3 INCRÍVEIS SÉRIES DE TERROR QUE MERECEM ENTRAR NO SEU RADAR

Por 23/10/2026No Comments20 min de leitura

3 INCRÍVEIS SÉRIES DE TERROR

Alfred Hitchcock, o lendário cineasta mestre do suspense e diretor de obras icônicas como Psicose (1960) e Um Corpo que Cai (1958), disse uma vez que “Acredita em colocar o horror na mente do público, e não necessariamente na tela“. Esta frase resume brilhantemente uma das grandes virtudes do gênero de terror nos cinemas e nas séries: a capacidade de provocar emoções intensas, despertar nossos medos mais profundos e transformar aquilo que não vemos em algo muito mais assustador do que vemos em tela.

A verdade é que poucos gêneros conseguem provocar sensações tão contraditórias quanto o terror. Sentimos medo, tensão e desconforto diante de histórias que nos colocam frente a frente com o desconhecido, mas, ao mesmo tempo, somos irresistivelmente atraídos por elas. Talvez esteja justamente aí o fascínio dessas narrativas: experimentamos emoções intensas, enfrentamos nossos medos em um ambiente seguro e, quando os créditos aparecem, ficamos com aquela estranha vontade de voltar a sentir tudo novamente.

Infelizmente, a enxurrada anual de lançamentos nos serviços de streaming nem sempre vem acompanhada de qualidade. Entre sustos previsíveis, roteiros frágeis, clichês desgastados e histórias que apostam mais no choque — com os famosos e malfadados jump scares — do que na construção de uma atmosfera perturbadora, encontrar séries de terror que realmente mereçam nosso tempo exige um pouco de garimpo. E é justamente essa busca por boas histórias que continua alimentando minha paixão pelo cinema e pelas séries.

Para quem, assim como eu, aprecia narrativas bem construídas, personagens marcantes e histórias capazes de explorar o medo em suas mais variadas formas, preparei uma seleção que merece atenção. Carrie, A Estranha (2026- ), Crystal Lake (2026- ) e Penny Dreadful (2014-2016) representam três caminhos bastante distintos dentro do universo do horror: o terror psicológico e sobrenatural inspirado na obra de Stephen King, a atmosfera mortal que expande o universo slasher de Sexta-Feira 13 e o horror gótico que reúne criaturas lendárias, conflitos humanos e pesadelos da era vitoriana.

São propostas diferentes, mas que compartilham o potencial de transformar o medo em uma experiência envolvente, inquietante e, acima de tudo, memorável. Afinal, quando uma boa história encontra o terror, o resultado pode ir muito além de alguns sustos: pode permanecer na nossa cabeça muito depois de a tela escurecer. Confira as três séries que merecem entrar no seu radar!

CARRIE, A ESTRANHA (Carrie, 2026- )

Divulgação: Amazon MGM Studios

Onde assistir: Prime Video

1 temporada com 8 episódios

Gênero: Terror Psicológico | Drama | Terror Sobrenatural | Suspense

📊 IMDb: 7,9/10
🍅 Rotten Tomatoes: 85% (Crítica) | 82% (Público)

Sinopse: Carrie White (Summer H. Howell) é uma adolescente que precisa enfrentar um mundo hostil depois da morte repentina do pai. Criada sob a influência opressora de sua mãe, Margaret White (Samantha Sloyan), uma mulher dominada pelo fanatismo religioso, a jovem tenta encontrar seu lugar em uma escola onde a crueldade dos colegas se manifesta de maneira cada vez mais violenta. Quando episódios de humilhação ganham proporções devastadoras na era das redes sociais, Carrie começa a descobrir que possui habilidades telecinéticas extraordinárias. O que poderia representar uma oportunidade de libertação transforma-se em uma ameaça crescente, enquanto traumas, ressentimentos e desejos reprimidos se acumulam. A pergunta que conduz essa história perturbadora é simples: o que acontece quando alguém que passou a vida inteira sendo vítima finalmente descobre que pode revidar?

Criação: Mike Flanagan

Roteiro: Mike Flanagan lidera a equipe de roteiristas, com participação de outros profissionais na adaptação televisiva, baseando-se no livro homônimo de Stephen King

Direção: Mike Flanagan, Kate Siegel, Axelle Carolyn, Kyra Sedgwick e Hiromi Kamata, entre outros.

