SUPERMAN: O LEGADO DO MAIOR DOS SUPER-HERÓIS – PARTE 2

Por 12/07/2025No Comments18 min de leitura
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Em 2004, ao assistir ao filme Kill Bill: Volume 2 (2004) pela primeira vez, um diálogo mais ao final do filme, entre os personagens Bill (David Carradine) e a “Noiva” (Uma Thurman), me fascinou pela análise filosófica sobre a verdadeira identidade de Beatrix em comparação à dualidade de Clark Kent e Superman.

No decorrer dos geniais filmes da saga Kill Bill, de Quentin Tarantino, acompanhamos a vingança da “Noiva”, Beatriz Kido, contra seus algozes, liderados pelo Bill do título, que culmina com o derradeiro encontro entre os personagens, iniciado com o diálogo já citado. Transcrevo abaixo a íntegra deste diálogo para uma análise mais interessante sobre o Super.

Bill:

Agora, uma das coisas que sempre me fascinou nos quadrinhos sobre o Superman é o personagem do Superman. Ele é o único super-herói que é o alter ego do ser humano. Clark Kent não é quem ele é. Ele é quem ele veste. Quando o Superman acorda de manhã, ele é o Superman. Seu alter ego é Clark Kent. A roupa vermelha com a bota e o grande ‘S’ — essa é a manta que ele usava quando era bebê e foi enviado do planeta Krypton. Essa é sua roupa. O que Kent usa — os óculos, o terno de negócios — esse é o traje. Esse é o disfarce que o Superman usa para se misturar conosco. Clark Kent é como o Superman nos vê. E quais são as características de ClarkKent? Ele é fraco… ele é inseguro… ele é um covarde. ClarkKent é a crítica do Superman à raça humana.

(pausa — Bill encara Beatrix)

Bill:
E você tinha um disfarce, igual. Você seria Beatrix Kiddo. Mas você se tornou Arlene Plimpton. Essa era a sua Clark Kent. Um trabalho como empregada em uma locadora de vídeos… um noivo idiota — você o enganou. Mas você não conseguia me enganar. Você poderia ter dito a ele que estava carregando seu bebê. Mas você não disse, porque você sabia que, se ele soubesse a verdade, não poderia jamais amar você. Mas eu poderia. Eu fiz.

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Kill Bill Vol.2 – Imagem: Lionsgate

Essa fala revela tanto sobre a visão que Bill tem de Beatrix quanto sobre como Tarantino usou o mito do Superman como uma poderosa metáfora sobre identidade, disfarces e natureza verdadeira.

Discordo da análise de Bill, pois sob minha ótica, ainda que Kal-El chegue à Terra enrolado na manta vermelha com o grande “S”, sua verdadeira natureza é ligada a como ele foi criado, educado e amado. Clark Kent é o Superman, e Superman nunca deixa de ser Clark Kent quando está trajado e sem os óculos. Sua personalidade foi moldada conforme toda sua trajetória como um imigrante (de outro planeta) crescendo e convivendo no interior dos Estados Unidos, com a visão ética de seus pais sobre como ele deveria lidar com seus poderes quase que divinos.

Este lado humano do Superman sempre foi muito bem retratado em outras mídias, mas em 2001 uma série retratou muito bem quem era Superman e qual era sua visão de mundo. Esta foi Smallville, que colocou novamente o Azulão no panteão dos grandes Super-heróis.

SMALLVILLE, A HISTÓRIA DE CLARK KENT

Criada por Alfred Gough e Miles Millar, estreou em 2001 a série Smallville: as  Aventuras do Superboy, que teve um total de 217 episódios divididos em 10 temporadas, até 2011, apresentando um novo olhar sobre Superman.

A série reimaginou a mitologia do Superman com uma abordagem moderna e dramática, explorando sua jornada até se tornar o maior herói da Terra.

