OS 10 FILMES MAIS AGUARDADOS DESTE 2º SEMESTRE

Por 14/08/2026No Comments25 min de leitura
OS 10 FILMES MAIS AGUARDADOS DESTE 2º SEMESTRE

OS 10 FILMES MAIS AGUARDADOS DESTE 2º SEMESTRE

Se no primeiro semestre de 2026 tivemos alguns grandes filmes e algumas surpresas bastante agradáveis, prepare-se para a segunda metade do ano, que virá recheada de obras com grande potencial. De agosto a dezembro, teremos longas de animação, terror, ficção científica, adaptações de games, dramas baseados em acontecimentos reais, super-heróis, monstros gigantes e, principalmente, algumas das franquias mais populares da história do cinema sendo retomadas ou encerradas.

Como a matéria da semana passada, onde listei as 14 séries mais aguardadas deste 2º semestre, selecionei aqui os 10 filmes que considero indispensáveis no radar de qualquer cinéfilo. Alguns chegam cercados por enorme expectativa; outros carregam o peso de franquias consagradas; e há ainda aqueles que despertam curiosidade justamente por representarem uma aposta diferente de Hollywood.

E existe um detalhe particularmente interessante: depois dos arrasa-quarteirões A Odisseia e Homem-Aranha: um Novo Dia, estreantes de julho/26 que superaram com tranquilidade a barreira de US$ 1 Bilhão em bilheteria mundial (Homem-Aranha: Um Novo Dia está prestes a alcançar US$ 2 Bilhões enquanto escrevo esta matéria), a reta final de 2026 promete um outro verdadeiro duelo de gigantes. Vingadores: Doutor Destino e Duna: Parte Três estão atualmente programados para chegar aos cinemas no mesmo dia, 18 de dezembro, algo que pode transformar o fim do ano em uma das maiores disputas de bilheteria dos últimos tempos.

Então, prepare a agenda, escolha seus melhores lugares no cinema e confira os 10 FILMES MAIS AGUARDADOS DESTE 2º SEMESTRE, dispostos abaixo em ordem de estreia!

COYOTE VS. ACME (2026)

Data de estreia: 27/agosto – Cinemas

Gênero: Comédia | Aventura | Família

Sinopse: Depois de passar uma vida inteira sendo vítima das próprias armadilhas, Wile E. Coyote finalmente decide parar de correr atrás do Papa-Léguas e partir para a ofensiva contra a empresa que considera responsável por todas as suas desgraças: a Acme Corporation. Para isso, ele conta com a ajuda do advogado Kevin Avery (Will Forte), que aceita enfrentar a gigantesca companhia em uma batalha judicial tão absurda quanto divertida.

Enquanto Paige Avery (Lana Condor) e Sal Maltese (Tone Bell) entram na confusão, Buddy Crane (John Cena), antigo chefe de Kevin, assume a defesa da Acme. Misturando atores reais e personagens clássicos dos Looney Tunes, o filme transforma uma das maiores vítimas da história da animação em um improvável herói de tribunal.

Roteiro: Samy Burch, James Gunn e Jeremy Slater

Direção: Dave Green

Elenco principal: John Cena (Buddy Crane), Will Forte (Kevin Avery), Lana Condor (Paige Avery), Tone Bell (Sal Maltese), Eric Bauza (Pernalonga, Patolino, Gaguinho, Frangolino e outros personagens dos Looney Tunes)

💡 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

Confesso que Coyote vs. Acme já me conquistou antes mesmo de chegar aos cinemas. Como fã dos Looney Tunes (Pernalonga e sua turma) desde minha infância e um cinéfico sempre fascinado por obras que mesclam animações 2D com personagens e ambientes em live-action, como os excelentes Uma Cilada para Roger Rabbit (Who Framed Roger Rabbit, 1988) e Space Jam – O Jogo do Século (Space Jam, 1996), não é nada difícil torcer por um filme que se recusou a morrer. Depois de ser engavetado pela Warner Bros., o longa encontrou uma nova casa e finalmente chega ao público neste mês.