Elenco principal: Summer H. Howell (Carrie White), Samantha Sloyan (Margaret White), Siena Agudong (Sue Snell), Alison Thornton (Chris Hargensen), Joel Oulette (Tommy Ross), Josie Totah (Tina Blake), Arthur Conti (Billy Nolan), Amber Midthunder (Rita Desjardin), Matthew Lillard (Henry Grayle)

🌟 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

Poucas histórias de terror permanecem tão presentes no imaginário popular quanto Carrie, a Estranha. O romance de estreia de Stephen King, publicado em 1974, ganhou projeção mundial com a adaptação cinematográfica homônima dirigida por Brian De Palma em 1976, estrelada por Sissy Spacek. Desde então, a personagem tornou-se um dos símbolos mais reconhecíveis do horror psicológico.

A versão de Mike Flanagan, responsável por produções como A Maldição da Residência Hill (2018) e Missa da Meia-Noite (2021), aposta em uma abordagem em formato de série para aprofundar o universo da protagonista. Em vez de simplesmente reproduzir os acontecimentos já conhecidos, a adaptação atualiza os conflitos para uma realidade marcada pelo cyberbullying, pela exposição pública e pela violência amplificada pelas redes sociais.

São justamente estas diferenças que geram interesse por esta nova versão. Carrie não é apenas uma adolescente com poderes sobrenaturais: ela representa o resultado extremo de uma sociedade que frequentemente transforma as diferenças em motivo de perseguição. A relação com a mãe também acrescenta uma camada de horror íntimo, mostrando como a manipulação emocional e o fanatismo podem ser tão destrutivos quanto qualquer força sobrenatural.

A escolha de Summer H. Howell para o papel central é digna de aplausos. A atriz apresenta uma interpretação que procura oferecer novas nuances à personagem, como a maneira de expressar suas frustrações e de se defender com um otimismo quase ingênuo, sem depender exclusivamente da imagem tradicional da jovem frágil e amedrontada.

Diferentemente das adaptações cinematográficas de 1976, 2002 e 2013, que precisaram condensar a trama do romance em menos de duas horas, a série dispõe de oito episódios para aprofundar personagens e conflitos secundários. Esse espaço adicional, contudo, também exige cuidado para que a narrativa não perca força. Outro aspecto interessante é que Carrie já demonstra conhecimento e controle de seus poderes antes do baile de formatura, algo que ajuda a construir uma protagonista mais complexa do que a imagem tradicional da adolescente que só descobre sua capacidade de destruição no clímax.

Na minha opinião, apesar de alguns deslizes no que tange aos temas atuais e ao final, além das introduções muito artificiais de cada episódio (que não funcionaram na maior parte deles), o saldo foi bem positivo, com abertura, inclusive, para outras temporadas.

Minhas recomendações: Para quem aprecia o terror mesclado a dramas sobre relações humanas, Carrie, a Estranha merece atenção especial. Mais do que sustos fáceis, a série trabalha com a angústia de uma adolescente que tenta sobreviver a um ambiente empenhado em destruí-la, introduzindo dilemas atuais, como as redes sociais e a impotência de educadores diante do cyberbullying.

🎯 CURIOSIDADES

  • Foi o primeiro romance de Stephen King: publicado em 1974, Carrie foi o livro que lançou a carreira editorial do escritor no mercado norte-americano.
  • A adaptação nos cinemas virou referência: o filme de 1976, dirigido por Brian De Palma, recebeu duas indicações ao Oscar, incluindo uma para Sissy Spacek como melhor atriz.
  • Uma nova interpretação: Summer H. Howell construiu sua versão de Carrie sem depender diretamente das interpretações anteriores, buscando conferir identidade própria à personagem.
  • Mike Flanagan e Stephen King: o cineasta já adaptou outras obras do escritor, incluindo Jogo Perigoso (2017) e Doutor Sono (2019), consolidando uma parceria especialmente interessante para os fãs do horror.
  • O medo na era digital: a nova série atualiza a perseguição sofrida por Carrie para um ambiente em que vídeos, comentários e humilhações podem alcançar milhares de pessoas em questão de minutos.

