, criminosos carismáticos, diálogos rápidos, humor ácido, violência estilizada e narrativas repletas de surpresas. Jason Statham e Vinnie Jones viram suas carreiras serem alavancadas, e o filmaço Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes entrou para a seleta lista de obras indispensáveis dos gêneros de ação e crime, com o toque de comédia sarcástica que marcaria praticamente toda a filmografia do diretor.
Ritchie transformou o submundo do crime britânico em uma espécie de território cinematográfico particular. E, embora tenha passeado por gêneros bastante diferentes ao longo da carreira — dirigindo produções de aventura, espionagem, fantasia e grandes sucessos de Hollywood —, existe um elemento que parece sempre encontrar o caminho de volta para o seu trabalho: o crime organizado e seus personagens absolutamente peculiares.
Como cinéfilo e apaixonado por filmes e séries, acompanhar a carreira do diretor é particularmente interessante. Afinal de contas, poucos cineastas conseguem imprimir sua personalidade em uma produção de maneira tão evidente. Bastam alguns minutos de projeção para reconhecer seus diálogos inteligentes e sarcásticos, sua montagem acelerada e impecável, seu humor britânico marcante e aquela maneira quase caótica de apresentar histórias em que todos parecem estar enganando alguém — com inserções gráficas, letterings e recursos visuais que ajudam a construir sua identidade estilística, especialmente em seus trabalhos mais recentes.
Pensando nisso, resolvi reunir 2 séries e 2 filmes magníficos de Guy Ritchie para você colocar na sua lista. São quatro produções que ajudam a entender diferentes momentos da carreira de um cineasta que, mesmo depois de quase três décadas, continua sabendo exatamente como transformar histórias de crime em entretenimento de primeira.
JOGOS, TRAPAÇAS E DOIS CANOS FUMEGANTES (Lock, Stock and Two Smoking Barrels, 1998)

Divulgação: Sony Pictures (Columbia Pictures)
Onde assistir: Prime Video e YouTube
Filme com 1h 47min
Gênero: Crime | Comédia | Ação
📊 IMDb: 8,1/10
🍅 Rotten Tomatoes: 75% (Crítica) | 93% (Público)
Sinopse: Eddie (Nick Moran) é um jovem jogador de cartas que acredita ter encontrado uma maneira de ganhar uma pequena fortuna em uma partida de pôquer organizada pelo perigoso Harry Lonsdale (P.H. Moriarty). O plano, porém, dá completamente errado, deixando Eddie com uma enorme dívida e apenas uma semana para conseguir o dinheiro. Ao lado de seus amigos Tom (Jason Flemyng), Bacon (Jason Statham) e Soap (Dexter Fletcher), ele decide elaborar um plano para conseguir a quantia necessária, mas acaba mergulhando em uma sucessão caótica de roubos, golpes, armas, drogas e criminosos tão perigosos quanto imprevisíveis.
Roteiro: Guy Ritchie
Direção: Guy Ritchie
Elenco principal: Jason Flemyng (Tom), Jason Statham (Bacon), Nick Moran (Eddie), Dexter Fletcher (Soap), Vinnie Jones (Big Chris), Sting (J.D.), Steven Mackintosh (Winston)
⭐ POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?
É praticamente impossível falar sobre Guy Ritchie sem mencionar este filmaço.
Lançado em 1998, Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes marcou a estreia de Ritchie na direção de longas-metragens e apresentou ao mundo uma linguagem que posteriormente se transformaria em sua marca registrada.
A premissa é relativamente simples: quatro amigos precisam quitar uma dívida gigantesca depois que uma partida de pôquer dá muito errado. O problema é que, na tentativa de conseguir o dinheiro, eles acabam se envolvendo com uma quantidade absurda de criminosos, armas, drogas, roubos e planos que inevitavelmente começam a se cruzar.
Ritchie apresenta a história como uma espécie de grande quebra-cabeça. Personagens que inicialmente parecem não ter qualquer relação entre si vão se encontrando ao longo da narrativa, enquanto diferentes golpes e planos começam a colidir.