A ideia de transformar o eterno azarado Wile E. Coyote em alguém que decide processar a Acme é simplesmente deliciosa. É nostalgia, comédia e uma boa dose de ironia contra grandes corporações. Para quem cresceu acompanhando o Coiote se explodindo, despencando de penhascos e sendo vítima de suas próprias armadilhas, será impossível não sentir aquele gostinho de infância — só que agora ele finalmente terá a chance de dar o troco.

O HOMEM DOS SUSSURROS (The Whisper Man, 2026)

Data de estreia: 28/agosto – Netflix

Gênero: Suspense | Crime | Drama

Sinopse: Quando seu filho de oito anos desaparece misteriosamente, o escritor de crimes Tom Kennedy (Adam Scott) precisa deixar de lado o luto pela morte da esposa e mergulhar em um pesadelo que parece ter saído de seus próprios livros.

Sem saber a quem recorrer, ele procura o pai, Peter Willis (Robert De Niro), um ex-detetive aposentado que ajudou a colocar atrás das grades um serial killer conhecido como O Homem dos Sussurros. Amanda Beck (Michelle Monaghan) também faz parte desse círculo familiar marcado por segredos, enquanto a investigação revela uma ligação perturbadora entre o desaparecimento do garoto e um caso que deveria ter sido encerrado décadas antes. Quanto mais Tom se aproxima da verdade, mais fica claro que alguns crimes não desaparecem simplesmente porque seus responsáveis foram presos.

Roteiro: Ben Jacoby, baseado no romance homônimo de Alex North

Direção: James Ashcroft

Elenco principal: Adam Scott (Tom Kennedy), Robert De Niro (Peter Willis), Michelle Monaghan (Amanda Beck), Michael Keaton, Hamish Linklater, John Carroll Lynch

💡 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

Gosto muito de thrillers que sabem misturar investigação policial com dramas familiares, e O Homem dos Sussurros parece apostar exatamente nessa combinação. Um pai procura o filho desaparecido e precisa recorrer ao próprio pai, um ex-detetive que colocou um serial killer atrás das grades — criminoso que agora pode estar ligado ao desaparecimento.

O grande atrativo está justamente aí: não teremos apenas um mistério para solucionar, mas uma família cheia de feridas para enfrentar. E quando Robert De Niro entra em cena como um policial aposentado que conhece os métodos de um assassino, a expectativa aumenta consideravelmente. É o tipo de suspense que espero que nos faça desconfiar de todos até os minutos finais.

Além disso, esta é a primeira adaptação de um dos best-sellers de Alex North, que é reconhecido internacionalmente pelos seus ótimos romances. Com o sucesso desta adaptação, podemos aguardar novos filmes (ou séries) de obras como Flores Negras, Quarto Escuro, O Amigo das Sombras, A Casa Meio Queimada e The Man Made of Smoke (título ainda não traduzido no Brasil).

RESIDENT EVIL (2026)

Data de estreia: 17/setembro de 2026 – Cinemas

Gênero: Terror | Ação | Ficção científica

Sinopse: Bryan (Austin Abrams) é um entregador médico que recebe uma missão aparentemente simples: levar uma encomenda até um hospital remoto nos arredores de Raccoon City. O problema é que aquela noite está prestes a se transformar em um pesadelo. Ao se deparar com um surto envolvendo criaturas mutantes e experiências biológicas aterrorizantes, Bryan precisa lutar pela própria sobrevivência enquanto tenta descobrir o que realmente aconteceu naquele lugar. Dave (Zach Cherry), Pauline (Kali Reis), Carl (Paul Walter Hauser) e Max (Johnno Wilson) também se tornam peças importantes em uma corrida desesperada contra uma ameaça que cresce a cada minuto.

Roteiro: Zach Cregger e Shay Hatten

Direção: Zach Cregger

Elenco principal: Austin Abrams (Bryan), Paul Walter Hauser (Carl), Zach Cherry (Dave), Kali Reis (Pauline), Johnno Wilson (Max)

💡 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

Depois de tantas adaptações que dividiram os fãs, Resident Evil ganha uma nova oportunidade de fazer aquilo que os jogos sempre fizeram tão bem: nos deixar desconfortáveis quando simplesmente atravessamos um corredor escuro. A presença de Zach Cregger, diretor de Noites Brutais (Barbarian, 2022), é um dos principais motivos para acreditar que o terror será levado a sério.