CRYSTAL LAKE (2026- )

Divulgação: A24

Onde assistir: Universal+ (assinatura dentro do Prime Video)

1 temporada com 8 episódios

Gênero: Terror Slasher | Drama | Mistério | Suspense

📊 IMDb: 7,7/10
🍅 Rotten Tomatoes: 76% (Crítica) | 88% (Público)

Sinopse: Muito antes de Jason Voorhees se tornar um dos assassinos mais temidos da história do cinema, sua mãe, Pamela Voorhees (Linda Cardellini), levava uma vida marcada por dificuldades e conflitos. Ambientada antes dos acontecimentos do primeiro Sexta-Feira 13, a série acompanha o desespero de Pamela depois que seu filho, Jason (Callum Vinson), desaparece após um suposto acidente fatal no acampamento de Crystal Lake. Incapaz de aceitar a perda, ela se agarra à esperança de que o menino ainda esteja vivo, enquanto mortes misteriosas começam a perturbar a comunidade. O chefe de polícia Levon Brooks (William Catlett) aproxima-se de Pamela, ao mesmo tempo que sua irmã, a jornalista Brianna Brooks (Devin Kessler), investiga os acontecimentos. Entre segredos do passado, suspeitas e uma crescente atmosfera de violência, a história procura revelar como a tragédia e a obsessão podem conduzir uma pessoa a um caminho sem retorno.

Criação: Brad Caleb Kane

Roteiro: Brad Caleb Kane e equipe de roteiristas da produção, com nomes como Bryan Fuller, Evan Endicott e Josh Stoddard

Direção: Logan George, Michael Lennox, Celine Held, Quyen Tran

Elenco principal: Linda Cardellini (Pamela Voorhees), Callum Vinson (Jason Voorhees), William Catlett (Chefe Levon Brooks), Devin Kessler (Brianna Brooks), Gwendolyn Sundstrom (Grace Snell), Cameron Scoggins (Policial Dorf), Hamish Linklater (Elias Voorhees)

🌟 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

A franquia Sexta-Feira 13 ocupa um lugar especial na história do cinema de horror e na minha infância e adolescência. Desde o lançamento do filme original, em 1980, Jason Voorhees se tornou um ícone cultural, reconhecido por sua máscara de hóquei (introduzida no 3º filme da franquia), sua força brutal e suas perseguições implacáveis.

Mas existe uma particularidade que torna Crystal Lake especialmente interessante: no primeiro filme, o assassino responsável pelos crimes é Pamela Voorhees, e não o Jason que se tornaria o assassino memorável e assustador das continuações. Interpretada originalmente por Betsy Palmer, a personagem sempre foi essencial para a mitologia da franquia, embora sua história tenha recebido menos atenção do que a do filho.

A série aproveita essa oportunidade para investigar as origens de Pamela e os acontecimentos que antecedem a transformação do acampamento em um cenário lendário do terror. A interpretação de Linda Cardellini é um dos principais atrativos, pois a atriz precisa equilibrar brilhantemente a vulnerabilidade de uma mãe enlutada com os sinais de uma personalidade cada vez mais insana e perturbadora.

Outro acerto da produção está na decisão de ampliar o universo da franquia. Em vez de se limitar à fórmula tradicional do assassino perseguindo adolescentes em um acampamento, a produção incorpora mistérios, relações pessoais e conflitos da comunidade de Crystal Lake. Essa ambição ajudou a enriquecer a narrativa, mesmo arriscando a explicar excessivamente a mitologia de uma franquia cujo fascínio original estava justamente na simplicidade brutal de seus pesadelos. Na minha opinião, as lacunas deixadas pelos filmes foram quase todas preenchidas com muita maestria, como o hiato entre as mortes de um casal de monitores e dos hippies acampados à beira do lago.

Com uma fotografia que remete aos filmes clássicos dos anos 80, incluindo o lettering e os cortes abruptos entre as cenas, assim como o figurino e os penteados dos personagens, a produção me surpreendeu muito positivamente. A série também incorpora referências e personagens ligados ao filme original de 1980, procurando integrá-los à nova narrativa sem perder o vínculo com a mitologia que transformou Crystal Lake em um dos cenários mais reconhecíveis do terror. Algumas cenas e locações, inclusive, estão assustadoramente similares ao clássico de 1980.