Apresentando um Clark Kent que lidava com os dilemas típicos da juventude, como amizade, amor e convivência na escola, ao mesmo tempo em que descobria e aprendia a lidar com seus poderes sobre-humanos, a série colocou mais uma vez o Superman no lugar que nunca deveria ter saído: dentro da cultura pop.

Na sinopse, antes de se tornar o Homem de Aço, Clark Kent (Tom Welling) era apenas um adolescente tentando entender quem era e de onde vinha. Criado pelos fazendeiros Jonathan (John Schneider) e Martha Kent (Annette O’Toole) na pequena cidade de Smallville, Kansas, Clark teve uma boa jornada de crescimento, só vestindo seus trajes oficiais no último episódio da série.

Além da inesquecível música-tema da série, Save Me, da banda Remy Zero, que embalou inúmeras manhãs de domingo do SBT, a série apresentou um elenco interessante, destacando-se Tom Welling como o protagonista, Kristin Kreuk como Lana Lang, Michael Rosenbaum (incrível) como Lex Luthor, Allison Mack como a nova personagem Chloe Sullivan,  Sam Jones III como Pete Ross, Annette O’Toole (a Lana Lang de Superman III, de 1983) como Martha Kent, John Schneider como Jonathan Kent, e vários outros personagens do mesmo universo da DC, como a Lois Lane (Erica Durance a partir da 4ª temporada), Oliver Queen / Arqueiro Verde (Justin Hartley, a partir da 6ª temporada), Aquaman, Canário Negro, Flash, e até os primórdios da Liga da Justiça.

O sucesso incrível de Smallville ajudou a pavimentar o caminho para o universo de séries da DC que viria mais tarde, como Arrow, The Flash e Supergirl, todos do Canal CW.

SUPERMAN COMO LÍDER NUMA DAS MELHORES SÉRIES ANIMADAS DE TODOS OS TEMPOS

Também em 2001, junto a Smallville, sedimentando ainda mais os alicerces da figura mitológica de Superman, estreou uma das séries animadas mais aclamadas de todos os tempos, Liga da Justiça (Justice League – 2001-2004), seguida pela também muito bem-sucedida Liga da Justiça sem Limites (Justice League Unlimited – 2004-2006).

Nas séries, transmitida à exaustão pelo SBT, Superman une forças com outros grandes heróis — Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, Flash, Caçador de Marte e Mulher-Gavião — para formar a Liga da Justiça. Juntos, enfrentam vilões cósmicos, conspirações interplanetárias, invasões e dilemas morais, unindo forças para proteger o planeta em batalhas épicas e com forte carga emocional. A série marcou o grande retorno da DC à animação com profundidade narrativa, personagens complexos e temas adultos.

O Superman era apresentado como uma figura altiva, o mais poderoso dentre todos os personagens, e trazia nuances muito interessantes para o personagem que iam além do retratado até então nos filmes e nos seriados em live-action. Sua interação com todos os demais personagens, e principalmente com Batman, era muito interessante de acompanhar. O personagem foi amadurecendo no decorrer das séries, ao mesmo tempo em que adquiria uma visão mais cética e crítica de sua visão de mundo e do que era ser um herói.

Não por acaso as 2 séries obtiveram, respectivamente, notas 8,6 e 8,8 no IMDb, garantindo seus lugares no ranking de melhores adaptações do heróis da DC de todos os tempos.

Além das histórias muito bem roteirizadas, inspiradas em grandes sagas das HQs, no Brasil tivemos dubladores incríveis, como Guilherme Brigs como Superman, Márcio Seixas como Batman e Miriam Ficher como Mulher-Maravilha. Inesquecível!

O SUPERMAN INTROSPECTIVO DO MUNDO PÓS 11 DE SETEMBRO

Com o sucesso das adaptações de Batman Begins (dirigido por Christopher Nolan, em 2005) e de X-Men (dirigido por Bryan Singer, em 2000), a Warner e a DC Comics decidiram, depois de muitas ideias frustradas — que incluiam um Superman de Tim Burton (Batman, 1989), com Nicholas Cage (!) no papel principal, e um projeto da Liga da Justiça nas mãos de George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria, 2015) —, trazer às telonas uma versão que homenageava as adaptações cinematográficas clássicas de Christopher Reeve.