Particularmente, o que espero é que o filme recupere aquela sensação de vulnerabilidade dos primeiros jogos, com pouca informação, muito mistério e a certeza de que alguma coisa horrível pode estar esperando logo depois da próxima porta. Apesar de considerar receoso não trazer alguns dos ótimos personagens da série de jogos, como Leon Kennedy, Jill Valentine, Chris Redfield ou Claire Redfield, se este longa conseguir pelo menos devolver ao público o medo de olhar para trás, já será um grande alento após as desastrosas adaptações mais recentes.

O OUTRO LADO DAS REDES (The Social Reckoning, 2026)

Data de estreia: 09/outubro – Cinemas

Gênero: Drama | Biografia | Suspense

Sinopse: Dezesseis anos depois de transformar a criação do Facebook em um dos filmes mais celebrados de sua geração, Aaron Sorkin retorna ao universo das redes sociais para contar uma história muito diferente. Frances Haugen (Mikey Madison), uma jovem engenheira do Facebook, decide revelar documentos internos da empresa e procura a ajuda do jornalista Jeff Horwitz (Jeremy Allen White), do Wall Street Journal.

A parceria entre os dois desencadeia uma investigação que ameaça expor alguns dos segredos mais protegidos da gigantesca rede social, enquanto Mark Zuckerberg (Jeremy Strong) se vê novamente no centro de uma tempestade pública. Inspirado nos acontecimentos que deram origem à investigação jornalística conhecida como The Facebook Files, o longa examina as consequências de uma tecnologia que deixou de ser apenas uma ferramenta de comunicação para se tornar uma força capaz de influenciar sociedades inteiras.

Roteiro: Aaron Sorkin

Direção: Aaron Sorkin

Elenco principal: Mikey Madison (Frances Haugen), Jeremy Allen White (Jeff Horwitz), Jeremy Strong (Mark Zuckerberg), Wunmi Mosaku, Betty Gilpin, Billy Magnussen, Bill Burr

💡 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

Mais de 15 anos depois de A Rede Social (The Social Network, 2010), Aaron Sorkin retorna a um assunto que se tornou ainda mais relevante: o poder e os impactos das redes sociais. Desta vez, a história mergulha nos bastidores das denúncias de Frances Haugen e dos chamados Facebook Files, colocando novamente Mark Zuckerberg no centro da discussão.

O que me desperta curiosidade é justamente perceber como o mundo mudou desde 2010. Naquela época, o Facebook parecia representar o futuro. Hoje, discutimos algoritmos, desinformação, privacidade e os efeitos das plataformas (hoje com o conglomerado Meta que reune Facebook, Instagram e Whatsapp) sobre a sociedade, além de seu papel disruptivo como fonte de informações diante das incrédulas mídias impressas e televisivas. Jeremy Strong ainda assume o desafio de interpretar Zuckerberg, depois de procurar compreender o próprio personagem diretamente com o empresário.

STREET FIGHTER (2026)

Data de estreia: 15/outubro – Cinemas

Gênero: Ação | Aventura | Artes marciais

Sinopse: Ambientado em 1993, o filme coloca Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo) novamente no centro de uma disputa internacional quando a misteriosa Chun-Li (Callina Liang) os recruta para participar do World Warrior Tournament. O que inicialmente parece apenas uma competição entre os maiores lutadores do planeta rapidamente se transforma em uma conspiração mortal que obriga antigos rivais a confrontarem não apenas seus adversários, mas também os fantasmas de seus próprios passados.

Enquanto Akuma (Joe Anoa’i), M. Bison (David Dastmalchian), Guile (Cody Rhodes), Balrog (Curtis “50 Cent” Jackson), Blanka (Jason Momoa), Dhalsim (Vidyut Jammwal), Vega (Orville Peck) e Zangief (Olivier Richters) entram na batalha, o torneio deixa de ser apenas uma disputa pelo título de maior guerreiro do mundo.