Um dos pontos que mais gerou debate entre os saudosistas é quanto à origem não sobrenatural dos “poderes de força e sobrevivência” de Jason. Na minha opinião, como fã nostálgico da saga de filmes, acertaram em cheio nas ideias de origem, com destaque especial para o 7º episódio, e conseguiram deixar ganchos para uma nova temporada que pode explorar ainda mais os segredos por trás de um dos mais famosos “monstros” do universo pop do horror mundial.

Minhas recomendações: A curiosidade em torno de Pamela Voorhees é um dos principais motivos para dar uma chance à série. Entretanto, mesmo quem não conhece profundamente a franquia pode se interessar pela atmosfera nostálgica, pelas mortes elaboradas, pelas maquiagens, pelos efeitos especiais e pela maneira como a violência dialoga com o slasher clássico. O roteiro também oferece bons motivos para acompanhar os mistérios de Crystal Lake. Tenho amigos e colegas que, depois de assistir à série, ficaram com vontade de revisitar os primeiros filmes da franquia.

🎯 CURIOSIDADES

  • A origem vem antes da lenda: a série funciona como uma prequela dos acontecimentos do filme original de 1980, explorando uma fase anterior à consolidação de Jason como o grande vilão da franquia.
  • Pamela Voorhees no centro da história: Linda Cardellini assume um papel fundamental ao interpretar uma personagem que, no cinema, ficou conhecida sobretudo por sua participação no primeiro filme.
  • A franquia tem uma longa trajetória: desde 1980, Sexta-Feira 13 acumulou doze filmes, contando a produção crossover Freddy vs. Jason (2003).
  • O acampamento Crystal Lake é quase um personagem: Crystal Lake representa muito mais do que um cenário. Seu nome está diretamente associado aos acontecimentos trágicos que alimentam a mitologia da franquia.
  • Uma nova perspectiva sobre o terror: ao colocar Pamela no centro da narrativa, a série procura explorar o luto, a obsessão e a transformação psicológica que antecedem a violência.

PENNY DREADFUL (2014-2016)

Divulgação: Showtime

Onde assistir: Paramount+

3 temporadas, com um total de 27 episódios

Gênero: Terror Gótico | Fantasia | Drama de época | Suspense | Horror sobrenatural

📊 IMDb: 8,2/10
🍅 Rotten Tomatoes: 91% (Crítica) | 90% (Público)

Sinopse: Na Londres vitoriana, uma cidade envolta em neblina, superstição e decadência, forças sobrenaturais ameaçam romper os limites entre o mundo dos vivos e o das criaturas que habitam as sombras. Sir Malcolm Murray (Timothy Dalton), um explorador marcado pelo desaparecimento da filha, une-se à misteriosa Vanessa Ives (Eva Green), uma mulher dotada de habilidades mediúnicas, e ao aventureiro norte-americano Ethan Chandler (Josh Hartnett) para enfrentar ameaças que desafiam qualquer explicação racional. Nesse universo sombrio, eles cruzam caminhos com o cientista Victor Frankenstein (Harry Treadaway), o enigmático Dorian Gray (Reeve Carney) e outras figuras inspiradas na literatura clássica. Entre possessões, experiências científicas, desejos proibidos e confrontos com entidades malignas, cada personagem precisa lidar com seus próprios demônios. O resultado é uma jornada gótica em que os monstros nem sempre são aqueles que apresentam as aparências mais assustadoras.

Criação: John Logan

Roteiro: John Logan, Andrew Hinderaker, Krysty Wilson-Cairns

Direção: Juan Antonio Bayona, Dearbhla Walsh, Coky Giedroyc, James Hawes, dentre outros

Elenco principal: Eva Green (Vanessa Ives), Timothy Dalton (Sir Malcolm Murray), Josh Hartnett (Ethan Chandler), Harry Treadaway (Dr. Victor Frankenstein), Reeve Carney (Dorian Gray), Billie Piper (Brona Croft/Lily), Rory Kinnear (a Criatura de Frankenstein), Danny Sapani (Sembene)

🌟 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

Se as duas primeiras séries desta seleção exploram o terror a partir da violência e da tragédia, Penny Dreadful representa uma experiência bem diferente: sofisticada, literária, atmosférica e profundamente interessada nos conflitos psicológicos de seus personagens durante a Inglaterra vitoriana.