Para liderar o projeto, trouxeram o diretor Bryan Singer, que abandonou o 3º filme dos X-Men para adaptar esta versão do Homem de Aço. Com roteiro do próprio diretor, de Michael Dougherty e de Dan Harris, o filme seguia uma história que ignorava os filmes Superman III (1983) e Superman IV: em Busca da Paz (1987), seguindo somente os primeiros 2 filmes para contar uma história em que Superman, após uma longa ausência da terra, retorna para um mundo onde ele não era mais visto como necessário.

Com um desconhecido e pouco expressivo Brandon Routh como Superman/Clark Kent, buscaram mesmo emular uma continuidade aos filmes de Reeve. Para isso, consideraram pertinente trazer um ator extremamente parecido com Reeve, além de um Lex Luthor, aqui vivido por Kevin Space, que lembrava muito o tom caricato e megalomaníaco do vilão interpretado por Gene Hackman.

Apesar de uma das melhores cenas de salvamento do Super, a da queda do avião (logo abaixo), o roteiro pesaroso e melancólico, a falta total de química do protagonista com a Lois Lane de Kate Bosworth, e uma história que não fazia muito sentido, com belas cenas contemplativas mas sem alma, o filme teve avaliações mistas da crítica e uma bilheteria até razoável, mas bem aquém das expectativas dos realizadores, o que acabou por deixar novamente o personagem num ostracismo por mais 7 anos.

Apesar de haver uma diferença claramente perceptível de talento entre Reeve e Brandon Routh (que melhorou consideravelmente em papeis posteriores), a culpa do fracasso da empreitada, a meu ver, foi mesmo do roteiro insosso e da falta de referências do herói além dos filmes de Reeves, com problemas também por parte da direção de Singer.

SUPERMAN: O RETORNO (SUPERMAN RETURNS, 2006)

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Superman – O Retorno – Divulgação: Warner Bros

Direção: Bryan Singer

Roteiristas: Michael Dougherty, Dan Harris e Bryan Singer

Elenco Principal: Brandon Routh (Clark Kent /Superman), Kate Bosworth (Lois Lane), Kevin Space (Lex Luthor)

Notas: IMDb: 6,1Rotten Tomatoes: aprovação de 74% dos Críticos e 61% do público

Sinopse:

Após um misterioso desaparecimento de cinco anos, Superman retorna à Terra e descobre que o mundo aprendeu a viver sem ele. Enquanto tenta se reconectar com Lois Lane — agora noiva e mãe —, ele enfrenta um novo e devastador plano de Lex Luthor, que ameaça milhões de vidas. Em meio a essa crise, o homem de aço precisa encontrar seu lugar em um planeta que pode não precisar mais de um salvador.

Curiosidades

  • A trilha sonora traz uma mescla do tema original do mestre John Williams com composições novas de John Ottman, reforçando a conexão com os filmes clássicos.
  • Há uma cena onde Marlon Brando, já falecido, aparece como Jor-El por meio de gravações antigas e efeitos digitais, criando uma ponte direta com o filme de 1978.
  • A atriz Eva Marie Saint, que interpreta Martha Kent, foi um dos grandes nomes da era de ouro de Hollywood e vencedora do Oscar por Sindicato de Ladrões (1954).

O MUNDO MUDOU, E O SUPERMAN TAMBÉM

Os tempos mudaram. A ingenuidade dos anos 80 e 90 estava dando lugar à ironia do novo milênio. Em meio a cinismo, crises e sarcasmo generalizado, os heróis também precisaram se reinventar.