O resultado é um filme extremamente divertido, inteligente e surpreendentemente inventivo.
A montagem rápida, os diálogos afiados, a trilha sonora marcante, o humor negro e os personagens caricatos estabeleceram praticamente todos os elementos que seriam explorados posteriormente em outras obras pelo diretor.
E existe ainda uma curiosidade sensacional: foi nesse filme que o público conheceu Jason Statham em seu primeiro grande papel no cinema. Antes de se tornar um dos principais astros do cinema de ação contemporâneo, Statham interpretou Bacon, um dos integrantes mais interessantes do grupo de amigos, já com sua cara amarrada e suas habilidades de luta bem características.
O filme também contou com a participação de Vinnie Jones, outro ator que se tornaria presença recorrente no universo cinematográfico de Ritchie e que se encaixou perfeitamente numa das séries mais recentes.
Assistir hoje a Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes é interessante não apenas pelo entretenimento, mas também para perceber como um cineasta estreante já demonstrava uma identidade tão definida, que até nas obras mais recentes tem uma assinatura muito clara, só mais aprimorada com o tempo.
SNATCH – PORCOS E DIAMANTES (Snatch, 2000)

Divulgação: Columbia Pictures do Brasil
Onde assistir: HBO Max
Filme com 1h 42min
Gênero: Crime | Comédia | Ação
📊 IMDb: 8,2/10
🍅 Rotten Tomatoes: 74% (Crítica) | 93% (Público)
Sinopse: Um diamante gigantesco roubado coloca diferentes criminosos em rota de colisão. Enquanto o agente Franky Four Fingers (Benicio Del Toro) tenta entregar a preciosa pedra a seu chefe, vários personagens passam a perseguí-la, incluindo o perigoso Brick Top (Alan Ford), o boxeador cigano Mickey O’Neil (Brad Pitt), o promotor de lutas Turkish (Jason Statham) e seu amigo Tommy (Stephen Graham). Em meio a golpes, apostas, roubos e traições, todos descobrem que, naquele mundo, ninguém é exatamente quem parece ser.
Roteiro: Guy Ritchie
Direção: Guy Ritchie
Elenco principal: Jason Statham (Turkish), Brad Pitt (Mickey O’Neil), Benicio Del Toro (Franky Four Fingers), Dennis Farina (Cousin Avi), Vinnie Jones (Bullet-Tooth Tony), Stephen Graham (Tommy), Alan Ford (Brick Top)
⭐ POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?
Se Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes apresentou Guy Ritchie ao mundo, Snatch – Porcos e Diamantes mostrou que aquele estilo não era obra do acaso. Neste filme, o diretor aperfeiçoa praticamente tudo que já havia concebido no longa anterior, só que com uma produção mais ambiciosa, um elenco ainda mais impressionante e uma linguagem cinematográfica ainda mais refinada.
A narrativa novamente reúne diversos personagens e histórias aparentemente desconectadas que acabam se cruzando de maneira absolutamente caótica. Só que desta vez temos um elenco ainda mais impressionante e uma história envolvendo diamantes roubados, apostas clandestinas, boxe ilegal e criminosos de todos os tipos.
E entre tantos personagens, um deles rouba completamente a cena.
Brad Pitt, interpretando o boxeador cigano Mickey O’Neil, entrega uma atuação memorável. O ator utiliza um sotaque praticamente incompreensível para boa parte dos personagens e transforma Mickey em uma figura simultaneamente engraçada, imprevisível e extremamente perigosa, representando também um momento importante na carreira do ator, que encontrou aqui uma oportunidade de explorar uma faceta cômica e excêntrica bastante diferente de muitos de seus papéis anteriores.
Jason Statham também retorna ao universo de Ritchie, agora como Turkish, o narrador da história e uma espécie de fio condutor entre diferentes acontecimentos.