Roteiro: T.J. Fixman e Kitao Sakurai, a partir de história de Dalan Musson e Gary Dauberman

Direção: Kitao Sakurai

Elenco principal: Andrew Koji (Ryu), Noah Centineo (Ken Masters), Callina Liang (Chun-Li), Joe Anoa’i (Akuma), David Dastmalchian (M. Bison), Cody Rhodes (Guile), Curtis “50 Cent” Jackson (Balrog), Jason Momoa (Blanka), Vidyut Jammwal (Dhalsim), Orville Peck (Vega), Olivier Richters (Zangief), Andrew Schulz (Dan Hibiki), Eric André (Don Sauvage)

💡 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

Poucas coisas despertam tanta nostalgia em quem viveu os anos 1980 e 1990 quanto ouvir os nomes Ryu, Ken, Chun-Li, Vega e M. Bison. Para quem passava horas diante dos fliperamas (e depois em consoles) tentando dominar um Hadouken, uma nova adaptação de Street Fighter já chega carregada de expectativa.

O segredo do sucesso desta adaptação, para mim, será não tentar transformar Street Fighter em algo que ele nunca pretendeu ser. Assim como mostrado nos teasers e trailers até hoje, quero exagero, personagens carismáticos, golpes impossíveis e muita diversão nonsense, sem o compromisso de transformar esta adaptação num filme sério de drama. Depois da desastrosa adaptação de 1994, chegou a hora de fazer justiça a uma das franquias mais populares dos videogames. Se o filme conseguir recuperar o espírito dos arcades, já terá conquistado uma parte importante do público.

CARA-DE-BARRO (Clayface, 2026)

Data de estreia: 22 de outubro de 2026, no Brasil

Onde assistir: Exclusivamente nos cinemas

Gênero: Terror, suspense, ficção científica

Sinopse: Matt Hagen (Tom Rhys Harries) parece estar vivendo o sonho de qualquer ator: jovem, talentoso e finalmente próximo do estrelato em Gotham. Mas sua ascensão meteórica é brutalmente interrompida quando uma ação criminosa o deixa horrivelmente desfigurado. Desesperado para recuperar sua aparência e sua carreira, Hagen aceita submeter-se a um tratamento experimental conduzido por uma equipe científica que promete devolver-lhe aquilo que perdeu. O procedimento funciona — mas cobra um preço terrível. Ao recuperar sua aparência, Matt começa também a perder o controle sobre sua própria identidade, mergulhando em uma espiral de obsessão, paranoia e vingança que o transforma na criatura conhecida como Cara-de-Barro.

Roteiro: Mike Flanagan e Hossein Amini

Direção: James Watkins

Elenco principal: Tom Rhys Harries (Matt Hagen/Cara-de-Barro), Naomi Ackie (Caitlyn Corr), Sonita Henry (Clara Finch), Max Minghella (John Borrelli), Tanya Moodie (Holly)

💡 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

Após o fracasso retumbante de Supergirl (2026) nos cinemas, Cara-de-Barro é uma das últimas tentativas de engrenar o Universo DC de James Gunn com uma proposta bem arriscada: transformar um vilão B dos quadrinhos do Batman no protagonista de um filme de terror. Em vez de seguir a cartilha tradicional dos super-heróis, a produção aposta em horror, identidade, obsessão e transformação — uma combinação que pode dar muito certo, especialmente devido a um nome muito renomado como roteirista, Mike Flanagan.

E existe uma pergunta que considero particularmente interessante: o que acontece quando o desejo de recuperar quem você era acaba destruindo completamente quem você é? Se o filme conseguir explorar essa questão sem esquecer o entretenimento, poderemos ter uma das experiências mais surpreendentes do gênero em 2026.

GODZILLA MINUS ZERO (2026)

Data de estreia: 05/novembro – Cinemas

Gênero: Ficção científica | Ação | Terror

Sinopse: Dois anos depois dos acontecimentos de Godzilla Minus One (2023), o Japão ainda tenta reconstruir um país devastado pela guerra e pelo surgimento do gigantesco monstro que quase destruiu Tóquio. Em 1949, Kôichi Shikishima (Ryûnosuke Kamiki) e Noriko Ôishi (Minami Hamabe) tentam reconstruir suas vidas enquanto uma nova ameaça começa a se aproximar. Ao lado do biólogo Kanji Murakami (Min Tanaka), eles precisam enfrentar uma calamidade ainda maior quando Godzilla retorna, colocando novamente a sobrevivência de uma nação inteira em risco. A esperança conquistada a duras penas depois da guerra pode desaparecer em questão de minutos.