Em janeiro de 2013 foi publicada a primeira edição de uma saga de HQs intitulada Injustiça: Deuses entre Nós (Injustice – Gods Among Us), criada por Tom Taylor e Brian Buccelato, que posteriormente inspirou também alguns games com mesmo título. Era uma saga mais soturna, onde Superman abandonava seu heroísmo clássico das eras de ouro e de prata e se afundava numa vingança contra o mundo pela perda de sua amada nas mãos do Coringa.

É nesse contexto que o Superman retornou aos cinemas em 2013 com uma proposta ousada, questionadora — e até incômoda para alguns. Sob a direção de Zack Snider, que tinha a responsabilidade de apresentar um novo universo DC, desta vez mais sombrio e, na medida do possível, mais calcado na realidade, estreava O Homem de Aço (Man of Steel, 2013).

Confesso que após anos de uma visão cinematográfica do Superman ligada aos trejeitos de Christopher Reeve, foi um grande alívio rever o herói sob uma nova luz. E Henry Cavill se encaixou perfeitamente neste novo mundo da DC.

O filme iniciava já com um aprofundamento maior, e muito bem-vindo, no mundo de Krypton, com Jor-El, interpretado por Russell Crowe, nos apresentando a um planeta em crise, prestes a ruir, já em confronto com o grande vilão, General Zod, magistralmente interpretado por Michael Shannon, antes de enviar seu filho Kal-El para nosso planeta. Com toda a história de origem bem resumida, fomos apresentados ao protagonista interpretado por Cavill, que tinha a imponência mais impressionante de todos os intérpretes, mas que não funcionava bem como Clark Kent.

O Superman de Henry Cavill interagia com a Lois Lane de Amy Adams, uma ótima atriz, de uma forma mais fria que nos primeiros filmes de Richard Donner, mas ainda funcionava bem pela forma como o meta-humano foi introduzido naquele universo. Ele combinava muito bem com a Mulher-Maravilha de Gal Gadot e com o Batman de Ben Afleck, e este filme, quando visto sem as sequências da DC onde o azulão aparece, é um ótimo filme de ação.

As cenas de luta com Zod e seus asseclas são incríveis, a descoberta completa dos poderes de Clark Kent são memoráveis, mas eu ainda sentia a falta do herói das HQs e até das animações.

O Superman desta versão era tratado como uma entidade messiânica posta à prova pela humanidade. Como cristão, vi ali uma abordagem interessante e poderosa – não como doutrina, mas como reflexão profunda sobre fé, dúvida, entrega e esperança. Infelizmente, este ainda não era o Superman em sua essência. Apesar de guardar com carinho este filme, já reassistido várias vezes, tenho para mim que ainda falta uma versão ampla e mais humana do Superman, o que espero encontrar no novo filme de James Gunn.

Para finalizar, apesar do ótimo vilão Zod, nos filmes seguintes deste universo, infelizmente, tanto o super-herói quanto os novos vilões, como Lex Luthor (Jesse Eisenberg), do horroroso Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice, 2016) quanto o Lobo da Estepe (Clarán Hinds), do fraquíssimo Liga da Justiça (Justice League, 2017), acabaram dando um fim ao universo DC de Zack Snider.

O HOMEM DE AÇO (MAN OF STEEL, 2013)

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O Homem de Aço – Divulgação: Warner Bros. Pictures

Direção: Zack Snyder

Roteirista: David S. Goyer

Elenco principal: Henry Cavill (Superman/Clark Kent), Amy Adams (Lois Lane), Michael Shannon (General Zod), Russell Crowe (Jor-El), Kevin Costner (Jonathan Kent), Diane Lane (Martha Kent)

Sinopse:

Ao descobrir sua origem alienígena e poderes extraordinários, Clark Kent precisa decidir que tipo de homem — e herói — deseja ser. Quando o General Zod ameaça a Terra, ele assume sua identidade como Superman para proteger a humanidade e encarar o peso de seu legado kryptoniano.