O ouro deste filmaço, no entanto, é a construção do conjunto. O filme tem um ritmo frenético, edição muito criativa, personagens memoráveis e uma quantidade impressionante de diálogos que parecem ter sido escritos especificamente para serem lembrados.
Existe algo que considero particularmente interessante: apesar de toda a violência e de todos os criminosos presentes na história, Ritchie nunca permite que o filme fique excessivamente pesado. O seu humor bem característico está sempre presente.
Este é um dos segredos para o sucesso de quase todas as suas obras: uma combinação difícil de conseguir — crime, violência, suspense e comédia funcionando simultaneamente — mas que o diretor faz parecer natural.
Mais de duas décadas depois, Snatch continua sendo provavelmente uma das obras mais representativas daquilo que se convencionou chamar de “estilo Guy Ritchie“.
Para quem nunca assistiu, é praticamente obrigatório. Para quem já assistiu, é daqueles longas que merecem uma revisita.
MAGNATAS DO CRIME (The Gentlemen, 2024- ) – Série com 2 temporadas

Divulgação: Netflix
Onde assistir: Netflix
2 temporadas, com um total de 16 episódios
Gênero: Crime | Ação | Comédia | Drama
📊 IMDb: 8,1/10
🍅 Rotten Tomatoes: 80% (Crítica) | 86% (Público)
Sinopse: Eddie Horniman (Theo James) herda inesperadamente o título de Duque de Halstead e uma enorme propriedade pertencente à sua família. O problema é que as terras escondem uma gigantesca operação criminosa ligada ao cultivo de maconha, comandada por Susie Glass (Kaya Scodelario) e seu pai, Bobby Glass (Ray Winstone). Ao tentar se livrar dos criminosos, Eddie acaba mergulhando cada vez mais profundamente no submundo britânico. Na segunda temporada, ele e Susie ampliam seus negócios e levam o império criminoso para novos territórios, incluindo a Itália.
Criação: Guy Ritchie
Roteiro: Guy Ritchie, Matthew Read, Danielle Ward, John Jackson e Iain Weatherby
Direção: Guy Ritchie, Eran Creevy e Nick Rowland
Elenco principal: Theo James (Eddie Horniman), Kaya Scodelario (Susie Glass), Ray Winstone (Bobby Glass), Daniel Ings (Freddy Horniman), Vinnie Jones (Geoff Seacombe), Giancarlo Esposito (Stanley Johnston), Joely Richardson (Lady Sabrina Horniman), Sergio Castellitto (Marco Moretti), Benedetta Porcaroli (Isabella ‘Bella’ Soranza de Parme)
⭐ POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?
Se existe uma série que parece ter sido feita sob medida para o estilo de Guy Ritchie, é Magnatas do Crime.
A produção nasceu a partir do universo do filme homônimo de 2019, também dirigido e roteirizado por Ritchie, e com estrelas do calibre de Matthew McConaughey, Charlie Hunnam, Jeremy Strong e Colin Farrell no elenco. Apesar de ser um ótimo filme, na minha opinião a série conseguiu ser muito superior, tendo premissa similar mas não se tratando de uma continuação. A série utiliza a ideia central daquele longa para construir uma nova história, com novos personagens e um universo criminal ainda mais amplo. O resultado é maravilhoso!
A premissa por si só já é excelente: um aristocrata britânico descobre que sua propriedade familiar esconde uma operação milionária de cultivo de maconha. O que começa como uma tentativa de resolver um problema acaba transformando Eddie Horniman em um participante cada vez mais importante do submundo.
Theo James funciona muito bem como o protagonista. Seu Eddie começa como alguém completamente deslocado daquele universo, mas vai descobrindo que possui algumas características bastante úteis quando o assunto é negociar com criminosos.
Ao seu lado, Kaya Scodelario, filha de mãe brasileira, é um dos grandes destaques da série como Susie Glass. Inteligente, determinada e absolutamente confortável naquele ambiente, ela estabelece com Eddie uma das melhores dinâmicas da produção.