Roteiro: Takashi Yamazaki

Direção: Takashi Yamazaki

Elenco principal: Ryûnosuke Kamiki (Kôichi Shikishima), Minami Hamabe (Noriko Ôishi), Min Tanaka (Kanji Murakami), Miou Tanaka (Capitão Tatsuo Hotta)

💡 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

Depois de Godzilla Minus One (2023) conquistar público e crítica e levar para casa o Oscar de efeitos visuais, qualquer novo filme de Takashi Yamazaki chega cercado de enormes expectativas. Godzilla Minus Zero representa, portanto, um daqueles casos em que o icônico monstro japonês é apenas uma parte da história.

O que tornou Minus One tão especial foi justamente a capacidade de fazer o espectador se importar com as pessoas antes de fazê-lo admirar o espetáculo. É isso que espero novamente: personagens humanos, emoção e um Godzilla verdadeiramente ameaçador.

E, convenhamos, existe algo que simplesmente não envelhece: ver Godzilla destruindo uma cidade na tela grande. Se Yamazaki repetir a fórmula vencedora, teremos novamente muito mais do que um filme de monstros gigantes.

EU SOU O ROCKY (I Play Rocky, 2026)

Data de estreia: 19/novembro – Cinemas

Gênero: Drama | Biografia

Sinopse: Antes de Rocky Balboa se transformar em um dos personagens mais famosos da história do cinema, existia apenas um jovem ator desconhecido chamado Sylvester Stallone (Anthony Ippolito), determinado a transformar um roteiro que escrevera em realidade — mesmo quando Hollywood insistia que ele vendesse a história e deixasse outro astro interpretar o protagonista.

Ao lado de sua companheira Sasha Czack (AnnaSophia Robb), Stallone enfrenta dificuldades financeiras, rejeições e a descrença dos poderosos produtores Irwin Winkler (P.J. Byrne) e Robert Chartoff (Toby Kebbell), enquanto tenta convencer John Avildsen (Jay Duplass) a acreditar em sua visão. A história também acompanha figuras fundamentais para a criação do clássico, como Frank Stallone Sr. (Matt Dillon), Carl Weathers (Stephan James) e Burgess Meredith (Robert Morgan).

Roteiro: Peter Gamble

Direção: Peter Farrelly

Elenco principal: Anthony Ippolito (Sylvester Stallone), Matt Dillon (Frank Stallone Sr.), AnnaSophia Robb (Sasha Czack), P.J. Byrne (Irwin Winkler), Toby Kebbell (Robert Chartoff), Tracy Letts (Sandy Maddox), Jay Duplass (John Avildsen), Stephan James (Carl Weathers), Kiki Seto (Talia Shire), Robert Morgan (Burgess Meredith), Saul Stein (Sal), Trevor St. John (Grant Bader), Erik Palladino (Pete), Rob Demery (Joe Frazier)

💡 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

Este talvez seja, entre todos os filmes da lista, o que mais me desperta uma curiosidade afetiva. Afinal, Rocky – Um Lutador (Rocky, 1976) não é apenas um filme: é uma dessas obras que atravessam gerações e que figura na lista de melhores de todos os tempos de muita gente (como no meu caso). Este filme retrata justamente o momento em que tudo começou: um jovem Sylvester Stallone tentando convencer Hollywood de que ele não queria apenas vender seu roteiro — ele queria ser Rocky Balboa.

O mais bonito é perceber o paralelo: Stallone precisava lutar na vida real pelo papel de um personagem que, dentro da ficção, também lutava para provar seu valor. É quase como se a história de Rocky tivesse começado antes de Rocky existir.