Curiosidades:

  • Henry Cavill já havia feito testes para ser Superman em Superman Returns (2006), mas perdeu o papel para Brandon Routh.
  • Cavill fez um intenso treinamento físico para o papel — sem uso de enchimentos no uniforme. Ele chegou a consumir até 5.000 calorias por dia durante os períodos de ganho de massa muscular e fez parte de seu treinamento com os mesmos preparadores físicos do filme 300 (dirigido por Zack Snider em 2006).
  • Diferente das versões anteriores, O Homem de Aço não apresenta a kryptonita como fraqueza de Superman. Em vez disso, foca nos conflitos emocionais e na vulnerabilidade física que ele sente quando enfrenta outros kryptonianos.

OUTRAS VERSÕES NAS TELAS

Além de várias animações interessantes, vale ainda citar a série live-action Superman & Lois (2021–2024), que apresenta um Clark Kent mais maduro, pai de família, equilibrando heroísmo e vida pessoal. Interpretado de forma crível e interessante por Tyler Hoechlin, a série focava a relação do herói com Lois Lane (Elizabeth Tulloch), com quem era casado, convivendo com seus dois filhos, Jonathan (Jordan Elsass e Michael Bishop) e Jordan (Alex Garfin) em Smallville.

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Superman & Lois – Divulgação: Warner Bros

A diversidade de visões comprova que o Superman não é um personagem estático — é uma linguagem universal, que pode falar com todas as idades e épocas.

MINHA VISÃO COMO CRISTÃO E CINÉFILO

Não por acaso a história de Superman atrai diferentes gerações, pois não só se encaixa na jornada do herói, como tem muitos paralelos bíblicos com a figura messiânica de Jesus:

  • Os criadores do super-herói, Jerry Siegel e Joe Shuster, eram dois judeus, filhos de imigrantes. Não é coincidência, portanto, a ideia de um herói cheio de poderes sobre-humanos que chega de outro mundo para salvação da humanidade.
  • Kal-El tem 33 anos quando se revela ao mundo como Superman (ainda que mantenha sua identidade secreta).
  • O nome Kal-El é originado de duas palavras hebraicas: “Kol” (כֹּל), que significa “voz”, e “El” (אֵל), que significa “Deus”. Portanto, Kal-El é frequentemente interpretado como “Voz de Deus” ou “Voz que fala por Deus”.
  • Ele veio do céu e foi criado por um casal de judeus (Jonathan e Martha Kent).
  • Como Clark Kent, sempre evitou usar seus poderes, orientado sempre pelos seus pais terrestres.
  • No universo da DC, Superman é testemunha do que o bem pode fazer quando sustentado por compaixão. Ele é a antítese, por exemplo, de seu amigo Batman, que diferente dele é movido por vingança e, depois, por justiça, sempre sob trevas. Superman vive sempre sob a luz.

O mundo de hoje é cínico e cético. Muita gente vê bondade como fraqueza e sacrifício como tolice. A figura de Superman é, portanto, a antítese disso, e é exatamente por isso que sua existência ainda importa.

Como cristão, eu não vejo o Superman como Jesus, claro, mas sim como uma sombra inspiradora de Cristo no mundo pop: um ser com poder absoluto que escolhe servir em vez de dominar.

Já como cinéfilo, vejo no Superman uma constante artística: ele resiste ao tempo porque é um personagem maior que o tempo. Para mim, Superman não é só nostalgia de infância. Ele é bússola moral, inspiração emocional e um símbolo eterno de grandes possibilidades. Em cada HQ que li, em cada cena que assisti, em cada página virada com o coração apertado, ele me ensinou — e ainda ensina — que esperança não é ingenuidade. É resiliência.

Na próxima semana, trarei minha crítica ao filme Superman, de James Gunn. Até lá!

E você? Também é fã do personagem e tem percepções similares às minhas de Kal-El? Curta, comente e compartilhe com seus amigos em suas redes sociais.

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