Cabe também um destaque especial para Daniel Ings e Vinnie Jones. Ings interpreta Freddy Horniman, o irmão mais velho de Eddie, numa performance caoticamente hilária. E Jones se encaixou perfeitamente no papel do empregado Geoff Seacombe, que nesta 2ª temporada recebeu um destaque maior e muito justo pela sua performance.
O verdadeiro prazer de Magnatas do Crime, no entanto, está na maneira como Guy Ritchie constrói esse universo.
Aqui encontramos praticamente todos os elementos que fizeram sua fama: criminosos excêntricos, diálogos afiados, humor negro, violência inesperada, personagens imprevisíveis e reviravoltas que podem transformar completamente uma situação em poucos minutos.
Assistir à primeira temporada funciona como um filme de 8 horas de Guy Ritchie, onde ele consegue desenvolver magistralmente seus personagens.
Já na segunda temporada, ele conseguiu ampliar consideravelmente essa proposta. Um ano depois dos acontecimentos iniciais, Eddie já não é simplesmente o aristocrata tentando descobrir como sobreviver ao mundo criminoso. Ele passou a abraçar as possibilidades daquele universo e pretende expandir seus negócios. A operação deixa as terras da família na Inglaterra, sempre com uma fotografia mais fria e que exalta o universo da elite britânica, e chega até as luxuosas propriedades da Itália, com uma fotografia ensolarada e cores vibrantes.
Entre uma temporada e outra, percebemos as mudanças claras na personalidade do protagonista. Eddie começa a entender que talvez não esteja apenas tentando sobreviver naquele mundo — talvez realmente queira fazer parte dele, o que torna todas as suas decisões mais perigosas e divertidas, trazendo mais drama e violência à série.
Com todos os 16 episódios já disponíveis na Netflix, a produção foi oficialmente renovada para uma 3ª temporada.
TERRA DA MÁFIA (MobLand, 2025- ) – Série com 2 temporadas

Divulgação: Paramount Press Express
Onde assistir: Paramount+
2 temporadas com 20 episódios
Gênero: Drama | Ação | Crime
📊 IMDb: 8,3/10
🍅 Rotten Tomatoes: 83% (Crítica) | 69% (Público)
Sinopse: Harry Da Souza (Tom Hardy) é um experiente solucionador de problemas que trabalha para a poderosa família Harrigan, envolvida em uma violenta disputa pelo controle do submundo criminoso de Londres. Quando tensões entre os Harrigans e seus rivais aumentam, Harry precisa circular entre diferentes interesses e alianças enquanto tenta impedir que a guerra pelo poder saia completamente de controle. No centro do conflito estão Conrad Harrigan (Pierce Brosnan) e Maeve Harrigan (Helen Mirren), um casal poderoso cuja própria família começa a ser ameaçada pelas consequências de suas escolhas.
Criador: Ronan Bennett
Produção executiva: Guy Ritchie, Ronan Bennett e outros
Direção: Guy Ritchie e outros
Elenco principal: Tom Hardy (Harry Da Souza), Pierce Brosnan (Conrad Harrigan), Helen Mirren (Maeve Harrigan), Paddy Considine (Kevin Harrigan), Joanne Froggatt (Jan Da Souza), Lara Pulver (Bella Harrigan), Anson Boon (Eddie Harrigan), Mandeep Dhillon (Seraphina Harrigan), Toby Jones (Colin Tattersall)
⭐ POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?
Se Magnatas do Crime representa um Guy Ritchie mais divertido, irreverente e exagerado, Terra da Máfia apresenta uma versão muito mais sombria do universo criminal associado ao cineasta. E talvez essa seja justamente a maior surpresa da produção.
Criada por Ronan Bennett, a série não é uma criação exclusiva de Ritchie. O diretor atua como produtor executivo e comandou os dois primeiros episódios, ajudando a estabelecer a identidade visual e o tom da narrativa.