Criada por John Logan, Penny Dreadful é uma carta de amor aos clássicos do terror gótico, com uma abordagem madura e estilisticamente impecável. Ela reúne referências de obras como Frankenstein, de Mary Shelley, O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, e Drácula, de Bram Stoker, além de monstros clássicos como Lobisomes, bruxas, vampiros dentre outros. Em vez de simplesmente transportar essas figuras para uma mesma história, a série procura explorar suas inquietações, seus desejos e suas contradições.

Entre os principais destaques estão a interpretação intensa de Eva Green (frequentemente citada como uma das melhores atuações da TV na década), a fotografia fascinante, a direção artística rica em detalhes e a narrativa que mistura horror, erotismo, melancolia e existencialismo. É uma obra que explora a monstruosidade humana e sobrenatural com profundidade psicológica, sem jamais subestimar o espectador. Destaco também o excelente trabalho de Josh Hartnett (Ethan Chandler), Timothy Dalton (Sir Malcolm Murray) e Rory Kinnear (A Criatura / John Clare), que ajudam a dar profundidade a uma narrativa capaz de reunir personagens e monstros clássicos sem perder de vista seus conflitos humanos.

O episódio piloto é um dos mais impressionantes que já assisti, e ao longo de três ótimas temporadas temos inúmeras cenas de “deixar o queixo caído”, como a cena de exorcismo e a revelação do verdadeiro monstro de Frankenstein.

A série, no entanto, não é para todos os gostos. Seu ritmo pode ser deliberadamente lento, com diálogos frequentemente literários e algumas passagens que exigem paciência. Mas esses elementos fazem parte de sua identidade e ajudam a diferenciá-la de produções que apostam em uma sucessão incessante de acontecimentos lotados de jump scares. Na minha humilde opinião, é uma das maiores preciosidades do gênero já criadas.

Minhas recomendações: Penny Dreadful é a escolha mais indicada para quem procura terror com densidade dramática, personagens fascinantes e uma ambientação capaz de transportar o espectador para outra época. Entre as três produções desta matéria, é também aquela que apresenta a trajetória mais consolidada, com três temporadas concluídas e uma ótima recepção da crítica e do público.

🎯 CURIOSIDADES

  • O título tem origem histórica: os penny dreadfuls eram publicações populares britânicas do século XIX, vendidas a preços baixos e conhecidas por suas histórias sensacionalistas de crimes, mistérios e horror.
  • Eva Green recusou inicialmente o papel por achar a personagem Vanessa emocionalmente desgastante, mas após insistência do criador John Logan, aceitou e se tornou o grande coração da série.
  • John Logan no comando: o criador também escreveu grande parte dos episódios, contribuindo para a unidade temática e o estilo literário da produção. Ele já havia sido indicado ao Oscar por O Aviador (2004) e Gladiador (2000), e trouxe à série sua sensibilidade teatral e dramática.
  • A produção recebeu elogios consistentes por maquiagem e figurino, sendo indicada a diversos prêmios e ganhando destaque em cerimônias como o BAFTA e o Satellite Awards.
  • Uma história com começo, meio e fim: a produção original foi encerrada após três temporadas e 27 episódios, oferecendo uma trajetória narrativa concluída, em vez de permanecer indefinidamente à espera de renovação.

QUAL DELAS MERECE ENTRAR PRIMEIRO NA SUA LISTA?

As três séries demonstram como o terror pode assumir formas muito diferentes sem perder sua capacidade de fascinar.

Carrie, a Estranha aposta no sofrimento de uma adolescente e no potencial destrutivo da crueldade humana, atualizando uma história clássica para a era digital. Crystal Lake procura ampliar a mitologia de uma das franquias mais populares do slasher, investigando os acontecimentos que antecederam a transformação de Jason Voorhees em lenda. Já Penny Dreadful oferece uma combinação de literatura, drama e horror gótico que recompensa quem aprecia histórias mais elaboradas.

Minha sugestão é escolher de acordo com o tipo de experiência que você procura: tensão psicológica, violência e mistério ou uma imersão em um universo sobrenatural de inspiração literária.

E vale lembrar: nem todo grande terror precisa reinventar o gênero. Às vezes, basta contar uma boa história, construir personagens memoráveis e compreender que o medo mais duradouro é aquele que continua conosco mesmo depois que a tela escurece.

Agora quero saber a sua opinião: qual dessas séries mais desperta sua curiosidade? E existe alguma outra produção de terror que você considera indispensável? Comente abaixo e compartilhe com seus amigos e em suas redes sociais.

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