Com Anthony Ippolito interpretando o jovem Stallone e Peter Farrelly na direção, o filme chega ainda às vésperas dos 50 anos do clássico original. Para mim, isso já seria suficiente para colocar Eu sou o Rocky entre os filmes mais aguardados do ano. Não por acaso, dediquei em junho deste ano uma matéria inteira aos bastidores de Rocky – Um Lutador. Aproveite e clique aqui para dar uma lida.

VINGADORES: DOUTOR DESTINO (Avengers: Doomsday, 2026)

Data de estreia: 18/dezembro – Cinemas

Gênero: Ação | Aventura | Ficção científica | Fantasia

Sinopse: O multiverso está à beira do colapso, e diferentes grupos de heróis precisam deixar de lado antigas diferenças para enfrentar uma ameaça que pode destruir realidades inteiras. Thor (Chris Hemsworth), Capitão América/Sam Wilson (Anthony Mackie), Reed Richards (Pedro Pascal), Sue Storm (Vanessa Kirby), Johnny Storm (Joseph Quinn), Ben Grimm (Ebon Moss-Bachrach), Yelena Belova (Florence Pugh), Loki (Tom Hiddleston) e diversos outros personagens se veem diante de um inimigo extraordinário: Victor von Doom, o Doutor Destino (Robert Downey Jr.).

Ao mesmo tempo, o retorno de figuras dos antigos filmes dos X-Men, como Professor Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Ciclope (James Marsden), Noturno (Alan Cumming), Fera (Kelsey Grammer), Mística (Rebecca Romijn) e Gambit (Channing Tatum), transforma a batalha em um dos maiores encontros da história do Universo Cinematográfico Marvel.

Roteiro: Michael Waldron e Stephen McFeely

Direção: Anthony Russo e Joe Russo

Elenco principal: Robert Downey Jr. (Doutor Destino), Chris Hemsworth (Thor), Anthony Mackie (Capitão América/Sam Wilson), Pedro Pascal (Sr. Fantástico), Vanessa Kirby (Mulher Invisível), Joseph Quinn (Tocha Humana), Ebon Moss-Bachrach (Coisa), Florence Pugh (Yelena Belova), Letitia Wright (Shuri/Pantera Negra), Sebastian Stan (Bucky Barnes), Paul Rudd (Homem-Formiga), Tom Hiddleston (Loki), Patrick Stewart (Professor Xavier), Ian McKellen (Magneto), James Marsden (Ciclope), Alan Cumming (Noturno), Kelsey Grammer (Fera), Rebecca Romijn (Mística), Channing Tatum (Gambit)

💡 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

Poucos acontecimentos recentes do cinema de super-heróis foram tão surpreendentes quanto descobrir que Robert Downey Jr. voltaria ao MCU — mas como Doutor Destino. E talvez seja justamente essa escolha improvável que torne este longa tão fascinante. Não podemos ignorar, no entanto, que uma das razões óbvias para trazerem de volta tanto Downey Jr. quanto uma quantidade considerável de atrizes e atores das primeiras fases da Marvel nos cinemas é o fracasso retumbante das fases 5 e 6 nos cinemas. Quase nenhum dos novos personagens emplacaram, como nos fiascos com She-Hulk, Os Eternos, As Marvels e vários outros.

Depois do impacto de Vingadores: Ultimato (2019) e, principalmente, do resultado incrível de Homem-Aranha: Um Novo Dia (2026), a Marvel precisa novamente criar aquela sensação de que estamos diante de um verdadeiro acontecimento cinematográfico. A presença dos X-Men, o retorno de personagens conhecidos e um vilão da dimensão de Doutor Destino ajudam nessa missão.

Mas existe uma pergunta que, para mim, será impossível ignorar durante a sessão: conseguiremos enxergar Victor von Doom ou passaremos o filme inteiro procurando Tony Stark por trás da máscara? Se o roteiro souber explorar essa expectativa, teremos algo muito interessante.

DUNA: PARTE TRÊS (Dune: Part Three, 2026)

Data de estreia: 18/dezembro – Cinemas

Gênero: Ficção científica | Aventura | Ação | Fantasia

Sinopse: Quase duas décadas depois de conquistar o poder e se tornar o imperador do universo conhecido, Paul Atreides (Timothée Chalamet) precisa encarar as consequências de suas próprias escolhas. Enquanto Chani (Zendaya) permanece no centro de uma trama marcada por amor, lealdade e desconfiança, a volta de antigos aliados e o surgimento de novos inimigos colocam o império de Paul em risco.