O elenco sensacional é um dos principais destaques da obra. Tom Hardy, Pierce Brosnan e Helen Mirren formam o núcleo de uma história marcada por poder, violência, traições e conflitos familiares. É difícil imaginar combinação mais interessante para uma produção sobre o submundo criminoso britânico.
Tom Hardy assume o papel de Harry Da Souza, um homem que parece sempre saber exatamente o que fazer quando tudo está prestes a explodir. O personagem funciona como uma espécie de mediador dentro daquele universo, circulando entre criminosos poderosos e tentando apagar incêndios antes que eles se transformem em guerras.
Mas é a presença de Pierce Brosnan e Helen Mirren que acrescenta uma camada especial à produção. Como Conrad e Maeve Harrigan, os dois formam um casal poderoso, sofisticado e extremamente perigoso. Por trás da aparência elegante existe uma família marcada por disputas internas, ambição e uma brutalidade que vai sendo revelada gradualmente. A presença dos dois em tela nos deixa inquietos, assim como a todos os demais personagens, pois ambos são como nitroglicerina, prestes a explodir a qualquer instante.
Com três episódios já exibidos no momento do lançamento desta matéria, a segunda temporada conseguiu aumentar ainda mais essa tensão. Depois dos acontecimentos da primeira temporada, os Harrigans precisam demonstrar unidade enquanto rivais ameaçam o império criminoso da família. Harry, por sua vez, continua preso no centro dessa disputa, tentando equilibrar interesses que parecem cada vez mais impossíveis de conciliar.
Com episódios sendo lançados semanalmente no Paramount+ desde 18 de setembro deste ano, a série já foi renovada para uma 3ª temporada.
Apesar da premissa levemente parecida com Magnatas do Crime, abordando o universo de gangsters no submundo britânico nos dias atuais, particularmente gosto bastante do fato de Terra da Máfia não tentar ser uma cópia de Magnatas do Crime. As duas produções compartilham a influência de Guy Ritchie e famílias do crime organizado, mas seguem caminhos bem distintos. Aqui, temos menos humor e mais tensão.
Terra da Máfia é uma série sobre poder, família, lealdade e sobrevivência, conduzida por um elenco de primeira linha e por uma narrativa que entende que, no mundo do crime, uma decisão errada pode custar muito mais do que dinheiro.
GUY RITCHIE: DO CINEMA ÀS SÉRIES
Existe algo particularmente interessante quando colocamos essas quatro produções lado a lado.
Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) e Snatch – Porcos e Diamantes (2000) representam o início da carreira de Guy Ritchie e ajudaram a estabelecer a assinatura que o tornou conhecido mundialmente.
Já Magnatas do Crime (2024- ) e Terra da Máfia (2025- ) mostram como algumas dessas características podem ser transportadas para o universo das séries, permitindo que o diretor explore personagens, relações e conflitos durante várias horas.
É claro que Ritchie fez muito mais do que filmes de gângster ao longo da carreira. Ele dirigiu ótimos longas, como Sherlock Holmes (2009), Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (2011), O Agente da U.N.C.L.E. (2015), Aladdin (2019), O Pacto (2023), dentre outras grandes produções hollywoodianas. No entanto, existe algo especial quando ele retorna ao terreno que o consagrou.
E talvez seja justamente por isso que esses filmes e séries formem uma ótima porta de entrada para quem quer conhecer ou revisitar sua filmografia.
Como cinéfilo, gosto particularmente de diretores que possuem uma identidade reconhecível. Em uma época em que tantas produções parecem visualmente intercambiáveis, excessivamente padronizadas e cada vez mais preocupadas em seguir fórmulas, Guy Ritchie continua sendo facilmente identificável e dono de uma linguagem própria.
Isso, por si só, já é um excelente motivo para colocar estas quatro produções na sua lista.
E você, já conhecia estes filmes e séries de Guy Ritchie? Qual deles é o seu favorito? Comente abaixo e compartilhe a matéria com aquele amigo que também vive garimpando boas produções no cinema e no streaming.
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