A Princesa Irulan (Florence Pugh), Lady Jessica (Rebecca Ferguson), Duncan Idaho (Jason Momoa), Alia Atreides (Anya Taylor-Joy), Stilgar (Javier Bardem) e o misterioso Scytale (Robert Pattinson) também fazem parte de uma história na qual o poder conquistado por Paul começa a cobrar um preço cada vez mais alto. Baseado em O Messias de Duna, de Frank Herbert, o filme promete levar a saga de Denis Villeneuve para uma conclusão grandiosa e muito mais sombria.

Roteiro: Denis Villeneuve e Brian K. Vaughan, baseado no romance O Messias de Duna, de Frank Herbert

Direção: Denis Villeneuve

Elenco principal: Timothée Chalamet (Paul Atreides), Zendaya (Chani), Florence Pugh (Princesa Irulan), Jason Momoa (Duncan Idaho), Rebecca Ferguson (Lady Jessica), Anya Taylor-Joy (Alia Atreides), Robert Pattinson (Scytale), Javier Bardem (Stilgar), Isaach de Bankolé (Farok), Charlotte Rampling (Reverenda Madre Mohiam), Nakoa-Wolf Momoa (Leto II), Ida Brooke (Ghanima)

💡 POR QUE VALE A PENA ASSISTIR?

Denis Villeneuve conseguiu algo raro: transformar Duna em um espetáculo cinematográfico que não depende apenas de efeitos visuais. Depois de dois filmes grandiosos, Duna: Parte Três chega para concluir a trilogia e adaptar o livro O Messias de Duna (Duna Messiah), mostrando as consequências da ascensão de Paul Atreides.

E é justamente isso que mais me interessa. Paul venceu — mas talvez essa vitória tenha sido seu maior problema. O terceiro e derradeiro capítulo da saga promete deixar de lado parte da jornada de ascensão para mergulhar no preço do poder, da religião e do fanatismo.

Para quem acompanhou os dois primeiros filmes, voltar a Arrakis será quase como reencontrar velhos conhecidos pela última vez. E, conhecendo o cinema de Villeneuve, minha expectativa é alta.

UM SEGUNDO SEMESTRE PARA ENTRAR PARA A HISTÓRIA

Se o primeiro semestre de 2026 já nos presenteou com grandes filmes e algumas surpresas muito agradáveis, tudo indica que os próximos meses serão ainda mais especiais. De agosto a dezembro, teremos terror, ficção científica, animação, adaptações de games, dramas, super-heróis e monstros gigantes disputando a atenção do público — além de franquias que prometem continuar, reinventar ou encerrar histórias que fazem parte da nossa memória cinematográfica.

O que mais gosto nesta seleção é justamente a diversidade. Temos nostalgia em Coyote vs. Acme e Street Fighter, suspense em O Homem dos Sussurros, terror em Resident Evil e Cara-de-Barro, emoção em Eu Sou o Rocky, reflexão em O Outro Lado das Redes e grandes espetáculos em Godzilla Minus Zero, Vingadores: Doutor Destino e Duna: Parte Três.

Como cinéfilo, gosto daqueles momentos em que a programação dos cinemas nos faz reservar algumas datas na agenda. E este segundo semestre tem vários deles. Alguns filmes podem superar nossas expectativas; outros, talvez, nos surpreendam de maneiras que ainda não conseguimos imaginar.

Mas essa é justamente a magia do cinema. Entrar em uma sala escura sem saber exatamente o que encontraremos do outro lado da tela. E, se 2026 entregar tudo o que esses dez filmes prometem, teremos uma reta final daquelas que, daqui a alguns anos, lembraremos com carinho e diremos: “Eu estava lá. Eu assisti na estreia.

E você? Tem mais algum filme que figura em sua lista de filmes mais aguardados? Comente abaixo e compartilhe a matéria com seus amigos em suas redes sociais. Nos vemos na próxima matéria!

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